segunda-feira, 19 de novembro de 2007

[doc-m] lorena

Oliviero Toscani (Milão, 28 de fevereiro de 1942) é um fotógrafo italiano, que inventou campanhas publicitárias polêmicas para a marca italiana Benetton durante os anos 90.A maioria de suas campanhas é institucional, propagandas de marca e não de produto, normalmente composta apenas por uma fotografia polêmica e o logo da companhia.Uma de suas campanhas mais famosas inclui um homem morrendo de AIDS (SIDA), chorando em uma cama de hospital, rodeado por seus parentes. Outras incluem alusões ao racismo (uma muito notável mostra três corações humanos quase idênticos com as palavras branco, preto e amarelo como legenda), a guerra e a religião.No começo dos anos 90 Toscani fundou, juntamente com o designer gráfico estadunidense Tibor Kalman, a revista Colors. O slogan era "uma revista sobre o resto do mundo".
Oliviero Toscani, 52, fotógrafo, diretor de arte da Benetton há 12 anos, chegou em Gaza, no dia 17 de outubro de 1994, vindo da Coréia, onde honrara um convite da Universidade de Seul. Em Gaza, passou três dias de trabalho, com uma equipe reduzida, para fotografar as imagens destinadas ao próximo catálogo de Benetton. Ele não levou consigo nenhum modelo profissional, só quis fotografar homens e mulheres comuns encontrados na rua ou adolescentes em suas escolas. Quase todos aceitaram posar rapidamente para ele, vestindo uma roupa, às vezes apenas um detalhe de Benetton. Como todos diziam, tomados em uma tragédia da história, estavam satisfeitos de mostrar ao mundo que são "gente" como todos os outros, como todos nós. Toscani saiu de Gaza para o Japão, respondendo a outro convite universitário. Sua vontade política e cultural de transformar a comunicação moderna são explícitas. Toscani ensina na Faculdade de Sociologia da Universidade Sapientia, de Roma. Também promove o projeto da Fabbrica, uma antiga vila do Palladio, perto de Treviso, transformada em escola para pensar o futuro e sua comunicação. A Fabbrica é financiada pelo orçamento publicitário de Benetton, que também edita "Colors", revista publicada em seis línguas (680 mil cópias) e destinada aos adolescentes de todas as idades, "para ver e entender o que é diferente!”.

Obras
Campanhas Publicitárias
Criação da Marca United Colrs Benetton
Campanha sobre a AIDS (SIDA)
Campanha sobre o Racismo
Campanha contra a Anorexia
Campanha sobre Guerra
Campanha sobre Religião
Revistas
Colors
Fashion Theory

Campanhas
Campanha AIDS
Campanha Racismo
Campanha Contra a Discriminação Homossexual
Campanha contra a Anorexia

Resumo da Aula
Documentário da aula ministrada no dia 09 de novembro de 2007. Onde discutimos sobre a natureza da publicidade da Benetton, e como a Benetton divulgava seus produtos através de campanhas publicitárias. Além disso, foi discutida em sala de aula a importância da propaganda e da publicidade e como ela atua em diferentes campos.
No primeiro momento o Fred, mostrou a revista Fashion Theory (revista de moda), onde destacaram o texto Malditos Moletons: Benetton e a Mecânica da Exclusão Cultural, pois estava faltando uma página no nosso xerox, ele nos mostrou uma foto de um rapaz aidético, em seu leito de morte, a sala toda parou para ver aquela foto na revista, está foto chamou atenção de todos.Posteriormente a Flávia leu o texto para a sala, o Fred ia fazendo as intervenções e comentários nas passagens que a Flávia lia.
Em seguida a Flávia começou a ler o texto, e posteriormente, começamos a discutir sobre as campanhas publicitárias da Benetton, e como essas campanhas eram divulgadas para as mídias escritas e faladas.
“A natureza da publicidade da Benetton era orientada claramente para o produto, mostrando o produto e nada mais”, de acordo com Oliviero Toscani, não estando de acordo com o ponto de vista de como a Benetton fazia suas campanhas, resolveu propor uma nova e moderna abordagem nas campanhas promovidas pelo Benetton, que deixaria de tratar de “mudanças superficiais e tolas” da propaganda convencional, para o que ele chamava de “questões de envolvimento global”.
A partir desse momento as campanhas realizadas por Oliviero Toscani abordavam temas polêmicos como: AIDS, Racismo, Homossexualismo, Guerra, Religião, Anorexia, dentre outros, o foco de suas campanhas publicitárias era causar mudanças no conteúdo das propagandas da Benetton, além disso, despertava o interesse das pessoas, por abordar temas polêmicos e de extrema relevância.
Oliviero Toscani, era um fotógrafo de arte que procurava pessoas comuns para fazer suas campanhas publicitárias como: jovens modelos bem aparentados, além disso, utilizava tecnologias de câmera.
As Propagandas da Benetton entre 1989 e 1991, aborda a questão da igualdade entre negros e brancos (questão racial).Em seguida foi apresentada no texto uma campanha da Benetton sobre a Aids: Family in Ohio, mostra a imagem de homem aparentemente morrendo de aids, está foto causou uma polêmica, sobretudo na publicidade, onde a fotografia tirada pelo fotógrafo Toscani conseguiu através de sua foto expressar a dor e a amônia de uma pessoa que sofria de uma doença que não tinha cura, e iria morrer.
Uma outra campanha que a Benetton enfocou foi Shock of Reality, marcou a apropriação atacadista por parte do anunciante de uma linguagem absolutamente “outra” (fotografia documental), bem como a dissolução dos códigos das propagandas convencionais (afora a onipresente logomarca), essa propaganda conseguiu quebra simbólica crucial nas chamadas mentiras e com a “superficialidade” das propagandas (algo que a Benetton nunca tinha conseguido em campanhas anteriores).
A partir desta leitura que a Flávia fez, o Fred começou a fazer suas intervenções, ele perguntou para a sala se nós sabíamos a diferença entre fotografia documental e publicidade, começou uma discussão em cima desse assunto, ninguém da sala soube explicar qual era a diferença ente um e o outro, então o Fred resolveu explicar para a sala a diferença entre fotografia documental e a publicidade através de um exemplo.
A Benetton possui dois campos distintos: a fotografia documental, onde o fotógrafo tira a foto como uma peça de museu, já a publicidade se apropria da foto.Com a explicação do Fred, entendemos a diferença e damos prosseguimento na leitura do texto.
Em seguida foi discutido o título do texto que é: Malditos Moletons: Benetton e a Mecânica da Exclusão Cultural, qual será argumento que a Benetton utiliza para vender seus moletons, será que ela está realmente preocupada com as questões sociais, ou será que por trás desta questão social, está interessada em vender seus moletons, e seria apenas um marketing que a empresa estaria fazendo? Essa é uma questão a ser pensada, e que foi bastante discutida pelo Fred e a sala.
A moda é uma instituição ligada a noções de efêmero, a identidade da moda-bem como sua construção de sua identidade - tem sido convencionalmente denegrida como transitória’ “, superficial” e sem “profundidade”.
Foi discutida a questão da moda pelo professor Fred, é ele deu vários exemplos: Antigamente as pessoas usavam o tênis austar estava na moda, agora a moda mudou e quem têm tênis da nike, é que está na moda, a moda muda a cada dia que passa, novas tendências, novas tecnologias, enfim é uma variedade de coisas que vão evoluindo e vão sendo inventadas e criadas para satisfazer as novas exigências e necessidades dos consumidores.
Um outro exemplo que o Fred deu, foi o seguinte: A moda é um campo que só serve para vestir as pessoas, moda não é só roupa e turismo não é só viajar.A moda não é tão superficial, assim como o turismo também não é tão superficial.
A Hostilidade X Uso da Fotografia: A fotografia documental consegue emocionar a pessoa que está vendo, o fotógrafo é o responsável pela fotografia, a campanha da Beneton da menina loirinha com o menino preto na verdade é uma montagem.A foto é uma verdade do fotógrafo, onde há uma construção subjetiva do fotógrafo, a pessoa que tira a foto tem uma intenção por trás da foto tirada.
A fotografia é uma verdade do mundo, mas não é a única forma.A fotografia tirada por nós é verdade, a foto tirada para a caixa de leite, as pessoas perguntam se aquela foto é verdade ou não, as propagandas publicitárias, podem ser montagens.
A Benetton discute a relação entre a fotografia, e qual é o interesse da imprensa em divulgar tal fotografia, será que seu interesse é só o lucro, ou será que existe outro interesse?
Em um contexto jornalístico, o papel promocional da fotografia documental é reprimido por um conjunto de procedimentos discursivos, que limitam as formas pelas quais a fotografia documental é recebida pela audiência.Como exemplo podemos citar os jornais, que são locais que vendem espaços publicitários. O jornal é imparcial, um exemplo disso: um homem que se suicida, muitas vezes essa notícias não são colocadas nos jornais, para não incentivarem as pessoas a cometerem semelhante ato.
A Valéria levantou uma questão sobre um rapaz forte, bonito que tinha Aids e ele espalha aids para seus parceiros.Houve uma discussão em cima desse do assunto da Aids, além disso, foram discutidas coisas que acontecem no cotidiano, a foto de Oyoré é uma foto comum na África, onde vemos através das fotos pessoas desnutridas e que muitas vezes morrem infectadas por diversas doenças, inclusive a Aids.
Na campanha que tinha como tema “Family in Ohio” não apenas se relacionou com apelos relacionados a Aids na Grã-Bretanha, mas contribuiu positivamente para os discursos relacionados a Aids em todos os outros lugares.Um exemplo disso: um homem morrendo de Aids está imagem rearticula a Aids como uma posição privilegiada: sinônimo de transparência espiritual, ressurreição e intimidade com Deus.
Antigamente as pessoas acreditavam que as pessoas que tinham Aids era só o grupo de risco como: as dique kint, homossexuais, prostitutas, dentre outros.Hoje podemos ver que não só as pessoas que antes eram consideradas como grupo de risco, podem ter aids, mas quaisquer pessoas comuns, independentes de sexo, raça, religião podem ter o vírus da Aids.Os artistas que morreram de Aids, como o Cazuza, Renato Russo, etc, tiveram uma enorme repercussão na mídia, por serem pessoas famosas, não teriam tanta repercussão se fosse uma pessoa qualquer.
O Fred associou a campanha publicitária com o tema da nossa matéria Educação Patrimonial, dizendo que a educação que recebemos não está relacionada ao conceito que a Aids tem para as pessoas, e sim a cultura e a educação que recebem para tratar diferentes assuntos.
O Fred fez uma fez uma comparação entre as propagandas do Mc Donald e as propagandas da Benetton, ambas possuem mensagens diferentes, mas as ferramentas utilizadas são as mesmas.O Mc Donald comprou cadeias produtivas, mas os donos não aceitaram colocar a marca do Mc Donald, o mesmo fato ocorreu com a Benetton.O outdoor é a ferramenta que o Mc Donald utiliza para divulgar seus produtos, além de ser uma forma de chamar atenção de várias pessoas ao mesmo tempo para comprar seus produtos, a Araújo também utiliza essa forma de divulgação.
O Fred levantou uma questão polêmica, será que temos que dar dinheiro para as pessoas pobres, ou será que temos que ajudar as pessoas pobres com: amor, carinho, dedicação, atenção e cuidado, vivem em um mundo capitalista, onde as pessoas só estão pensando em si mesmas, e não estão nem ai para os outros, acham que é só dar dinheiro que vão ajudar as pessoas pobres.
O professor Fred, disse que uma marca de roupa assim como a Benetton, através da venda das suas roupas é possível educar as pessoas, outro exemplo é quando estamos na mesa de um bar, é uma outra forma de educarmos.
Portanto, concluímos que independente de sexo, cor, raça, religião a pessoa tem que ser feliz com o que têm, não com que ela gostaria de possuir, pois as coisas materiais acabam com a passar do tempo e as pessoas quando morrem não vão levar nada disso, e as coisas espirituais estas sim nascem e morrem com as pessoas.

Palavra Chave: AIDS
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. Esta sigla é proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Vírus.
Exemplo: Antigamente as pessoas acreditavam que só adquiria o vírus da Aids, as pessoas que faziam parte do grupo de risco como: as dreque kint, homossexuais, prostitutas, dentre outros.Hoje podemos ver que não só as pessoas que antes eram consideradas como grupo de risco, podem ter aids, mas quaisquer pessoas comuns, independentes de sexo, raça, religião podem ter o vírus da Aids.
Mesmo vivendo em um mundo informatizado e dinâmico, onde temos várias informações em questões de segundos, e cada vez, mas comum às pessoas acharem que não precisam se cuidar tanto em relação a questões sexuais aí que elas se enganam, onde elas menos esperam pode morar o perigo, as mulheres podem ficar grávidas e o mais grave podem contrair uma doença sexualmente transmissível, como a aids que pode leva a morte.
Os Pesquisadores e estudiosos descobriram os coquetéis para amenizar, os efeitos da Aids, eles ajudam a controlar a doença, mas não são as curas para a Aids.Portanto quando for manter relação sexual, previna-se e use camisinha, para ter surpresas desagradáveis no futuro.

Sites
1-
http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISBF548766PTBRIE.htm
2- http://www.aids.org.br/
3- http://www.ocaiw.com/catalog/?lang=pt&catalog=foto&author=200
4- http://www.facasper.com.br/jo/notas.php?id_nota=500
5- http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=12347
6- http://aletp.com/?p=468

Notícias
1-Ministério da Saúde: Aprenda sobre as DST sobre as DST
http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS8B526207PTBRIE.htm
2-Prevenção da AIDS
http://www.aids.org.br/default.asp?siteAcao=mostraPagina&paginaId=44#c1
3-Campanhas publicitárias feitas por Toscani
http://www.olivierotoscani.com/
4- Itália proíbe campanha sobre anorexia com foto de modelo nua
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u338251.shtml
5-Revista de Moda da Benetton: Colors
http://tipografos.net/magazines/colors.html
6-Publicidade e Responsabilidade Social
http://www.sairdacasca.com/comunicacao/publicidade.asp

[doc-n] henrique

Borges chama atenção para o curioso fato de que o cinema, em seus primórdios, tenha sido chamado de biógrafo. Borges recupera o termo antigo, relevando a potencialidade que o cinema sempre teve de “apresentar almas”, de mostrar, em imagens, vidas e destinos.
A câmera de filmagem se torna se torna um instrumento visual de “escrita de vidas”, sendo o primeiro passo no processo de construção artística de um novo modelo de verossimilhança, compatível com as demandas da chamada “era da reprodutibilidade técnica”.
Tem-se a idéia de que reproduções cinematográficas reproduzem uma crença ilusória de que a vida pode ser representada em sua realidade mais intensa. O cinema nutriu-se dessa ilusão até os dias de hoje.
A tarefa do biógrafo consiste exatamente em escolher, dentre os inumeráveis traços humanos possíveis, aqueles que possam perfilar uma vida. Então os detalhes acabam se tornando tão importantes quanto os acontecimentos extraordinários para a vida de uma pessoa.
No documentaria de Eduardo Coutinho, Edifício Máster, foram catalogadas historias de 37 moradores de Copacabana. O documentário apresenta narrativas dos próprios habitantes, compondo um inventário de existências anônimas.
Eduardo e sua equipe alugaram um apartamento por um mês. O projeto era selecionar moradores que pudessem em sua diversidade, compor um mosaico representativo daquele espaço que traz um surpreendente arquivo de vidas comuns.
O diretor relata que no ato da entrevista, as pessoas acabaram revelando dados inesperados de suas vidas, como historias de infortúnio mas também de realizações.
Eram pessoas de todo tipo e possuíam várias profissões e cada um com sua circunstancia, memórias, fatos e ficções.
Objetos também acabaram se tornando alvo do trabalho, pois adquirem uma narrativa no filma. Isso é explicado por Jean Baldrillard quando ele explica que independentemente do uso que fazem do objetos, eles representam algo muito mais relacionado a subjetividade. Por isso o arranjo das coisas (objetos), não deixam de assegurar o espaço de circulação dos afetos, dando subtração material à complexa estrutura de interioridade que define esse mesmo espaço.
Tudo que é mostrado adquire uma explícita relevância no processo de figuração da subjetividade de quem narra.
A disposição dos móveis e objetos diz algo de quem os possui. A seleção e ordenação dos fatos contados revela uma forma particular de arquivamento da própria vida. Philippe diz que “a escolha e a classificação dos acontecimentos determinam o sentido” que se deseja dar a uma história.
O filme de Eduardo não apresenta jogos nem artifícios e da prioridade aos retratos humanos. Ele parte dos moradores para contar a história dos prédio, transformando as histórias pessoais em matéria-prima, trazendo ao seu filme o que Borges valorizou no termo biógrafo, pois a Eduardo Coutinho importam os destinos, as “almas” de suas personagens.
Por fim, Eduardo Coutinho evidencia que a existência efetiva de um homem ou mulher é um conjunto de circunstâncias e afetos.
O Edifício Máster possui um caráter social, onde os conflitos sociais se fazem presente. As entrevistas revelam um espaço conflituoso, tanto na esfera pública quanto na privada e, na pública os conflitos são mais intensos. O isolamento das grandes cidades é evidenciado nas entrevistas, onde as pessoas desconhecem até mesmo seus vizinhos.
A riqueza das narrativas é visível. Outras interpretações poderiam ser feitas, outros aspectos poderiam ser colocados, bem como outras narrativas. As interpretações dessas narrativas são derivadas do encontro ou desencontro do intérprete com o entrevistado.
A proximidade pode mostrar que não há encenação, mas drama real, sentido na carne de cada um. Cada depoimento é um pedaço de vida nos lembrando que, atrás daquelas faces anônimas, existem seres humanos em toda a sua plenitude, complexidade e diferença.
E talvez essa seja a principal mensagem que esse documentário tenta passar: a complexidade do ser humano e importância de humanizarmos os outros no nosso processo diário de interação, comunicação e convivência.

Links
www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm
www.mnemocine.com.br/aruanda/coutinho2.htm
www.sobresites.com/alexcastro/artigos/master.htm
www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/edificio-master/edificio-master.asp

Noticias
www.ideiasmutantes.com.br/archives/2005/08/edificio_master.html
a8000.blogspot.com/2007/10/de-edifcio-master-jogo-de-cena-coutinho.html
www.espm.br/sbe/cinema/sexta/edificio_master.pdf
derepente.wordpress.com/2007/08/20/edificio-master/
obscenum.blogspot.com/2005/04/edifcio-mster-1.html

[doc-n] fernanda o.

Noticias
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/070924/entretenimento/it__lia_moda_publicidade
http://www.portaisdamoda.com.br/noticiasModa~newsID~3361.htm
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200710191907_RED_49039545
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u330969.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u331645.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u331540.shtml

Sites
http://br.noticias.yahoo.com
http://www.portaisdamoda.com.br
http://br.invertia.com
http://www1.folha.uol.com.br

[doc-n] anderson

O texto discorre sobre a história da empresa Benetton, mais particularmente no seu setor de marketing, onde após uma mudança de foco nas campanhas publicitárias, que passaram de um viés “tolo” e “superficial” para um tom que envolvem “questões de envolvimento global”, resultaram em uma grande estratégia de marketing.
A intenção do Oliviero Toscani, considerado “o gênio criativo” da Benetton, era o de alertar a sociedade através de temas fortes, como a aids, guerra, racismo, entre outros. Esses temas foram abordados através de fotografias publicitárias com um foco mais documental, sendo que o objetivo era o de vender e, ao mesmo tempo, conscientizar.
Como resultado destes modelos publicitários, a Benetton colheu muitas críticas, sendo que a campanha que mais sofreu foi a chamada “The Shock of Reality”. Nesta campanha várias imagens foram mostradas, sendo que a que mais foi polemizada pela sociedade foi a “Family in Ohio”, onde aparentemente mostra um homem morrendo de AIDS. Esta imagem foi levada até a British Advertising Standarts Authority que “deplorou o desejo aparente do anunciante de provocar sofrimento e angústia com sua abordagem publicitária”. Logo na seqüência vários órgãos reguladores condenaram não só está como outras quatro imagens.
Como resultado, a Benetton, conseguiu unir o mundo “real” da fotografia documental, com o mundo “superficial” do mundo da moda. Apesar disso, ela se concentrava mais no conteúdo multirracial e na sua mobilização para propósitos explicitamente comerciais do que na forma que as campanhas publicitárias assumiram.
Pode-se notar que a indústria da moda sempre é taxada de indústria que vende coisas supérfluas e que também só pensa no que há de novo, ou seja, no efêmero. Só que no caso da Benetton, ela mostra que não vende só glamour, mas pensa também nos problemas que afetam a sociedade em geral.

Links
1-
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u330969.shtml
2-
http://www.boycottbenetton.com/
3-
http://englishmarketingceline.blogspot.com/
4-
http://www.benettongroup.com/en/whatwesay/sottosezioni/campaigns_photo_gallery.htm
5- http://www.duplipensar.net/principal/2004-04-benetton-toscani.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

[doc-n] eunice

Notícias
1-
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u331320.shtml
Estilistas manifestam apoio à campanha contra anorexia
da France Presse, em Roma
Estilistas acolheram favoravelmente nesta terça-feira a chocante campanha publicitária lançada na Itália pelo fotógrafo Oliviero Toscani contra a anorexia.
Toscani, célebre por suas campanhas polêmicas para a Benetton, lançou ontem uma impressionante denúncia sobre a anorexia com a publicação de uma foto gigante de duas páginas de uma menina nua e extremamente magra.
O anúncio, publicado no jornal "La Republicca", inclui uma única palavra, "Não", e é financiada pela marca de roupa italiana "No-lita".
"Há anos me ocupo do problema de anorexia. Quem são os responsáveis? No geral, os meios de comunicação, a televisão, a moda. Parece muito interessante que uma marca de roupa compreenda o fenômeno, tome consciência de seu papel e patrocine a campanha", declarou o fotógrafo à imprensa local.
A publicação gerou opiniões favoráveis em toda a península.
"Finalmente alguém fala a verdade. Porque a anorexia não é um problema só da moda e sim psiquiátrico", afirmaram, em Milão, os estilistas Dolce e Stefano Gabbana.
Para o estilista Giorgio Armani "as campanhas, com imagens tão cruas e duras, são justas e oportunas".
No final de 2006, o governo italiano, a Federação da Moda italiana e a Associação Alta Moda - que reúne os estilistas italianos que apresentam suas coleções em Roma e Milão - adotaram o chamado "Manifesto anti-anorexia", a fim de "impor um modelo de beleza saudável, solar, generoso e mediterrâneo".
O acordo proíbe contratar modelos menores de 16 anos e apresentar certificados médicos sobre a não existência de problemas alimentares.
A imagem da modelo francesa Isabella Caro, de 27 anos, feita por Toscani, autor por anos de impressionantes campanhas para a marca Benetton, convida a refletir sobre o atual modelo de beleza que domina o mundo feminino.
"Aplausos para Oliviero Toscani, sua campanha é muito eficiente", declarou a ministra para Assuntos Europeus, Emma Bonino.
A ministra da Saúde, Livia Turco, reiterou que aprecia e apóia a idéia do fotógrafo, o qual sacudiu o mundo nos anos 90 com suas fotos de doentes portadores de Aids.
A campanha, no entanto, foi criticada por médicos e associações de enfermos.
"Isso é fazer publicidade com os padecimentos dos doentes", comentou Emilia Costa, diretora de um centro de assistências para pessoas com problemas alimentares.
"Não sabemos o efeito que pode gerar essa propaganda", estimou Fabrizio Jacoangeli, endocrinologista.
O especialista teme que a campanha acabe por desencadear entre os jovens que sofrem de anorexia uma espécie de corrida para parecer em fotos e revistas de todo o mundo.

2-
http://www.labfoto.ufba.br/?p=1056
Oliviero Toscani faz campanha contra a anorexia
O conhecido fotógrafo italiano Oliviero Toscani, célebre por suas campanhas polêmicas para a Benetton, lançou no último dia 24 uma denúncia sobre a anorexia com a publicação de uma foto de uma menina nua e extremamente magra.
Apesar de chocante, a imagem nasceu com a proposta de ilustrar uma campanha publicitária italiana que alerta para os perigos da doença, que atinge 20% dos jovens, segundo dados internacionais. O anúncio, publicado no jornal
“La Repubblica”, inclui uma única palavra, “Não”, e é financiado pela marca de roupa italiana No-l-ita. A campanha foi lançada durante a semana de moda, em Milão.
“Há anos me ocupo do problema de anorexia. Quem são os responsáveis? No geral, os meios de comunicação, a televisão, a moda. Parece muito interessante que uma marca de roupa compreenda o fenômeno, tome consciência de seu papel e patrocine a campanha”, declarou o fotógrafo à imprensa local.
A campanha contra a anorexia também chegará às ruas, onde serão expostos enormes painéis, anunciou a ministra italiana da Saúde, Livia Turco.
No final de 2006, o governo italiano, a Federação da Moda Italiana e a Associação Alta Moda –que agrupa os estilistas italianos que apresentam suas coleções em Roma e Milão– adotaram o chamado “manifesto anti-anorexia”, a fim de “impor um modelo de beleza saudável, solar, generoso e mediterrâneo”.

3-
http://emlinha.blogspot.com/2004/10/benetton-denuncia-matana-de-primatas.html
Benetton denuncia matança de primatas em nova campanha publicitária!
A Benetton lançou recentemente uma campanha publicitária apelidada de "James e outros macacos" que denuncia a matança de gorilas, chimpanzés e orangotangos. Composta por fotografias assinadas por James Mollison, a campanha tem como protagonistas animais órfãos ou capturados em acções policiais contra o comércio ilegal de animais. Esta campanha com animais insere-se na linha de comunicação da Benetton, desenvolvida através do seu laboratório de criatividade, a Fabrica, que já produziu trabalhos para apoiar o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ou o SOS Racismo. Todo o projecto será transformado num livro com edição da Boot, editora inglesa. A iniciativa prevê ainda uma exposição no Museu de História Natural de Londres, em setembro de 2005. A campanha da Benetton será exposta nos outdoors das principais cidades do mundo.

4-
http://www.lxxl.pt/babel/biblioteca/toscani.html
Oliviero ToscaniConsiderações sobre um Intelectual-PublicitárioOliviero ToscaniPara quem não saiba, Oliviero Toscani (n. 1942) é um famoso publicitário italiano, autor dos célebres e polémicos outdoors da Benetton. «Ciao Mamma» é o título de um seu livro de carácter autobiográfico, onde poderemos seguir o riquíssimo itinerário intelectual do autor, mas onde também poderemos seguir um fio condutor unitário que exprime, das mais diversas formas, o conceito do artista-publicitário sobre o discurso da publicidade (Toscani, 1995). Discurso de altíssima actualidade e relevância, visto o universo sem limites em que intervém e os gigantescos recursos nele investidos. Por exemplo, na FIAT: todos os anos este grupo gasta cerca de 110 milhões de contos em publicidade. Ou na própria Itália: a despesa em publicidade, neste país, é igual à despesa para a investigação industrial, maior do que os investimentos estatais destinados à educação, infinitamente superior aos investimentos na saúde pública. Ou então: empresas há que gastam quase mais em publicidade do que na actividade empresarial própriamente dita. Mais: 80 por cento da facturação publicitária diz respeito a poucos sectores de largo consumo, com o objectivo de produzir quase sempre sugestões de carácter artificial ou ilusório em vez de informações úteis e verdadeiras.E é aqui que reside o outro núcleo polémico.A questão levantada por Toscani diz respeito à filosofia espontânea da publicidade convencional, que não transcende o mínimo denominador comum dos vulgares sentimentos ou impressões estéticas, que é conformista, que se limita a induzir competição com o produto congénere, do tipo «o meu produto é melhor do que o teu», em suma, que não transcende o puro discurso mercantil. Toscani, que no mesmo registo fustiga as agências publicitárias, elas próprias em busca desesperada de autopublicidade, opera uma ruptura com o senso comum publicitário, propondo uma publicidade radical, em sintonia com a própria filologia do conceito (coisa pública, bem público, transparência, interesse público, opinião pública), que, através de temas vitais, funcione como estímulo crítico como discurso autónomo sobre as grandes causas, embora promovido pela United Colors of Benetton, multinacional que decidiu, após anos de campanhas publicitárias convencionais, acabar com as agências publicitárias e «patrocinar», com esse orçamento, causas universais de grande valor moral. Foi assim que a relação da Benetton com a publicidade se remeteu à figura de simples patrocínio de grandes causas simbolicamente representadas em fotografias da autoria desse grande intelectual-publicitário que é Toscani e que abriu espaço para aquilo que poderíamos designar por pós-publicidade. SIDA, guerra, racismo, ecossistema, sexo, religião são os temas com que Toscani trabalha nas suas mensagens. Temas sempre apresentados de forma esteticamente muito intensiva e radical e em suporte fotográfico. De tal forma que provocam, sistematicamente, fortíssimas reacções provenientes dos mais variados sectores: críticas, anátemas, censuras, emoções. Quase sempre escândalo!Poderíamos dizer que Toscani, usando um meio tradicional como a fotografia, superou a fronteira da publicidade convencional, alterou radicalmente os seus esquemas de referência, levou a sua linguagem a um ponto tal que parece tê-la catapultado decisivamente para o plano de arte politicamente empenhada. Mas sem se ter deslocado dos espaços onde a publicidade convencional vive e convive, do seu suporte tradicional. Sobre a fotografia, diz Toscani, em Ciao Mamma: «para mim a fotografia tem a F maiúscula. Não a considero a parente pobre da pintura (...). A fotografia permanece, e permanecerá por muito tempo, o núcleo de partida da imagem moderna» (Toscani, 1995).Cromaticamente correcto!.«Ciao Mamma», bem poderia ser, de facto, a frase «assassina» da publicidade a um par de jeans: a fotografia de um jovem, munido apenas de um par de jeans e de uma escova de dentes enfiada no bolso detrás, que parte para essa grande aventura libertária da vida, deixando atrás de si a recordação dos momentos de afectuosa protecção maternal (Marion Graefin Doenhoff, 1995) . «Ciao Mamma! Na companhia de um membro da Família Unida Benetton» (ou de dois, se a escova de dentes também for produzida pela empresa) «parto com segurança e com valores de referência para essa grande aventura da vida, onde a comunidade certa é constituída pela equipa que veste a camisola do clube cromaticamente correcto Benetton!». Toscani, com efeito, tem vindo a conduzir, com enorme sucesso, à escala mundial, a publicidade da empresa italiana de vestuário, e derivados, Benetton. Com enorme sucesso, é verdade, pois já está presente em mais de cem países e declara um movimento de três biliões de marcos, mas também marcada por planetárias polémicas geradas pelo arrojo estético e moral, apesar de simples, das suas propostas publicitárias. A fórmula originária e genérica que funda e que está presente em todos os produtos publicitários é simplesmente fabulosa, United Colors of Benetton, aludindo - nem sequer subliminarmente -, evocando e decalcando o forte simbolismo contido na designação nacional americana, United States of America: o mesmo número de palavras, a mesma ordem, o mesmo início. A sugestão de uma mesma matriz. O mecanismo desencadeado por esta aproximação é o do funcionamento por analogia: sucesso, poder, liderança, afirmação. Efeito de estranheza.Toscani, partindo daqui, rompe com a fórmula publicitária tradicional - que tende dominantemente a envolver a mensagem directa com ambientes de matriz sentimental, romântica ou utópica - e cria efeitos simbólicos de choque, produz imagens que questionam, com uma radicalidade de ruptura, os grandes temas que atravessam a vida nas sociedades modernas: um padre que beija uma freira, a farda manchada de um soldado bósnio morto, um pássaro a boiar numa poça de petrólio derramado, um recém-nascido ensanguentado e ainda preso pelo cordão umbilical sob inúmeros preservativos que esvoaçam, cruzes de um cemitério, «Hiv positive», etc., etc.. «É claro que Toscani abala alguns tabus, mas a nudez que expõe é simplesmente humana», diz dele Thévenaz . «É exactamente esta a sua intenção: a objectividade ‘anti-sentimental’», sublinha este historiador de arte (Thévenaz, 1995). O anti-sentimentalismo constitui, com efeito, a marca de ruptura com a publicidade convencional, com o efeito de adesão sentimental ao produto, com a fantasia induzida pelo mecanismo da anestesia simbólica. O que ele propõe é, pelo contrário, a distanciação crítica, uma espécie de Entfremdungseffekt, de efeito de estranheza, de vaga ou longínqua inspiração brechtiana. Ou, muito simplesmente, um efeito de choque que provoque reflexão crítica induzida pela «vivacidade» da imagem proposta sob o «alto patrocínio» da Cores Unidas da Benetton.Todas estas são mensagens de ruptura radical, de oposição em relação a ordens ou desordens provocadas pelos poderes convencionais ou naturais: o poder religioso, a guerra e a agressão ambiental (neste caso originada pela guerra no Golfo), a questão demográfica, a SIDA. Trata-se também de mensagens com forte apelo emocional e psicologicamente desestabilizadoras para quem está habituado a ver a realidade com as lentes policromáticas dos romances cor-de-rosa publicitários e a quem é sugerido um subreptício cromatismo de sabor crítico.E, todavia, estas mensagens possuem uma fortíssima valência substantiva, tocam profundamente a sensibilidade existencial e colectiva, questionam-nos. Mas também é verdade que transportam consigo um «pecado» original, um indício pecaminoso, um indício de interesse privado em causa pública: o interesse na expansão comercial das Cores Unidas da Benetton, através da instrumentalização, com fins dominantemente lucrativos, de temas que tocam profundamente as sensibilidades individuais e colectivas e que possuem essencialmente uma valência pública. Não que o mercado seja pecaminoso. Mas, seguramente, porque, estando em jogo causas tão substantivas e determinantes para o futuro da Humanidade, parece ser justo exigir que estas causas se constituam como fins absolutos, assumam uma valência absoluta, isto é, não sejam referenciáveis a nenhum outro valor que não seja o que elas próprias evidenciam e exigem imperativamente. Pelo contrário, o que aqui se verifica é uma promiscuidade intolerável entre o que deveria ser moralmente absoluto e o que é, inapelavelmente, comercialmente relativo. Entre o que questiona a essência do que é justo socialmente e o que se revela tão-só comercialmente lucrativo.A Guerra do Golfo.Toscani terá dito que foi a Guerra do Golfo que o levou a formular o novo quadro em que passaria a formular a publicidade do futuro. A publicidade social e historicamente empenhada. Logo, um momento histórico único como fonte de inspiração e de responsabilidade planetária acrescida. Ele passou a querer mostrar «o que une e separa as pessoas», através da exibição intensiva dos grandes cinco temas da existência: o sexo, a religião, a raça, a vida e a morte. Sem mediações. Com uma técnica intencional de brutalização da comunicação. Provocando emoções fortes sobre o cidadão consumidor da publicidade de larga escala. A fotografia permanece para Toscani o núcleo de partida da imagem moderna, e nem sequer admite que a considerem como a parente pobre da pintura.O que, convenhamos, é esteticamente arrojado e audacioso em relação quer à pintura quer ao vídeo. A filosofia de Toscani revela-se, assim, através da estética da comunicação publicitária mediante fotografia, fortemente criativa, competitiva e esteticamente revolucionária. Volta a dar à fotografia algo que ela estava a perder em face destes poderosos adversários.
E a verdade é que este publicitário, com a sua mágica fórmula fotográfica, tanto discutida e posta em causa em todo o mundo, conseguiu ser talvez a peça fundamental do enorme empório que é hoje a Benetton. Uma empresa que fascina não tanto pelas formas e pelas cores que produz quanto pela imagem que de si mesma conseguiu criar. Como que a demonstrar que hoje a imagem é tudo e o produto nada. Ainda que alguns, aplicando a lógica do boomerang, já comecem a falar, com razão ou sem ela, de crise. Uma crise que se fundaria mais na derrocada de uma determinada fórmula publicitária do que na necessidade, bem mais prosaica, de agasalho e de culto da arte de bem vestir.A pós-publicidade. Toscani opera com uma distinção fundamental entre a publicidade convencional e aquilo a que chamo pós-publicidade: aquela idealiza e absolutiza as virtuais qualidades do produto; esta limita-se a associar, não o produto, mas a própria marca (United Colors of Benetton), às grandes causas, tal como nos são propostas pelo artista-publicitário, em suporte fotográfico e sob o pressuposto de que a fotografia se mantém como o núcleo de partida da imagem moderna. Não se comunica, pois, o produto ou os produtos, mas a marca. O que já constitui uma revolução em relação à publicidade convencional. Mas, depois, a própria comunicação publicitária é proposta de forma somente alusiva, onde a mensagem fundamental é uma grande causa social, totalmente autónoma em relação ao produto e à marca. Esta limita-se a aparecer associada, na medida em que se revela como simples patrocinadora. Diz Toscani: «mas se há um novo modo de fazer arte no mundo tecnológico de hoje, é precisamente aquele que não recusa a contaminação com a cultura de massas, da qual a publicidade é uma das expressões (...) mais visíveis». O conceito nem parece ser muito original: lembremo-nos, por exemplo, de Andy Warhol. Mas que a caminhada de Toscani o é certamente, foi testemunhado pelo Pasolini dos «Scritti Corsari» quando analisou o famoso slogan dos «Jeans Jesus» e o considerou como algo surpreendentemente inovador: «o seu espírito, disse então Pasolini, é o novo espírito (muito antecipado) da segunda revolução industrial e da consequente mutação dos valores». E estávamos em 1973, em plena era do slogan, quando Toscani ainda não se tinha desprendido completamente da lógica publicitária convencional. Mas, agora, que esta comunicação publicitária se reduz à forma do patrocínio e se fixa em temas ou causas de significado social, como o beijo entre um padre e uma freira, uma mulher negra que amamenta uma criança branca, uma recém-nascida (Giusy) com o cordão umbilical, um moribundo (David Kirby) de SIDA, uma nuvem de preservativos, as cruzes de um cemitério, a farda do soldado conhecido Marinko Gagro ensanguentada, agora, dizia, a inovação é radical, sendo certo que Pasolini poderia ver confirmado o seu diagnóstico de então.Num registo hiperrealista, um pouco cínico e sem pretensões de carácter conceptual, as questões que poderíamos pôr a Toscani são as seguintes. Vocês fazem este tipo de publicidade porque querem limpar a consciência? Porque têm uma moral dúplice? Porque querem redimir o mundo? Ou, simplesmente, porque o que pretendem é, tão-só, fazer com que falem da Benetton, para mais e melhor vender?Benetton não é um santo e a sua empresa não é um agência de causas morais. O analista também não é parvo. Mas o facto é que a sua publicidade assume esta forma diferente. Não fala de si nem dos seus produtos. Fala de grandes causas, provocando grandes escândalos, porque a sua linguagem em vez de estilizar e idealizar a sensibilidade comum, agride-a e fere-a, provocando reacções de carácter interactivo, isto é, acabando por transformar o destinatário num sujeito (re)activo. Assim, por mais pragmatismo que se esconda por detrás desta arte publicitária, não é possível deixar de antever fortes efeitos nesse mundo fantástico e tão poderoso que é o da publicidade.

5-
http://glsplanet.terra.com.br/business/biz4.htm
Benetton lança campanha gay através da Sisley
A Benetton USA, braço da Benetton Groups, acaba de lançar campanha retratando gays sob a marca Sisley. A campanha mostra, por exemplo a cena ao lado, onde um rapaz deitado 'direciona' a cabeça do outro vocês podem imaginar para onde... Ousado é o mínimo que se pode dizer sobre o anúncio e marca a estréia de uma campanha publicitária onde a Benetton, através da marca Sisley, lida diretamente com um tema homossexual.
Até hoje, a Benetton se limitava a brincar com o imaginário gay, através, por exemplo, do anúncio de 1995 à direita, veiculado na TV, onde a modelo lésbica Jenny Shimizu, tatuada e de cabelos curtos, dizia o seguinte: "você vai gostar mais do vestido do que do seu namorada - mas nem vamos começar a falar sobre isso" .
Outros designers já haviam lançado mão do recurso "quase-gay", como Calvin Klein, Gucci, Versace, Abercrombie & Fitch.A Benetton começou antes: em 1989, no auge da AIDS, ela fazia propaganda com homens tatuados com a palavra "HIV+". Em 1992, chegou a usar um homem já com AIDS avançada, deitado na cama, campanha pela qual recebeu inúmeras críticas da mídia. Agora, usa um recurso mais audacioso para promover sua marca Sisley, ainda pouco conhecida nos EUA.
Na europa, a Sisley já tem 1.000 lojas, enquanto no mercado americano ela só está presente há 2 anos, com 4 lojas em New York, Atlanta, Los Angeles e Washington. Já a Benetton começou nos EUA em 1980, com 175 lojas atualmente, algumas delas vendendo também a marca Sisley.
Recentemente, marcas como Banan Republic, Dolce & Gabbana e Diesel, também utilizaram casais GLS em suas campanhas publicitárias. E ficou lindo...

[doc-n] césar

[doc-n] liliane

A discussão realizada na última aula envolveu alguns temas, dentre eles o filme trabalhado em sala na aula anterior: Lote Vago. A partir de então foi traçado um paralelo entre o filme, e duas novas situações passadas pelo professor, sendo elas: o Pé de que, um programa da Regina Casé, e Edifício Máster, documentário de Eduardo Coutinho.
Primeiramente, sobre o filme foram relatadas as diferentes utilidades que se davam aos lotes vagos que por sua vez eram lugares sem nenhuma utilidade e que muitas vezes não representavam nada para a comunidade. Porém, por meio de um procedimento gerado por algumas pessoas obtinha-se como conseqüência uma situação que modificava a visão que antes se tinha sobre o lote vago sem importância. A partir de então este passava a ser algo de extrema relevância e que é trazido a vida novamente pela comunidade que utilizava aquele lugar podendo reverter a situação de espaço inútil para monumento. Os lotes vagos eram transformados em horta, salão de beleza, sala de brinquedo e de televisão e em um local ideal para a realização de um banquete que mobilizou os moradores do entorno. Estas situações além de incentivar o contato entre as pessoas e fazer com que elas se relacionem, também consegue trabalhar com a educação patrimonial. Isso ocorre, pois se deve entender que um local para ser preservado deve possuir alguma utilidade ou representatividade para as pessoas, caso contrário não se justifica esta proteção que passa a ser incompreendida e sem o apoio daqueles que deveriam ser os maiores envolvidos, ou seja, a própria comunidade.
Num segundo momento é citado o programa “Um Pé de que?” apresentado por Regina Casé no canal Futura, onde o procedimento utilizado por ela baseia-se na escolha de um elemento para se contar uma história. Apesar de ter este elemento que a princípio é visto como principal, ele não é focado em momento algum, mas sim é apenas utilizado para se contar uma história que envolve algo maior. Neste caso específico o programa possui como tema a árvore Jerivá, mas na realidade a história contada a partir deste tema é a história do Rio Pinheiros, do seu entorno e da degradação que o rio estava sofrendo. Neste contexto foi resgatado a importância do rio para as pessoas que foi revertida no projeto de revitalização do Rio Pinheiros conhecido como Projeto Pomar. Ainda sobre esta óptica pode-se citar também a aula cujo conceito chave foi gases, onde o filme a partir do tema vinho trabalhou toda a história e o envolvimento das pessoas a partir deste elemento.
E a última situação relatada pelo professor foi a experiência realizada por Eduardo Coutinho através de um documentário realizado no Edifício Máster. A situação gerada por Eduardo foi contar a história do edifício sob o ponto de vista dos moradores. E o procedimento foi criado a partir da inserção do documentarista e sua equipe naquele meio. Durante dois meses eles se instalaram em um dos 276 apartamentos do edifício e neste período a assistente de produção gravava vídeos dos moradores que pudessem interessar e os passava ao documentarista que selecionou doze histórias para contar a história do prédio. As histórias escolhidas não eram selecionadas por serem bem-sucedidas ou de grande importância, mas simplesmente por descreverem claramente o dia-a-dia do edifício. Além disso, Eduardo Coutinho foi até o edifício para ouvir as pessoas, independente da sua história.
Diante disso, foi possível estabelecer uma semelhança entre o procedimento utilizado por Regina Casé e por Eduardo Coutinho. Apesar de trabalhar com temas diferentes os dois sempre apareciam nas filmagens, semelhantes a um turista, e a partir das situações criadas foi possível contar uma história dos diferentes lugares baseada nos relatos das pessoas, diferente de procedimentos utilizados em histórias oficiais que buscam e baseiam-se em sua maioria apenas em pesquisas através de documentos e livros.
Para finalizar a aula e entender na prática essa questão de se trabalhar um procedimento para se alcançar uma situação onde se é possível trabalhar a educação patrimonial foi passado pelo professor um exercício. Neste, era selecionado por cada grupo uma palavra chave que seria utilizada para que a partir dela fosse construído um procedimento para se contar uma história, assim como foi feito nas duas situações descritas acima. As palavras chave apresentadas foram: edifício, rotatória, água e verde. Dentre estas, a palavra chave selecionada pelo meu grupo foi água. A partir dela criou-se uma história onde após ser realizado o convite e a mobilização de vários moradores de uma localidade próxima ao rio para a realização de um encontro de pescadores e um almoço comunitário seria possível uma maior interação entre a comunidade, além de voltar a atenção de forma indireta para a importância do rio para os moradores.


LINKS
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/ep/tetxt4.htm
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt3.htm
http://www.mnemocine.com.br/aruanda/coutinho2.htm
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
www.mp.mg.gov.br/extranet/baixarArquivo.action?idItemMenu=12448

[doc-n] welbert

A aula do dia 29 de Outubro/07 iniciou-se com o Prof. Fred falando sobre a viagem a Ouro Preto, dizendo o que cada aluno deveria levar como: câmera fotográfica, roupas leves, um livro para leitura e também um presente para dar para um morador de Ouro Preto. Houve uma discussão para uma possível união das turmas manhã e noite em uma única viagem no dia 10/11/07. Mas segundo o professor: se vai dia 3/11/07 vão poucas pessoas, e se vai dia 10/11/07 vão muitas e ai ele não consegue controlar todo o pessoal. Com o fim dessa discussão o Professor Fred disse que iria conversar com a Coordenadora Fabiana e até o dia 31/11/07 – quarta-feira ela iria à sala avisar sobre a possível mudança de datas, mas que a principio a viagem está marcada para o dia 3/11/07 com saída às 7h30 e retorno às 16h.
Depois se falou sobre a aula anterior quando o assunto foi lotes vagos sendo utilizados como um novo espaço, sendo revitalizados. E quais os procedimentos que se criou para que os lotes pudessem ser revitalizados. O professor Fred lembrou do Banquete, onde uma mesa foi colocada no meio do lote vago e em seguida começou a chegar as pessoas da comunidade trazendo panelas, copos, comida, sucos, ou seja, essas pessoas participaram da construção desse processo, onde se criou uma situação onde o lote vago que era vazio e sem nenhuma utilidade para a comunidade voltou a “PULSAR”, ele foi trazido de novo para a vida. Usar os lotes vagos como espaço público temporário: a partir desse procedimento foi criado a educação patrimonial, onde foi envolvida a comunidade e dado a esse lote um novo sentido.
Em seguida o professor Fred falou sobre o documentário da Regina Case: Um pé de que? Onde a Regina Casé utiliza-se do Jerivá que é uma arvore, como uma desculpa para se falar na verdade do Rio Pinheiros, onde o procedimento da Regina Case não é mostrar a arvore e sim o rio. E através desse elemento ela consegue contar uma história que transcende o objeto primeiro que é o Jerivá e acaba mostrando a história do Rio, da vegetação no seu entorno, da construção civil, ou seja, o processo de revitalização que esse Rio vem sofrendo, consegue mostrar o projeto Pomar da prefeitura que leva crianças das escolas a visitarem o Rio e ensina a essas crianças programas de educação ambiental. Depois o professor Fred falou sobre o filme Edifício Máster, de Eduardo Coutinho, onde se pretende contar a história de alguns moradores daquele edifício. Para se conseguir isso Eduardo Coutinho aluga um apartamento durante 2 meses e leva para lá sua equipe de filmagem, onde durante esse tempo é produzido pequenos vídeos e enviados para o Eduardo Coutinho que escolhe 12 pessoas que passaram a contar para ele suas histórias. Como por exemplo, a moradora mais antiga que é a Maria, onde ela conta que antigamente existia lá muita prostituição, muitas festas, mas ao mesmo tempo ela conta tudo isso sorrindo e também de outros moradores como Alessandra, Adriana e o Henrique que morou durante algum tempo nos Estados Unidos e conheceu Frank Sinatra e agora morando no edifício Máster a 10 anos todos os dias ele canta músicas de Frank Sinatra na janela de seu apartamento. São essas coisas que são chamadas de pequenas biografias. A partir daí foi proposto o exercício onde deveríamos construir um procedimento através de uma das palavras-chaves que são: Verde/Rotatória/Águas/Edifício, onde este lugar escolhido seja novamente revitalizado criando uma situação de interação das pessoas e que se possa criar o contato entre elas, onde dentro dessa participação se crie uma parceria, ou uma delegação de poder, ou uma auto-gestão.

Palavra-Chave: Rotatória
Poderia ser qualquer outra palavra, mas o que importa aqui não é a palavra em si, mas sim a história que se pode construir a partir dela. Usar a rotatória como um procedimento ou uma “desculpa”, que irá nos possibilitar um conhecer de algo “novo”.

Links:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2707267&sub=Distrito
http://www.planetanews.com/produto/D/81392/um-pe-de-que---duplo-regina-casE.html
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas2/b177b.htm
http://pensatriz.blogspot.com/2007/05/rotatria-modo-de-usar.html

Noticias:
Lotes vagos: ação coletiva de ocupação urbana experimental
Destino incerto de lotes vagos preocupa moradores de condomínios
A ousadia de Coutinho em edifício Master
Rotatórias que deseducam
Rotatória, modo de usar

[doc-m] priscilla [procedimentos]

A finalidade da aula de Patrimônio Turístico do dia vinte e seis de novembro de 2007 foi de fazer com que os estudantes percebam e criem procedimentos que busquem o envolvimento da comunidade para o turismo.
No decorrer da aula foram citados três exemplos distintos de procedimento através de vídeos.
O primeiro vídeo cujo nome é “Banquete M2”, mostra a organização de uma comunidade para a realização de um banquete. Podemos descrever o procedimento adotado no qual o grupo organizador conseguiu envolver aquela comunidade. Primeiramente houve a construção das mesas e cadeiras. Após isso, o grupo visitou a residência dos moradores em que possuíam uma certa afinidade e os convidou para participar do evento. Após a aceitação da comunidade para a participação, o grupo determinou o que cada morador poderia levar para o banquete (pratos, garfos, dentre outros).
O segundo vídeo apresentado, “Um Pé de que”, foi uma reportagem feita pela apresentadora Regina Casé. A reportagem inicia-se mostrando e explicando o que é o Jerivá, que nada mais é que uma espécie de coqueiro, que também é conhecido por outros nomes como baba de boi, coco babão, dentre outros. Estes pés de Jerivás mostrados na reportagem estão localizados na cidade de São Paulo, próximo ao rio Jurubatura, no qual atualmente este é denominado como rio Pinheiros. A reportagem faz uma retrospectiva histórica de como aquele rio e os pés de Jerivás ( típico daquele local) eram e como estão hoje. Algumas pessoas que conheceram aquele local ainda intacto pela “maldade” do homem foram entrevistadas, e relataram que já usufruíram daquele espaço de diferentes formas, seja o utilizando para a pesca ou até mesmo para brincadeiras quando crianças.
Segundo o vídeo, atualmente devido ao crescimento da capital o rio teve que se adequar ao novo estilo de vida, e este sofreu alterações desde sua forma até sua balneabilidade e conseqüentemente junto a este os jerivás também foram perdendo sua força, e hoje não se encontram Jerivás como antes naquele local. Onde antes se viam um rio saudável, Jerivás, areia e pedras, hoje se vê carros, prédios e um rio cujo seu estado é deprimente, pois se tornou praticamente um dos esgotos da cidade.
Visto o problema citado acima, o vídeo mostra ainda que um grupo de pessoas se reuniu, e decidiu criar um projeto que vise à construção de um memorial do local. O nome do projeto é Pomar. Próximo ao rio foram plantados vários pés de Jerivás e outras mudas doadas pela comunidade. Para irrigar as plantações é usada a água do rio, que no caso, a parte retirada para a irrigação é tratada no local pela equipe, através de um processo de tratamento próprio.
Através deste projeto, os organizadores conseguiram gerar postos de trabalho compostos de pessoas que antes não tinham perspectiva de vida, atrair um público variado para visitação, desde escolas até ONG´s e associações, conseguindo também comover a comunidade, fazendo com que esta olhe o rio e seu memorial e reflitam sobre, e percebam que a degradação do meio ambiente natural é culpa apenas e exclusivamente de nossa sociedade, ou seja, todos nós temos culpa. Um dos integrantes do projeto na entrevista destaca a participação da comunidade através de doações de adubos e mudas de diversas espécies de plantas.
Segundo a explicação do professor, assim como o banquete mostrado no primeiro vídeo foi uma desculpa para reunir as pessoas, os Jerivás na reportagem foram um pretesto para relatar um problema muito maior, o rio.
Os procedimentos adotados para envolver as pessoas, foi a criação do Projeto Pomar com a finalidade de não reflorestar ou criar um jardim no local e sim de criar algo maior que realmente chame a atenção das pessoas ao passarem pelo local, um memorial.
O terceiro vídeo cujo nome é “Edifício Máster”, trata-se de um documentário em que o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, junto com a sua equipe de filmagem produzem um documentário com 37 moradores dentre os 500 residentes do edifício, conseguindo extrair histórias de experiências de vidas destes moradores, tendo os assuntos expostos por eles os mais variados, desde de descontentamento com algo até o medo da solidão. O cineasta parte dos moradores para contar a história do prédio.
O edifício possui 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. A equipe de filmagem alugou um apartamento neste edifício durante um mês para observar a vida dos moradores e durante sete dias a equipe realizou as filmagens com os mesmos. Observa-se que não foram ordenadas as imagens e relatos segundo critérios temáticos ou alfabéticos, como seria previsível em um filme-catálogo como esse. A opção foi pela ordem em que as entrevistas foram gravadas. Neste documentário as histórias pessoais são a matéria-prima mais relevante para a constituição do filme e, por extensão, para que o prédio adquira uma dimensão também humana.
É importante ressaltar que os procedimentos para a construção do documentário adotado pela equipe estão citados acima.
Após a apresentação dos vídeos e da aula expositiva feita pelo professor, foi proposto por ele através de quatro palavras chaves (verde, outdoors, rotatórias e edifícios) para que os alunos possam criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade. Os questionamentos levantados por ele foram: Tem que construir uma história? Quais procedimentos para se construir uma historia? Qual a importância de mostrar essas pessoas? O professor orientou os grupos mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.


Palavra chave: Procedimento
Segundo o dicionário de português procedimento é o ato ou efeito de proceder; modo; maneira de proceder; comportamento; modos. Segundo a Internet a palavra chave significa maneiras de se aplicar o processo, englobando uma série de atos constituída de etapas.
Percebe-se que o significado da palavra chave engloba a proposta dos três vídeos mostrado pelo professor, no qual o procedimento realizado em cada vídeo dependeu das diferentes situações mostradas.

notícias

http://www.cultura.ba.gov.br/noticias/na-midia/impresso/axe-em-plataforma
http://tilz.tearfund.org/Portugues/Passo+a+Passo+1820/Passo+a+Passo+18/Quem+espera+o+qu%C3%AA+na+participa%C3%A7%C3%A3o+da+comunidade.htm
http://www.fhi.org/sp/RH/Training/trainmat/ethicscurr/RETCCRPo/ss/Contents/SectionI/a1sl16.htm
http://obras.itajai.sc.gov.br/noticiasp_det.php?id_noticia=1398
http://www.prefeiturajuliodecastilhos.rs.gov.br/site/prefeitura.php?mod=noticias&id=484
http://www.cidadedaluz.com.br/pt/noticias/noticias.php?subaction=showfull&id=1123446439&archive=&start_from=&ucat=1&

Sites

www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm
www.cultura.mg.gov.br
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k

[doc-m] nathália [procedimentos]

Nesta aula foram apresentados três documentários: “Pé de Quê”, “Edifício Máster” e “O fim e o Próprio”.
No documentário “Pé de Quê” foi abordado o significado do Rio Juruatuba, que surgiu devido à existência de diversos jerivás em seus arredores e também o surgimento do seu nome atual, passando por Rio Pinheiros até chegar ao famoso nome de hoje, Rio Tietê.
Posteriormente é mostrada a história do surgimento da cidade de São Paulo, que de acordo com o documentário, cresceu por causa deste rio. Esta história foi contada através de relatos dos próprios moradores da cidade que vivenciaram a época em que o rio não era poluído e transparecem sua indignação com a situação em que se encontra hoje, cheio de lixo e esgoto.
A percepção da péssima situação do rio trouxe uma boa iniciativa para recuperação ambiental, o projeto Pomar. O projeto busca revitalizar o Tietê através da plantação de novos jerivás, plantas originais do rio, e despoluição do mesmo, mas sofre algumas dificuldades. Como o rio fica no meio da cidade, a fiação elétrica impede o plantio deste tipo de planta, pois são altas e então têm que optar por plantar algo mais baixo, não podendo manter as nativas.
Este projeto gera melhorias consideráveis para a cidade, bem como a geração de novos empregos, preocupação com o meio ambiente através da conscientização de estudantes e, dessa forma, alcançando a preservação do mesmo.
Em seguida o documentário apresentado foi “Edifício Máster”. Este relata a interessante história de uma equipe de jornalistas/ pesquisadores que alugou um apartamento no prédio e ficaram por um mês inteiro pesquisando sobre a vida de vários moradores, através de entrevistas nas quais contavam sobre experiências de suas próprias vidas.
O edifício se localiza no bairro Copacabana a um quarteirão da praia e é composto por 12 andares com 23 apartamentos em cada.
Ao fim da apresentação de cada entrevista foram ressaltados alguns itens importantes pelo professor Frederico, tais como:

Morar no prédio por um mês
Filmar por uma semana
Construir recortes da realidade
Voz do narrador
Todos aparecem na filmagem por que são participantes da realidade
As imagens da câmera de vigilância
A Sala de Administração

Ao final da aula praticamos exercícios sobre os temas abordados mostrando a importância da construção da história, através da elaboração de um roteiro voltado para a área turística.

[doc-m] marianna mattos [procedimentos]

[doc-m] magno [procedimentos]

Documentário da aula ministrada no dia 26 de outubro de 2007. Onde discutimos sobre o envolvimento da comunidade na gestão do patrimônio, capacitação dos indivíduos para apropriando do passado como marca registrada, Pensando a valorização de heranças culturais que propiciam a geração e produção de novos conhecimentos sendo um processo continuo de criação pensando como instrumento de alfabetização cultural e de conhecimentos e avaliações dessas ações.
No primeiro momento foi colocado parte de um vídeo cujo nome era “Banquete M2” que mostrava um evento onde reunia as pessoas da população vizinha em um lote vago da região com o intuído de um envolvimento da comunidade.
Eles colocaram uma grande mesa, cadeiras e buscaram na própria comunidade quem tinha o costume de organizar festas, quem tinha o hábito de cozinhar para um grande número de pessoas, perguntavam que poderia lavar as louças e aproveitando a oportunidade já iam convidando as pessoas de casa em casa para reunir-se naquele espaço. Buscando assim o envolvimento da comunidade para o lazer e turismo.
Já no segundo vídeo, que se chamava “Um Pé de que” - onde mostrava o rio Jurubatuba, localizado na cidade de São Paulo era o rio que alimentava a capital e que era muito conhecido por possuir muitas Palmeiras. Sendo referencia para a localidade, pois a cidade cresceu a custa dele por possuir naquela época uma água limpa que as pessoas ate nadavam com os peixes.
Hoje o rio se chama Pinheiros é foi interditado por está muito poluído e com um forte cheiro de coco. Tornou-se um memorial ou o que restou dele atualmente o secretario de meio ambiente de São Paulo instalou uma rede de tratamento de água para regar todas as plantas e jardins que crescem as margens do rio. O intuito e gerar vida, trabalho e renda.
Segundo o professor as informações exploradas sobre a árvore é uma desculpa para falar especificamente do rio e do projeto POMAR que recebe escolas, associações, institutos botânicos para visitação do local. O projeto busca a restauração do rio, eles tratam a água do rio e buscam cultivas plantas nativas da cidade, inclusive os jerivás gerando também postos de trabalho para a região.
Já no terceiro documentário “Edifício Máster” o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, em seu documentário no qual são catalogadas histórias de vida de 37 dos cerca de 500 moradores de um edifício de 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. Narrados pelos próprios habitantes do prédio, através de entrevistas conduzidas pelo próprio autor e onde a equipe de filmagem fazia parte da historia.
As informações são dispostas ao longo do filme, compondo um comovente e insólito inventário de existência anônimas em seus cubículos quase clausulados formando assim um surpreendente arquivo de vidas comuns. Cadeiras, armários, cabides, estantes, livros, objetos de arte e relíquias, dentre inúmeros outros artefatos que confirmam o tempo todo o triunfo da civilização da propriedade e do consumo, são arrolados como o registro sólido e incontestável dos personagens.
Sob esta perspectiva, não deixa de ser pertinente a evocação aqui de mais um edifício literário: desta vez a “torre sem degraus”, de Carlos Drummond de Andrade. Tal prédio arquiva pessoas, animais, objetos, documentos, dentre outras coisas óbvias e algumas absurdas, configurando-se como uma metáfora irônica da ordem desordenada do mundo, do caos da própria vida.
Assim, Eduardo Coutinho evidencia que a existência efetiva de um homem ou de uma mulher é, nos seus limites, um conjunto de circunstâncias e afeto. E eu acrescentaria de frustrações.
Segundo indicação do professor o filme: o fim e o princípio, produzindo pelo mesmo autor citado acima, retrata uma equipe de cinema que chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias pra contar. No município de São João do Rio do Peixe, o filme descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradeores na maioria idosos, contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra um mundo em vias de desaparecimento.

Eduardo Coutinho é o diretor brasileiro que foge da perspectiva na hora de filmar a zona rural brasileira. Em 1984, com o lançamento de Cabra marcado para Morrer, ele já indicava a opção por mostrar o homem do campo e a questão agrária brasileira a partir da voz e do olhar do camponês.
Com O fim e o princípio o diretor volta a dialogar com uma comunidade rural.O documentário expõe histórias de camponeses que vivem num sítio no interior da Paraíba. Coutinho conta com Rosa, moradora da comunidade, que aleatoriamente o leva as pequenas propriedades do sítio Araçás para que possa conversar com as famílias. Durante todas as entrevistas o diretor ouve histórias do cotidiano e procura compreender como os trabalhadores rurais encaram a morte e a velhice, temas que o ajudarão a amarrar a edição do filme.
O que continua impressionando no trabalho de Eduardo Coutinho é a capacidade que tem de situar o espectador sem ter que recorrer a dados e estatísticas para nos dizer como vive aquela comunidade. Ele consegue, como nenhum outro documentarista, ouvir e dialogar com o camponês, desconhecido para ele e para a platéia dos espaços urbanos. Através destas conversas, preocupadas em escutar histórias da vida de gente comum à geografia rural do Brasil, o diretor demarca o amplo contexto que compõe cultura do homem campo. Consegue superar os estereótipos, para mostrar a zona rural a partir de uma perspectiva densa, distante das superficialidades do Jeca.


O professor conta em sala que essa comunidade não é estável e é muito provisória fazendo assim alguns questionamentos como: Tem que construir uma historia? quais procedimentos para se construir uma historia? Quais são as palavras chaves e qual o recorte sobre a historia. Qual a importância de mostrar essas pessoas? Qual o jogo? Após esses questionamentos o professor o professor coloca cinco palavras chaves no quadro que são: verde, outdoors, rotatórias, edifícios, sombras para que possamos criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade.
Na realidade esses “temas” escolhidos são apenas desculpas para podermos falar sobre outras coisas, como foi colocado no filme “um pé de que”.
O professor orientou os grupos falando um pouco de tudo que nós vivenciamos durante os conteúdo dados nas aulas anteriores mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.
Depois da atividade dada, decidimos qual palavra chave caberia de acordo com o conteúdo ministrado, chegando então a definição da palavra “procedimento” que segundo o dicionário significa conhecimento e segundo pesquisas da internet são formas pela qual se desenvolve e se aplica o processo, constituindo-se no conjunto de atos que realizam a finalidade do processo propriamente dito.
Entretanto, através desta palavra, procedimento podemos enxergar a proposta dos três documentários mostrado pelo professor, sobre o ponto de vista de diferentes situações vividas por cada indivíduo.


Sites
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k - www.interfilmes.com/filme_15764_O.Fim.e.o.Principio www.cultura.mg.gov.brwww.cultura.gov.brwww.iepha.mg.gov.br
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm - 18k -www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0102/20.htm - 41k -

Links de Notícias

www.criticos.com.br/especiais/especiais_interna8.asp
http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/news/article.php?storyid=209http: www.sermulher.org.br/site/index.php?a=artigos&ncat=17&nid=33 - 29k //www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/050707_a_infonline.htmhttp://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL58888-5603,00.html

[doc-n] cristiane [metros quadrados]

O Situacionismo surgiu na Europa em Julho de 1957. É um movimento anti-separatista entre arte e vida de crítica social, cultural e política, que, reuni poetas, arquitetos, cineastas, artistas plásticos e outros que se definem como uma "vanguarda artística e política".
A máxima dos situacionistas consiste em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano com o objetivo de terem prazer rompendo com a alienação avassaladora em que somos envolvidos pela cultura mercantilista. Trabalham que o individuo deve se conhecer para assim explorar o máximo de seu potencial para transformar seu cotidiano, criando uma situação em que se quebra a rotina trazendo-lhe satisfação.
A tese situacionista da revolução do cotidiano funda-se na idéia de uma experimentação radical dos lugares da cidade ou mesmo no desenho de uma arquitetura nova, que fizesse superar “a dicotomia entre momentos artísticos e momentos banais”. Quer dizer que deve haver uma articulação, uma situação que provoque no dia-a-dia vivencias entre arte e vida, arte e política, arte e cidade. Estas situações seriam intervenções no ambiente realizadas para reinterpretações do espaço a partir da experiência vivida. É esta experiência vivida que permitirá aquele local ter um significado para o individuo e não ser apenas um monumento qualquer que por ele o individuo passou sem ao menos senti-lo.
Uma grande interrogação para os situacionistas é a discussão de como transformar o cotidiano considerando que o ele se mostra ora lugar de uma vida rica em experiências, ora lugar da escassez a que se deve opor a vida verdadeira. Uma frase que bem ilustrar a idéia de transformação do cotidiano que os situacionistas pregavam é: “construa pra você mesmo uma situaçãozinha sem futuro”.
Um dos principais pensadores sobre o Situacionismo, que conheceu e viveu o movimento é o filosofo Henri Lefebvre que em sua obra Crítica da vida cotidiana, transmite a idéia de criar uma arquitetura que por si mesma instigasse a criação de novas situações. Conforme Lefebvre também é importante entender que o que chamamos de 'momentos', os situacionistas chamam de 'situações', tendo como momentos tudo o que aconteceu no curso da história (amor, poesia, pensamento). Os situacionistas querem criar “momentos novos" e estes novos momentos irão se dar pelas intervenções que possibilitaram as situações para serem vivenciadas. A idéia de um momento novo, de uma situação nova, é a idéia de transformação da sociedade no sentido de continuar uma vida chata e monótona, mas no sentido de criar algo absolutamente novo: situações.
Palavra-chave: Provocação
Provocar no dicionário: Incitar, estimular: provocar o povo à desordem. / Desafiar: provocar a fera. / Promover, produzir, ocasionar/ Exercer tentação sobre.
No contexto do estudo e discussões em sala de aula temos a provocação como algo de suma importância para nos salvar de um ciclo vicioso que entramos sem ao menos perceber. O mundo capitalista nos inseri em uma roda-viva frenética chegando ao ponto de mau termos vida, agindo roboticamente no dia-a-dia. Qual de nos nunca chegou ao fim de um dia sem se dar conta de onde e por quem passou? Estamos acostumados a acordar, sair, trabalhar, ir para a faculdade e voltar para casa e dormir e acordar e sair e assim repetir este ciclo durante dias, anos, durante uma vida inteira sem parar para pensar que no que se faz pode haver um momento em que se pode parar e incluir algo novo nesta rotina que irá trazer prazer, logo, melhorando seu dia.
É preciso provocar é preciso provocar-se e a cidade está a disposição para tais ações. Quão boa é uma intervenção durante a ida para casa que convide a parar naquela praça banal que atravesso todos os dias para assistir a uma peça teatral contando a história daquele local e me fazendo interagir com o ambiente. Isto é modificar a rotina através de uma situação simples, mas diferente do que ocorre todos os dias.

[doc-n] toufic [lotes vagos]

Os conceitos de situação no dicionário Silveira Bueno (1996), são: “Posição, disposição recíproca das diferentes partes de um todo; fase governamental ou ministral; o governo, relativamente á atualidade ou a uma dada época; estado de negócios; estado moral de uma pessoa; estado ou condição; ocorrência.”
O primeiro contato com a “situação” na aula de educação patrimonial foi com um conceito muito bacana que é: ‘provocar situações de aprendizado sobre o processo cultural e, a partir de suas situações, despertar o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida pessoal e coletiva.’
Um exemplo dessa situação é a visita de um grupo de turistas franceses a certa igreja em uma cidade histórica mineira como Ouro Preto. Nesse caso, a intenção principal do grupo é conhecer a igreja por dentro, sua história, a cultura, a textura, as imagens por intermédio de um guia. Porém, num segundo momento, a palavra intenção do grupo muda completamente para a atenção numa senhora moradora da cidade que está no canto dela orando, sem ao menos se incomodar com aqueles turistas. Nessa hora, ocorre uma mudança na situação que ao invés se conhecer a igreja, ficou muito mais interessante a senhora rezando e talvez conversando com ela, as informações poderiam ser mais garantidas, verídicas do que a do guia. Essa é uma situação provocada pelo turista de querer conhecer a senhora rezando. Isso prova o que aprendemos na aula: a cultura não é passado, ela pode se realizar na hora.
Assistimos o filme Metros Quadrados, na verdade se trata de um documentário mostrando lugares de Belo Horizonte que são usados para o entretenimento, o lazer, a prática de esportes.
Depois de vermos trechos do filme METROS QUADRADOS, chegamos no situacionismo, mais antes vamos ver que Momentos significar sair da rotina habitual, construir situações. Voltamos no situacionismo; que é um movimento europeu de crítica social, cultural e política. O grupo se define como uma “vanguarda artística e política”, apoiado em teorias críticas à sociedade de consumo e à cultura mercantilizada. O situacionismo se relaciona á crença em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano, cada um explorando o seu potencial de modo a romper com a alienação reinante e a obter prazer próprio.

Lotes Vagos: A palavra lotes vagos foi escolhida por mim porque teve uma grande representação na aula, pois são lugares realmente vagos que servem para a prática de atividades cotidianas, lugares para se sair do cotidiano diário e se praticar atividades, esportes, oficinas, brincadeiras. Esses lotes vagos são transformados em:
Sala de Televisão
Horta
Barbeiro
Local para leitura
Área de lazer
Banquete( no caso de refeições comunitárias)

Biografia
Henri Lefebvre foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês. Criticava os althusserianos (população francesa que vivia na argélia) por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a “decodificação pelo cotidiano”, as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Foto de Henri Lefebvre
http://www.roebuckclasses.com/people/images/lefebvre_h.jpg

Internet
:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/06/28/Bahia/Rua_de_Lazer_domingo_no_Dique_do_.shtml
http://www.tropicologia.org.br/artigos/cientifico/compreensividade.html
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0904/consumo/m0140899.html
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura

[doc-m] silvia lins [lotes vagos]

A aula do dia 19 de outubro teve início com uma abordagem do que vem a ser a base da educação patrimonial, que consiste em provocar situações de aprendizado e, a partir de suas manifestações, despertar o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida, pessoal e coletiva. Deve–se então começar a pensar na construção dessas situações.
Uma passagem do texto de José Newton Meneses retrata a ocasião na qual um grupo de turistas franceses, acompanhado por um guia de turismo, visita uma igreja barroca e se depara com uma senhora que fazia sua prece em voz alta. Este fato incomodou o guia, preocupado apenas em repetir para os visitantes a importância artística do espaço. Por outro lado, o ritual de reza da beata ilustrou um momento em que uma situação de aprendizado poderia ocorrer, mas que, por falta de percepção do guia, não foi bem aproveitada. Ele não notou que aquela manifestação cotidiana poderia servir de atrativo, de forma a traduzir para os turistas o entendimento daquele espaço (igreja) nos dias atuais. A beata então é vista naquela situação como elemento de presentificação.
Os situacionistas defendem a idéia de criação de novas situações, que possam agir de forma revolucionária. O movimento situacionista foi ativo no final dos anos ’60, época em que a arte estava muito presente, com ações contra a cultura, a ditadura e a realidade vigente. Os artistas da época aspiravam por grandes transformações, e pregavam que a arte deveria criar vida nas cidades, deveria ser vista como uma ferramenta de revolução do cotidiano.
A teoria dos momentos, de Henri Lefebvre, fala que a vida cotidiana pode ser dividida em momentos nos quais se intensifica o rendimento vital da cotidianidade. Tem determinados momentos na vida que vão ficando marcados, registrados em textos, imagens, vídeos e narrativas. O cotidiano não desperta interesse algum nas pessoas que participam dele, o que fica marcado são os momentos de quebra da rotina. Criar vida é criar situações, e trazer de volta aquilo que de alguma forma se conserva na memória.
Situações são momentos perecíveis, efêmeros. O caso do aluno Bruno Rímulo é retomado para exemplificar uma situação: o principal aspecto presente na promoção do café na praça está no desenrolar da conversa proporcionada pelo encontro entre os turistas e o cozinheiro. O que está em jogo então é a criação de uma situação de encontro que provoca estranhamento, e esse estranhamento é importante porque desperta interesse e atenção. Entretanto, uma situação de estranhamento não precisa necessariamente ocorrer em um lugar novo, o que deve ser analisado é a maneira como as pessoas se comportam no lugar. Deve-se então pensar em procedimentos para criar novas possibilidades de usos dos espaços.
O grande problema do urbanismo é que ele só se preocupa em resolver o problema habitacional e das vias de acesso, e se esquece de pensar na maneira como as pessoas vivem, tornando a cidade mais dinâmica. O conceito de jogo/lazer está relacionado a uma concepção de dinamismo. O jogo aqui retratado é uma construção coletiva, temporária, e não um jogo que visa a competição. É esse jogo que está na base da concepção de lazer.
Para exemplificar um tipo de jogo foi apresentado o vídeo Metros Quadrados, criado pelo Projeto Lotes Vagos. "Metros Quadrados reconstrói as relações entre as pessoas por meio de intervenções em lotes desocupados, enfocando, sobretudo, sua repercussão na paisagem urbana e no comportamento social. Além de discutir idéias como o vago, a propriedade, o jardim e o uso coletivo, o documentário registra uma cidade invisível, na qual os lotes são revelados como lugares potencias para criar múltiplos lugares e devires”.
A proposta traz vida momentânea aos espaços inicialmente mortos. Os novos usos estabelecidos foram: sala de tv, banquete, horta, playground, criação de vacas, salão de beleza e lonas amarelas espalhadas pelo lote, que serviam para recostar e descansar um pouco. O que foi feito, na verdade, foi a criação de motivos e eventos para atrair pessoas e promover encontros, através de um momento de estranhamento que provocou e despertou interesse.
Outros exemplos foram citados como: a possibilidade de haver mais áreas verdes nas cidades. A proposta seria começar com pequenos espaços onde árvores são plantadas e com o tempo isso iria se multiplicando. A construção desses espaços se faz através de parcerias com a comunidade. Um outro jogo entre os moradores de uma comunidade promovia uma permuta de espaços, sem contrato e sem troca econômica, apenas como uma maneira os espaços privados, de acordo com as carências de cada um dos envolvidos. Esse tipo de jogo acaba por gerar conflitos, já que tratam com diferentes interesses dos moradores. Contudo, esse conflito apenas atesta o fato de o jogo efetivamente despertar interesse, participação e contato entre as partes envolvidas.
Os eventos de rua são outros exemplos de formas capazes de chamar atenção e provocar interesse, pois fazem um corte na realidade urbana e modificam sua função social através de novas experiências que ficaram marcadas e darão origem a narrativas.

Palavra-chave: Lotes vagos
Lotes vagos foi escolhido como palavra-chave da aula porque consegue expressar de forma abrangente todo o conteúdo exposto. Considerando lote como “cada uma das partes de um todo que se reparte” podemos dizer que se trata de um espaço que compõe um território. Todo ambiente é composto por espaços que se diferenciam entre si por seus usos. Dizer que um espaço é vago pode significar diferentes coisas. O conceito de vago pode exprimir uma idéia de algo desocupado, que não está preenchido; ou ainda algo incerto, indeterminado. Portanto, um espaço vago pode se referir a uma área desabitada, abandonada, ou a alguma construção que permanece em nosso cotidiano, mas não apresenta um uso definido, capaz de despertar nossa atenção. Em ambos os casos, para que sejam aproveitados, é importante observar a maneira como os espaços são ou não usados e, a partir disso, desenvolver novas possibilidades de usos, através da construção de situações que possam causar estranhamento e despertar interesse.

Biografia
JOSE NEWTON COELHO MENEZES
José Newton Coelho Meneses possui mestrado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
Principais obras:
- MENESES, J. N. C. . História e Turismo Cultural. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. v. 1. 127 p.
- MENESES, J. N. C. . O Continente Rústico. Abastecimento alimentar nas Minas Gerais setecentistas. 1. ed. Diamantina - MG: Maria Fumaça Editora, 2000. v. 1. 263 p.

HENRI LEFEBVRE
Henri Lefebvre nasce na França a 16 de junho de 1901 e faleceu a 29 de junho de 1991.
Foi um importante filósofo marxista e sociólogo. Criticava os
Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiano", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Principais obras:
- LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no mundo moderno. Trad. de Acides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991.
- LEFEBVRE, H. Hegel, Marx, Nietzche. Trad. de Mauro Armiño. México: Siglo Veinteuno, 1976.


Links
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt1.htm
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.geocities.com/jneves_2000/henri_lefebvre.htm
http://www.tvcultura.com.br/doctv/doctvIII_programa.htm

Noticias
http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/735013.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u42215.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u61624.shtml
http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=115663
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=300148
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u69532.shtml

[doc-m] ana carla [lotes vagos]

[doc-m] marta [lotes vagos]

A aula do dia 19 de Novembro se iniciou com uma discussão a respeito do principal exercício que na educação patrimonial se deve pensar: como provocar situações que despertam interesse e curiosidade nas pessoas?
Para estudar o assunto fizemos a leitura de uma parte do texto de José Newton Meneses. Nele é relatada uma situação em que um grupo de turistas franceses vai a Igreja do Carmo em Diamantina, acompanhado de um guia. Enquanto ele estava contando a história da Igreja, uma senhora beata entra e inicia sua prece em voz alta. Ao invés do guia criar uma situação de aprendizado aproveitando essa manifestação cotidiana, ele continuou falando sobre a Igreja, somente abaixando a voz. O que poderia ter acontecido era uma interação dos franceses com a beata e deveria ser colocada em questão a ação do momento, porque na maioria das vezes são essas situações que o turista lembra quando volta ao hotel.
Vimos durante a aula que os situacionistas têm exatamente essa idéia de criar situações, que em sua maioria são revolucionárias. Como uma emergência de uma nova possibilidade de vida, surgem os movimentos revolucionários nos anos 60, como os contra cultura, anti-guerra, conta ditadura e hippie (flower power). A arte então, deixa de representar a vida nas cidades e passa a criar a vida nelas.
A partir da leitura do texto “Teoria dos momentos e construção das situações” de Henri Lefebvre podemos pensar que a vida cotidiana poderia ser dividida em elementos. Seriam momentos onde a vida se intensifica e que ficam marcados por ela toda, representados através de imagens, vídeos ou narrativas.
O que a educação patrimonial busca, é criar um aprendizado que faça com que esse momento torne uma situação de encontro e marque a vida da pessoa. Um exemplo dado na aula foi o caso do Bruno Rimulo, que desenvolve o café na praça, proporcionando um encontro entre as crianças e o cozinheiro. Esse momento causa um estranhamento que desperta o interesse de ambos. Esse estranhamento não envolve só o lugar, mas também a maneira como o turista vai se comportar. O turista não precisa estar em um lugar novo, ele pode estar no mesmo lugar, mas vivendo momentos diferentes.
Para exemplificar melhor essa situação, o professor Fred acabou contando onde será realizada nossa visita técnica, que antes era segredo. Vamos a Ouro Preto e a pergunta não é o que é o lugar e sim quais os procedimentos serão criados para andar pela cidade por um dia. Devemos pensar quais as situações que podem ser criadas, pois elas não são dadas. Assim surgem novas possibilidades de uso dos espaços.
O grande problema dos urbanistas é que eles só pensam em resolver o problema habitacional e de vias de acesso, enquanto deveriam se preocupar em que vida é essa que a pessoa vai levar. Mas existem alguns urbanistas que se especializam em jogo e lazer, uma concepção mais dinâmica. Eles pensam no jogo que está na base da concepção de lazer, como um fator coletivo e temporário e não como uma competição.
Após essas discussões, assistimos ao filme Metros Quadrados, um documentário de intervenção urbana feita por alguns arquitetos e artistas plásticos exibido na Tv Cultura. O vídeo mostra pessoas criando situações diferentes, com novas possibilidades de narrativas. O projeto chamado Lotes Vagos, utilizou de lotes desocupados para criar novos usos do espaço e transformar o cotidiano das pessoas. “Os lotes desocupados e escondidos em diversos bairros foram temporariamente transformados em lugares de encontro, descanso e de lazer”. Alguns dos eventos ocorridos foram: horta, brinquedos, lonas amarelas, banquete, cabeleireiros e sala de tv. Esses eventos foram desenvolvidos pensando em criar situações de estranhamento, em que os próprios moradores passariam no local e não reconheceriam o mesmo.
Ao final da aula, vimos algumas lâminas sobre o assunto. Uma que achei bem interessante mostrava uma manifestação cultural, onde as pessoas apresentavam peças teatrais no meio das ruas. Elas estavam mudando um padrão, pois um lugar onde só se passa carro estava servindo de palco por algum momento.

Palavra-chave:
Lotes vagos
A palavra-chave escolhida ao final da aula foi lotes vagos. A palavra lote no dicionário da língua portuguesa significa “cada uma das partes de um todo que se reparte” e vago da idéia de vazio, livre, sem ocupação. De acordo com a aula, “Lotes Vagos, são espaços para contínuas ações de intervenção que podem transformá-los em locais públicos temporários”.

Biografia
José Newton Coelho Meneses
Mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
- História e Turismo Cultural - Editora: Autêntica

Henri Lefebvre
(Hagetmau, 16 de junho de 190129 de junho de 1991) foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês.
Criticava os
Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiado", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.


Links relacionados
http://www.revistacinetica.com.br/santiagocezar.htm
http://poro.redezero.org/
http://www.rizoma.net/interna.php?id=277&secao=artefato
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq027/arq027_02.asp
http://passantes.redezero.org/principal.htm

Noticias
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=27824&more=1&c=1&tb=1&pb=1
http://ronaldoas.multiply.com/journal/item/32
http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=17730&more=1
http://acd.ufrj.br/historiadopaisagismo/seminario/tematica.htm
http://www.irohin.org.br/imp/n15/06.htm