segunda-feira, 12 de novembro de 2007
[doc-n] liliane
A discussão realizada na última aula envolveu alguns temas, dentre eles o filme trabalhado em sala na aula anterior: Lote Vago. A partir de então foi traçado um paralelo entre o filme, e duas novas situações passadas pelo professor, sendo elas: o Pé de que, um programa da Regina Casé, e Edifício Máster, documentário de Eduardo Coutinho.
Primeiramente, sobre o filme foram relatadas as diferentes utilidades que se davam aos lotes vagos que por sua vez eram lugares sem nenhuma utilidade e que muitas vezes não representavam nada para a comunidade. Porém, por meio de um procedimento gerado por algumas pessoas obtinha-se como conseqüência uma situação que modificava a visão que antes se tinha sobre o lote vago sem importância. A partir de então este passava a ser algo de extrema relevância e que é trazido a vida novamente pela comunidade que utilizava aquele lugar podendo reverter a situação de espaço inútil para monumento. Os lotes vagos eram transformados em horta, salão de beleza, sala de brinquedo e de televisão e em um local ideal para a realização de um banquete que mobilizou os moradores do entorno. Estas situações além de incentivar o contato entre as pessoas e fazer com que elas se relacionem, também consegue trabalhar com a educação patrimonial. Isso ocorre, pois se deve entender que um local para ser preservado deve possuir alguma utilidade ou representatividade para as pessoas, caso contrário não se justifica esta proteção que passa a ser incompreendida e sem o apoio daqueles que deveriam ser os maiores envolvidos, ou seja, a própria comunidade.
Num segundo momento é citado o programa “Um Pé de que?” apresentado por Regina Casé no canal Futura, onde o procedimento utilizado por ela baseia-se na escolha de um elemento para se contar uma história. Apesar de ter este elemento que a princípio é visto como principal, ele não é focado em momento algum, mas sim é apenas utilizado para se contar uma história que envolve algo maior. Neste caso específico o programa possui como tema a árvore Jerivá, mas na realidade a história contada a partir deste tema é a história do Rio Pinheiros, do seu entorno e da degradação que o rio estava sofrendo. Neste contexto foi resgatado a importância do rio para as pessoas que foi revertida no projeto de revitalização do Rio Pinheiros conhecido como Projeto Pomar. Ainda sobre esta óptica pode-se citar também a aula cujo conceito chave foi gases, onde o filme a partir do tema vinho trabalhou toda a história e o envolvimento das pessoas a partir deste elemento.
E a última situação relatada pelo professor foi a experiência realizada por Eduardo Coutinho através de um documentário realizado no Edifício Máster. A situação gerada por Eduardo foi contar a história do edifício sob o ponto de vista dos moradores. E o procedimento foi criado a partir da inserção do documentarista e sua equipe naquele meio. Durante dois meses eles se instalaram em um dos 276 apartamentos do edifício e neste período a assistente de produção gravava vídeos dos moradores que pudessem interessar e os passava ao documentarista que selecionou doze histórias para contar a história do prédio. As histórias escolhidas não eram selecionadas por serem bem-sucedidas ou de grande importância, mas simplesmente por descreverem claramente o dia-a-dia do edifício. Além disso, Eduardo Coutinho foi até o edifício para ouvir as pessoas, independente da sua história.
Diante disso, foi possível estabelecer uma semelhança entre o procedimento utilizado por Regina Casé e por Eduardo Coutinho. Apesar de trabalhar com temas diferentes os dois sempre apareciam nas filmagens, semelhantes a um turista, e a partir das situações criadas foi possível contar uma história dos diferentes lugares baseada nos relatos das pessoas, diferente de procedimentos utilizados em histórias oficiais que buscam e baseiam-se em sua maioria apenas em pesquisas através de documentos e livros.
Para finalizar a aula e entender na prática essa questão de se trabalhar um procedimento para se alcançar uma situação onde se é possível trabalhar a educação patrimonial foi passado pelo professor um exercício. Neste, era selecionado por cada grupo uma palavra chave que seria utilizada para que a partir dela fosse construído um procedimento para se contar uma história, assim como foi feito nas duas situações descritas acima. As palavras chave apresentadas foram: edifício, rotatória, água e verde. Dentre estas, a palavra chave selecionada pelo meu grupo foi água. A partir dela criou-se uma história onde após ser realizado o convite e a mobilização de vários moradores de uma localidade próxima ao rio para a realização de um encontro de pescadores e um almoço comunitário seria possível uma maior interação entre a comunidade, além de voltar a atenção de forma indireta para a importância do rio para os moradores.
LINKS
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/ep/tetxt4.htm
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt3.htm
http://www.mnemocine.com.br/aruanda/coutinho2.htm
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
www.mp.mg.gov.br/extranet/baixarArquivo.action?idItemMenu=12448
Primeiramente, sobre o filme foram relatadas as diferentes utilidades que se davam aos lotes vagos que por sua vez eram lugares sem nenhuma utilidade e que muitas vezes não representavam nada para a comunidade. Porém, por meio de um procedimento gerado por algumas pessoas obtinha-se como conseqüência uma situação que modificava a visão que antes se tinha sobre o lote vago sem importância. A partir de então este passava a ser algo de extrema relevância e que é trazido a vida novamente pela comunidade que utilizava aquele lugar podendo reverter a situação de espaço inútil para monumento. Os lotes vagos eram transformados em horta, salão de beleza, sala de brinquedo e de televisão e em um local ideal para a realização de um banquete que mobilizou os moradores do entorno. Estas situações além de incentivar o contato entre as pessoas e fazer com que elas se relacionem, também consegue trabalhar com a educação patrimonial. Isso ocorre, pois se deve entender que um local para ser preservado deve possuir alguma utilidade ou representatividade para as pessoas, caso contrário não se justifica esta proteção que passa a ser incompreendida e sem o apoio daqueles que deveriam ser os maiores envolvidos, ou seja, a própria comunidade.
Num segundo momento é citado o programa “Um Pé de que?” apresentado por Regina Casé no canal Futura, onde o procedimento utilizado por ela baseia-se na escolha de um elemento para se contar uma história. Apesar de ter este elemento que a princípio é visto como principal, ele não é focado em momento algum, mas sim é apenas utilizado para se contar uma história que envolve algo maior. Neste caso específico o programa possui como tema a árvore Jerivá, mas na realidade a história contada a partir deste tema é a história do Rio Pinheiros, do seu entorno e da degradação que o rio estava sofrendo. Neste contexto foi resgatado a importância do rio para as pessoas que foi revertida no projeto de revitalização do Rio Pinheiros conhecido como Projeto Pomar. Ainda sobre esta óptica pode-se citar também a aula cujo conceito chave foi gases, onde o filme a partir do tema vinho trabalhou toda a história e o envolvimento das pessoas a partir deste elemento.
E a última situação relatada pelo professor foi a experiência realizada por Eduardo Coutinho através de um documentário realizado no Edifício Máster. A situação gerada por Eduardo foi contar a história do edifício sob o ponto de vista dos moradores. E o procedimento foi criado a partir da inserção do documentarista e sua equipe naquele meio. Durante dois meses eles se instalaram em um dos 276 apartamentos do edifício e neste período a assistente de produção gravava vídeos dos moradores que pudessem interessar e os passava ao documentarista que selecionou doze histórias para contar a história do prédio. As histórias escolhidas não eram selecionadas por serem bem-sucedidas ou de grande importância, mas simplesmente por descreverem claramente o dia-a-dia do edifício. Além disso, Eduardo Coutinho foi até o edifício para ouvir as pessoas, independente da sua história.
Diante disso, foi possível estabelecer uma semelhança entre o procedimento utilizado por Regina Casé e por Eduardo Coutinho. Apesar de trabalhar com temas diferentes os dois sempre apareciam nas filmagens, semelhantes a um turista, e a partir das situações criadas foi possível contar uma história dos diferentes lugares baseada nos relatos das pessoas, diferente de procedimentos utilizados em histórias oficiais que buscam e baseiam-se em sua maioria apenas em pesquisas através de documentos e livros.
Para finalizar a aula e entender na prática essa questão de se trabalhar um procedimento para se alcançar uma situação onde se é possível trabalhar a educação patrimonial foi passado pelo professor um exercício. Neste, era selecionado por cada grupo uma palavra chave que seria utilizada para que a partir dela fosse construído um procedimento para se contar uma história, assim como foi feito nas duas situações descritas acima. As palavras chave apresentadas foram: edifício, rotatória, água e verde. Dentre estas, a palavra chave selecionada pelo meu grupo foi água. A partir dela criou-se uma história onde após ser realizado o convite e a mobilização de vários moradores de uma localidade próxima ao rio para a realização de um encontro de pescadores e um almoço comunitário seria possível uma maior interação entre a comunidade, além de voltar a atenção de forma indireta para a importância do rio para os moradores.
LINKS
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/ep/tetxt4.htm
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt3.htm
http://www.mnemocine.com.br/aruanda/coutinho2.htm
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
www.mp.mg.gov.br/extranet/baixarArquivo.action?idItemMenu=12448
[doc-n] welbert
A aula do dia 29 de Outubro/07 iniciou-se com o Prof. Fred falando sobre a viagem a Ouro Preto, dizendo o que cada aluno deveria levar como: câmera fotográfica, roupas leves, um livro para leitura e também um presente para dar para um morador de Ouro Preto. Houve uma discussão para uma possível união das turmas manhã e noite em uma única viagem no dia 10/11/07. Mas segundo o professor: se vai dia 3/11/07 vão poucas pessoas, e se vai dia 10/11/07 vão muitas e ai ele não consegue controlar todo o pessoal. Com o fim dessa discussão o Professor Fred disse que iria conversar com a Coordenadora Fabiana e até o dia 31/11/07 – quarta-feira ela iria à sala avisar sobre a possível mudança de datas, mas que a principio a viagem está marcada para o dia 3/11/07 com saída às 7h30 e retorno às 16h.
Depois se falou sobre a aula anterior quando o assunto foi lotes vagos sendo utilizados como um novo espaço, sendo revitalizados. E quais os procedimentos que se criou para que os lotes pudessem ser revitalizados. O professor Fred lembrou do Banquete, onde uma mesa foi colocada no meio do lote vago e em seguida começou a chegar as pessoas da comunidade trazendo panelas, copos, comida, sucos, ou seja, essas pessoas participaram da construção desse processo, onde se criou uma situação onde o lote vago que era vazio e sem nenhuma utilidade para a comunidade voltou a “PULSAR”, ele foi trazido de novo para a vida. Usar os lotes vagos como espaço público temporário: a partir desse procedimento foi criado a educação patrimonial, onde foi envolvida a comunidade e dado a esse lote um novo sentido.
Em seguida o professor Fred falou sobre o documentário da Regina Case: Um pé de que? Onde a Regina Casé utiliza-se do Jerivá que é uma arvore, como uma desculpa para se falar na verdade do Rio Pinheiros, onde o procedimento da Regina Case não é mostrar a arvore e sim o rio. E através desse elemento ela consegue contar uma história que transcende o objeto primeiro que é o Jerivá e acaba mostrando a história do Rio, da vegetação no seu entorno, da construção civil, ou seja, o processo de revitalização que esse Rio vem sofrendo, consegue mostrar o projeto Pomar da prefeitura que leva crianças das escolas a visitarem o Rio e ensina a essas crianças programas de educação ambiental. Depois o professor Fred falou sobre o filme Edifício Máster, de Eduardo Coutinho, onde se pretende contar a história de alguns moradores daquele edifício. Para se conseguir isso Eduardo Coutinho aluga um apartamento durante 2 meses e leva para lá sua equipe de filmagem, onde durante esse tempo é produzido pequenos vídeos e enviados para o Eduardo Coutinho que escolhe 12 pessoas que passaram a contar para ele suas histórias. Como por exemplo, a moradora mais antiga que é a Maria, onde ela conta que antigamente existia lá muita prostituição, muitas festas, mas ao mesmo tempo ela conta tudo isso sorrindo e também de outros moradores como Alessandra, Adriana e o Henrique que morou durante algum tempo nos Estados Unidos e conheceu Frank Sinatra e agora morando no edifício Máster a 10 anos todos os dias ele canta músicas de Frank Sinatra na janela de seu apartamento. São essas coisas que são chamadas de pequenas biografias. A partir daí foi proposto o exercício onde deveríamos construir um procedimento através de uma das palavras-chaves que são: Verde/Rotatória/Águas/Edifício, onde este lugar escolhido seja novamente revitalizado criando uma situação de interação das pessoas e que se possa criar o contato entre elas, onde dentro dessa participação se crie uma parceria, ou uma delegação de poder, ou uma auto-gestão.
Palavra-Chave: Rotatória
Poderia ser qualquer outra palavra, mas o que importa aqui não é a palavra em si, mas sim a história que se pode construir a partir dela. Usar a rotatória como um procedimento ou uma “desculpa”, que irá nos possibilitar um conhecer de algo “novo”.
Links:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2707267&sub=Distrito
http://www.planetanews.com/produto/D/81392/um-pe-de-que---duplo-regina-casE.html
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas2/b177b.htm
http://pensatriz.blogspot.com/2007/05/rotatria-modo-de-usar.html
Noticias:
Lotes vagos: ação coletiva de ocupação urbana experimental
Destino incerto de lotes vagos preocupa moradores de condomínios
A ousadia de Coutinho em edifício Master
Rotatórias que deseducam
Rotatória, modo de usar
Depois se falou sobre a aula anterior quando o assunto foi lotes vagos sendo utilizados como um novo espaço, sendo revitalizados. E quais os procedimentos que se criou para que os lotes pudessem ser revitalizados. O professor Fred lembrou do Banquete, onde uma mesa foi colocada no meio do lote vago e em seguida começou a chegar as pessoas da comunidade trazendo panelas, copos, comida, sucos, ou seja, essas pessoas participaram da construção desse processo, onde se criou uma situação onde o lote vago que era vazio e sem nenhuma utilidade para a comunidade voltou a “PULSAR”, ele foi trazido de novo para a vida. Usar os lotes vagos como espaço público temporário: a partir desse procedimento foi criado a educação patrimonial, onde foi envolvida a comunidade e dado a esse lote um novo sentido.
Em seguida o professor Fred falou sobre o documentário da Regina Case: Um pé de que? Onde a Regina Casé utiliza-se do Jerivá que é uma arvore, como uma desculpa para se falar na verdade do Rio Pinheiros, onde o procedimento da Regina Case não é mostrar a arvore e sim o rio. E através desse elemento ela consegue contar uma história que transcende o objeto primeiro que é o Jerivá e acaba mostrando a história do Rio, da vegetação no seu entorno, da construção civil, ou seja, o processo de revitalização que esse Rio vem sofrendo, consegue mostrar o projeto Pomar da prefeitura que leva crianças das escolas a visitarem o Rio e ensina a essas crianças programas de educação ambiental. Depois o professor Fred falou sobre o filme Edifício Máster, de Eduardo Coutinho, onde se pretende contar a história de alguns moradores daquele edifício. Para se conseguir isso Eduardo Coutinho aluga um apartamento durante 2 meses e leva para lá sua equipe de filmagem, onde durante esse tempo é produzido pequenos vídeos e enviados para o Eduardo Coutinho que escolhe 12 pessoas que passaram a contar para ele suas histórias. Como por exemplo, a moradora mais antiga que é a Maria, onde ela conta que antigamente existia lá muita prostituição, muitas festas, mas ao mesmo tempo ela conta tudo isso sorrindo e também de outros moradores como Alessandra, Adriana e o Henrique que morou durante algum tempo nos Estados Unidos e conheceu Frank Sinatra e agora morando no edifício Máster a 10 anos todos os dias ele canta músicas de Frank Sinatra na janela de seu apartamento. São essas coisas que são chamadas de pequenas biografias. A partir daí foi proposto o exercício onde deveríamos construir um procedimento através de uma das palavras-chaves que são: Verde/Rotatória/Águas/Edifício, onde este lugar escolhido seja novamente revitalizado criando uma situação de interação das pessoas e que se possa criar o contato entre elas, onde dentro dessa participação se crie uma parceria, ou uma delegação de poder, ou uma auto-gestão.
Palavra-Chave: Rotatória
Poderia ser qualquer outra palavra, mas o que importa aqui não é a palavra em si, mas sim a história que se pode construir a partir dela. Usar a rotatória como um procedimento ou uma “desculpa”, que irá nos possibilitar um conhecer de algo “novo”.
Links:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2707267&sub=Distrito
http://www.planetanews.com/produto/D/81392/um-pe-de-que---duplo-regina-casE.html
http://www.rabisco.com.br/09/edificiomaster.htm
http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas2/b177b.htm
http://pensatriz.blogspot.com/2007/05/rotatria-modo-de-usar.html
Noticias:
Lotes vagos: ação coletiva de ocupação urbana experimental
Destino incerto de lotes vagos preocupa moradores de condomínios
A ousadia de Coutinho em edifício Master
Rotatórias que deseducam
Rotatória, modo de usar
[doc-m] priscilla [procedimentos]
A finalidade da aula de Patrimônio Turístico do dia vinte e seis de novembro de 2007 foi de fazer com que os estudantes percebam e criem procedimentos que busquem o envolvimento da comunidade para o turismo.
No decorrer da aula foram citados três exemplos distintos de procedimento através de vídeos.
O primeiro vídeo cujo nome é “Banquete M2”, mostra a organização de uma comunidade para a realização de um banquete. Podemos descrever o procedimento adotado no qual o grupo organizador conseguiu envolver aquela comunidade. Primeiramente houve a construção das mesas e cadeiras. Após isso, o grupo visitou a residência dos moradores em que possuíam uma certa afinidade e os convidou para participar do evento. Após a aceitação da comunidade para a participação, o grupo determinou o que cada morador poderia levar para o banquete (pratos, garfos, dentre outros).
O segundo vídeo apresentado, “Um Pé de que”, foi uma reportagem feita pela apresentadora Regina Casé. A reportagem inicia-se mostrando e explicando o que é o Jerivá, que nada mais é que uma espécie de coqueiro, que também é conhecido por outros nomes como baba de boi, coco babão, dentre outros. Estes pés de Jerivás mostrados na reportagem estão localizados na cidade de São Paulo, próximo ao rio Jurubatura, no qual atualmente este é denominado como rio Pinheiros. A reportagem faz uma retrospectiva histórica de como aquele rio e os pés de Jerivás ( típico daquele local) eram e como estão hoje. Algumas pessoas que conheceram aquele local ainda intacto pela “maldade” do homem foram entrevistadas, e relataram que já usufruíram daquele espaço de diferentes formas, seja o utilizando para a pesca ou até mesmo para brincadeiras quando crianças.
Segundo o vídeo, atualmente devido ao crescimento da capital o rio teve que se adequar ao novo estilo de vida, e este sofreu alterações desde sua forma até sua balneabilidade e conseqüentemente junto a este os jerivás também foram perdendo sua força, e hoje não se encontram Jerivás como antes naquele local. Onde antes se viam um rio saudável, Jerivás, areia e pedras, hoje se vê carros, prédios e um rio cujo seu estado é deprimente, pois se tornou praticamente um dos esgotos da cidade.
Visto o problema citado acima, o vídeo mostra ainda que um grupo de pessoas se reuniu, e decidiu criar um projeto que vise à construção de um memorial do local. O nome do projeto é Pomar. Próximo ao rio foram plantados vários pés de Jerivás e outras mudas doadas pela comunidade. Para irrigar as plantações é usada a água do rio, que no caso, a parte retirada para a irrigação é tratada no local pela equipe, através de um processo de tratamento próprio.
Através deste projeto, os organizadores conseguiram gerar postos de trabalho compostos de pessoas que antes não tinham perspectiva de vida, atrair um público variado para visitação, desde escolas até ONG´s e associações, conseguindo também comover a comunidade, fazendo com que esta olhe o rio e seu memorial e reflitam sobre, e percebam que a degradação do meio ambiente natural é culpa apenas e exclusivamente de nossa sociedade, ou seja, todos nós temos culpa. Um dos integrantes do projeto na entrevista destaca a participação da comunidade através de doações de adubos e mudas de diversas espécies de plantas.
Segundo a explicação do professor, assim como o banquete mostrado no primeiro vídeo foi uma desculpa para reunir as pessoas, os Jerivás na reportagem foram um pretesto para relatar um problema muito maior, o rio.
Os procedimentos adotados para envolver as pessoas, foi a criação do Projeto Pomar com a finalidade de não reflorestar ou criar um jardim no local e sim de criar algo maior que realmente chame a atenção das pessoas ao passarem pelo local, um memorial.
O terceiro vídeo cujo nome é “Edifício Máster”, trata-se de um documentário em que o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, junto com a sua equipe de filmagem produzem um documentário com 37 moradores dentre os 500 residentes do edifício, conseguindo extrair histórias de experiências de vidas destes moradores, tendo os assuntos expostos por eles os mais variados, desde de descontentamento com algo até o medo da solidão. O cineasta parte dos moradores para contar a história do prédio.
O edifício possui 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. A equipe de filmagem alugou um apartamento neste edifício durante um mês para observar a vida dos moradores e durante sete dias a equipe realizou as filmagens com os mesmos. Observa-se que não foram ordenadas as imagens e relatos segundo critérios temáticos ou alfabéticos, como seria previsível em um filme-catálogo como esse. A opção foi pela ordem em que as entrevistas foram gravadas. Neste documentário as histórias pessoais são a matéria-prima mais relevante para a constituição do filme e, por extensão, para que o prédio adquira uma dimensão também humana.
É importante ressaltar que os procedimentos para a construção do documentário adotado pela equipe estão citados acima.
Após a apresentação dos vídeos e da aula expositiva feita pelo professor, foi proposto por ele através de quatro palavras chaves (verde, outdoors, rotatórias e edifícios) para que os alunos possam criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade. Os questionamentos levantados por ele foram: Tem que construir uma história? Quais procedimentos para se construir uma historia? Qual a importância de mostrar essas pessoas? O professor orientou os grupos mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.
Palavra chave: Procedimento
Segundo o dicionário de português procedimento é o ato ou efeito de proceder; modo; maneira de proceder; comportamento; modos. Segundo a Internet a palavra chave significa maneiras de se aplicar o processo, englobando uma série de atos constituída de etapas.
Percebe-se que o significado da palavra chave engloba a proposta dos três vídeos mostrado pelo professor, no qual o procedimento realizado em cada vídeo dependeu das diferentes situações mostradas.
notícias
http://www.cultura.ba.gov.br/noticias/na-midia/impresso/axe-em-plataforma
http://tilz.tearfund.org/Portugues/Passo+a+Passo+1820/Passo+a+Passo+18/Quem+espera+o+qu%C3%AA+na+participa%C3%A7%C3%A3o+da+comunidade.htm
http://www.fhi.org/sp/RH/Training/trainmat/ethicscurr/RETCCRPo/ss/Contents/SectionI/a1sl16.htm
http://obras.itajai.sc.gov.br/noticiasp_det.php?id_noticia=1398
http://www.prefeiturajuliodecastilhos.rs.gov.br/site/prefeitura.php?mod=noticias&id=484
http://www.cidadedaluz.com.br/pt/noticias/noticias.php?subaction=showfull&id=1123446439&archive=&start_from=&ucat=1&
Sites
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm
www.cultura.mg.gov.br
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k
No decorrer da aula foram citados três exemplos distintos de procedimento através de vídeos.
O primeiro vídeo cujo nome é “Banquete M2”, mostra a organização de uma comunidade para a realização de um banquete. Podemos descrever o procedimento adotado no qual o grupo organizador conseguiu envolver aquela comunidade. Primeiramente houve a construção das mesas e cadeiras. Após isso, o grupo visitou a residência dos moradores em que possuíam uma certa afinidade e os convidou para participar do evento. Após a aceitação da comunidade para a participação, o grupo determinou o que cada morador poderia levar para o banquete (pratos, garfos, dentre outros).
O segundo vídeo apresentado, “Um Pé de que”, foi uma reportagem feita pela apresentadora Regina Casé. A reportagem inicia-se mostrando e explicando o que é o Jerivá, que nada mais é que uma espécie de coqueiro, que também é conhecido por outros nomes como baba de boi, coco babão, dentre outros. Estes pés de Jerivás mostrados na reportagem estão localizados na cidade de São Paulo, próximo ao rio Jurubatura, no qual atualmente este é denominado como rio Pinheiros. A reportagem faz uma retrospectiva histórica de como aquele rio e os pés de Jerivás ( típico daquele local) eram e como estão hoje. Algumas pessoas que conheceram aquele local ainda intacto pela “maldade” do homem foram entrevistadas, e relataram que já usufruíram daquele espaço de diferentes formas, seja o utilizando para a pesca ou até mesmo para brincadeiras quando crianças.
Segundo o vídeo, atualmente devido ao crescimento da capital o rio teve que se adequar ao novo estilo de vida, e este sofreu alterações desde sua forma até sua balneabilidade e conseqüentemente junto a este os jerivás também foram perdendo sua força, e hoje não se encontram Jerivás como antes naquele local. Onde antes se viam um rio saudável, Jerivás, areia e pedras, hoje se vê carros, prédios e um rio cujo seu estado é deprimente, pois se tornou praticamente um dos esgotos da cidade.
Visto o problema citado acima, o vídeo mostra ainda que um grupo de pessoas se reuniu, e decidiu criar um projeto que vise à construção de um memorial do local. O nome do projeto é Pomar. Próximo ao rio foram plantados vários pés de Jerivás e outras mudas doadas pela comunidade. Para irrigar as plantações é usada a água do rio, que no caso, a parte retirada para a irrigação é tratada no local pela equipe, através de um processo de tratamento próprio.
Através deste projeto, os organizadores conseguiram gerar postos de trabalho compostos de pessoas que antes não tinham perspectiva de vida, atrair um público variado para visitação, desde escolas até ONG´s e associações, conseguindo também comover a comunidade, fazendo com que esta olhe o rio e seu memorial e reflitam sobre, e percebam que a degradação do meio ambiente natural é culpa apenas e exclusivamente de nossa sociedade, ou seja, todos nós temos culpa. Um dos integrantes do projeto na entrevista destaca a participação da comunidade através de doações de adubos e mudas de diversas espécies de plantas.
Segundo a explicação do professor, assim como o banquete mostrado no primeiro vídeo foi uma desculpa para reunir as pessoas, os Jerivás na reportagem foram um pretesto para relatar um problema muito maior, o rio.
Os procedimentos adotados para envolver as pessoas, foi a criação do Projeto Pomar com a finalidade de não reflorestar ou criar um jardim no local e sim de criar algo maior que realmente chame a atenção das pessoas ao passarem pelo local, um memorial.
O terceiro vídeo cujo nome é “Edifício Máster”, trata-se de um documentário em que o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, junto com a sua equipe de filmagem produzem um documentário com 37 moradores dentre os 500 residentes do edifício, conseguindo extrair histórias de experiências de vidas destes moradores, tendo os assuntos expostos por eles os mais variados, desde de descontentamento com algo até o medo da solidão. O cineasta parte dos moradores para contar a história do prédio.
O edifício possui 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. A equipe de filmagem alugou um apartamento neste edifício durante um mês para observar a vida dos moradores e durante sete dias a equipe realizou as filmagens com os mesmos. Observa-se que não foram ordenadas as imagens e relatos segundo critérios temáticos ou alfabéticos, como seria previsível em um filme-catálogo como esse. A opção foi pela ordem em que as entrevistas foram gravadas. Neste documentário as histórias pessoais são a matéria-prima mais relevante para a constituição do filme e, por extensão, para que o prédio adquira uma dimensão também humana.
É importante ressaltar que os procedimentos para a construção do documentário adotado pela equipe estão citados acima.
Após a apresentação dos vídeos e da aula expositiva feita pelo professor, foi proposto por ele através de quatro palavras chaves (verde, outdoors, rotatórias e edifícios) para que os alunos possam criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade. Os questionamentos levantados por ele foram: Tem que construir uma história? Quais procedimentos para se construir uma historia? Qual a importância de mostrar essas pessoas? O professor orientou os grupos mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.
Palavra chave: Procedimento
Segundo o dicionário de português procedimento é o ato ou efeito de proceder; modo; maneira de proceder; comportamento; modos. Segundo a Internet a palavra chave significa maneiras de se aplicar o processo, englobando uma série de atos constituída de etapas.
Percebe-se que o significado da palavra chave engloba a proposta dos três vídeos mostrado pelo professor, no qual o procedimento realizado em cada vídeo dependeu das diferentes situações mostradas.
notícias
http://www.cultura.ba.gov.br/noticias/na-midia/impresso/axe-em-plataforma
http://tilz.tearfund.org/Portugues/Passo+a+Passo+1820/Passo+a+Passo+18/Quem+espera+o+qu%C3%AA+na+participa%C3%A7%C3%A3o+da+comunidade.htm
http://www.fhi.org/sp/RH/Training/trainmat/ethicscurr/RETCCRPo/ss/Contents/SectionI/a1sl16.htm
http://obras.itajai.sc.gov.br/noticiasp_det.php?id_noticia=1398
http://www.prefeiturajuliodecastilhos.rs.gov.br/site/prefeitura.php?mod=noticias&id=484
http://www.cidadedaluz.com.br/pt/noticias/noticias.php?subaction=showfull&id=1123446439&archive=&start_from=&ucat=1&
Sites
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm
www.cultura.mg.gov.br
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k
[doc-m] nathália [procedimentos]
Nesta aula foram apresentados três documentários: “Pé de Quê”, “Edifício Máster” e “O fim e o Próprio”.
No documentário “Pé de Quê” foi abordado o significado do Rio Juruatuba, que surgiu devido à existência de diversos jerivás em seus arredores e também o surgimento do seu nome atual, passando por Rio Pinheiros até chegar ao famoso nome de hoje, Rio Tietê.
Posteriormente é mostrada a história do surgimento da cidade de São Paulo, que de acordo com o documentário, cresceu por causa deste rio. Esta história foi contada através de relatos dos próprios moradores da cidade que vivenciaram a época em que o rio não era poluído e transparecem sua indignação com a situação em que se encontra hoje, cheio de lixo e esgoto.
A percepção da péssima situação do rio trouxe uma boa iniciativa para recuperação ambiental, o projeto Pomar. O projeto busca revitalizar o Tietê através da plantação de novos jerivás, plantas originais do rio, e despoluição do mesmo, mas sofre algumas dificuldades. Como o rio fica no meio da cidade, a fiação elétrica impede o plantio deste tipo de planta, pois são altas e então têm que optar por plantar algo mais baixo, não podendo manter as nativas.
Este projeto gera melhorias consideráveis para a cidade, bem como a geração de novos empregos, preocupação com o meio ambiente através da conscientização de estudantes e, dessa forma, alcançando a preservação do mesmo.
Em seguida o documentário apresentado foi “Edifício Máster”. Este relata a interessante história de uma equipe de jornalistas/ pesquisadores que alugou um apartamento no prédio e ficaram por um mês inteiro pesquisando sobre a vida de vários moradores, através de entrevistas nas quais contavam sobre experiências de suas próprias vidas.
O edifício se localiza no bairro Copacabana a um quarteirão da praia e é composto por 12 andares com 23 apartamentos em cada.
Ao fim da apresentação de cada entrevista foram ressaltados alguns itens importantes pelo professor Frederico, tais como:
Morar no prédio por um mês
Filmar por uma semana
Construir recortes da realidade
Voz do narrador
Todos aparecem na filmagem por que são participantes da realidade
As imagens da câmera de vigilância
A Sala de Administração
Ao final da aula praticamos exercícios sobre os temas abordados mostrando a importância da construção da história, através da elaboração de um roteiro voltado para a área turística.
No documentário “Pé de Quê” foi abordado o significado do Rio Juruatuba, que surgiu devido à existência de diversos jerivás em seus arredores e também o surgimento do seu nome atual, passando por Rio Pinheiros até chegar ao famoso nome de hoje, Rio Tietê.
Posteriormente é mostrada a história do surgimento da cidade de São Paulo, que de acordo com o documentário, cresceu por causa deste rio. Esta história foi contada através de relatos dos próprios moradores da cidade que vivenciaram a época em que o rio não era poluído e transparecem sua indignação com a situação em que se encontra hoje, cheio de lixo e esgoto.
A percepção da péssima situação do rio trouxe uma boa iniciativa para recuperação ambiental, o projeto Pomar. O projeto busca revitalizar o Tietê através da plantação de novos jerivás, plantas originais do rio, e despoluição do mesmo, mas sofre algumas dificuldades. Como o rio fica no meio da cidade, a fiação elétrica impede o plantio deste tipo de planta, pois são altas e então têm que optar por plantar algo mais baixo, não podendo manter as nativas.
Este projeto gera melhorias consideráveis para a cidade, bem como a geração de novos empregos, preocupação com o meio ambiente através da conscientização de estudantes e, dessa forma, alcançando a preservação do mesmo.
Em seguida o documentário apresentado foi “Edifício Máster”. Este relata a interessante história de uma equipe de jornalistas/ pesquisadores que alugou um apartamento no prédio e ficaram por um mês inteiro pesquisando sobre a vida de vários moradores, através de entrevistas nas quais contavam sobre experiências de suas próprias vidas.
O edifício se localiza no bairro Copacabana a um quarteirão da praia e é composto por 12 andares com 23 apartamentos em cada.
Ao fim da apresentação de cada entrevista foram ressaltados alguns itens importantes pelo professor Frederico, tais como:
Morar no prédio por um mês
Filmar por uma semana
Construir recortes da realidade
Voz do narrador
Todos aparecem na filmagem por que são participantes da realidade
As imagens da câmera de vigilância
A Sala de Administração
Ao final da aula praticamos exercícios sobre os temas abordados mostrando a importância da construção da história, através da elaboração de um roteiro voltado para a área turística.
[doc-m] magno [procedimentos]
Documentário da aula ministrada no dia 26 de outubro de 2007. Onde discutimos sobre o envolvimento da comunidade na gestão do patrimônio, capacitação dos indivíduos para apropriando do passado como marca registrada, Pensando a valorização de heranças culturais que propiciam a geração e produção de novos conhecimentos sendo um processo continuo de criação pensando como instrumento de alfabetização cultural e de conhecimentos e avaliações dessas ações.
No primeiro momento foi colocado parte de um vídeo cujo nome era “Banquete M2” que mostrava um evento onde reunia as pessoas da população vizinha em um lote vago da região com o intuído de um envolvimento da comunidade.
Eles colocaram uma grande mesa, cadeiras e buscaram na própria comunidade quem tinha o costume de organizar festas, quem tinha o hábito de cozinhar para um grande número de pessoas, perguntavam que poderia lavar as louças e aproveitando a oportunidade já iam convidando as pessoas de casa em casa para reunir-se naquele espaço. Buscando assim o envolvimento da comunidade para o lazer e turismo.
Já no segundo vídeo, que se chamava “Um Pé de que” - onde mostrava o rio Jurubatuba, localizado na cidade de São Paulo era o rio que alimentava a capital e que era muito conhecido por possuir muitas Palmeiras. Sendo referencia para a localidade, pois a cidade cresceu a custa dele por possuir naquela época uma água limpa que as pessoas ate nadavam com os peixes.
Hoje o rio se chama Pinheiros é foi interditado por está muito poluído e com um forte cheiro de coco. Tornou-se um memorial ou o que restou dele atualmente o secretario de meio ambiente de São Paulo instalou uma rede de tratamento de água para regar todas as plantas e jardins que crescem as margens do rio. O intuito e gerar vida, trabalho e renda.
Segundo o professor as informações exploradas sobre a árvore é uma desculpa para falar especificamente do rio e do projeto POMAR que recebe escolas, associações, institutos botânicos para visitação do local. O projeto busca a restauração do rio, eles tratam a água do rio e buscam cultivas plantas nativas da cidade, inclusive os jerivás gerando também postos de trabalho para a região.
Já no terceiro documentário “Edifício Máster” o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, em seu documentário no qual são catalogadas histórias de vida de 37 dos cerca de 500 moradores de um edifício de 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. Narrados pelos próprios habitantes do prédio, através de entrevistas conduzidas pelo próprio autor e onde a equipe de filmagem fazia parte da historia.
As informações são dispostas ao longo do filme, compondo um comovente e insólito inventário de existência anônimas em seus cubículos quase clausulados formando assim um surpreendente arquivo de vidas comuns. Cadeiras, armários, cabides, estantes, livros, objetos de arte e relíquias, dentre inúmeros outros artefatos que confirmam o tempo todo o triunfo da civilização da propriedade e do consumo, são arrolados como o registro sólido e incontestável dos personagens.
Sob esta perspectiva, não deixa de ser pertinente a evocação aqui de mais um edifício literário: desta vez a “torre sem degraus”, de Carlos Drummond de Andrade. Tal prédio arquiva pessoas, animais, objetos, documentos, dentre outras coisas óbvias e algumas absurdas, configurando-se como uma metáfora irônica da ordem desordenada do mundo, do caos da própria vida.
Assim, Eduardo Coutinho evidencia que a existência efetiva de um homem ou de uma mulher é, nos seus limites, um conjunto de circunstâncias e afeto. E eu acrescentaria de frustrações.
Segundo indicação do professor o filme: o fim e o princípio, produzindo pelo mesmo autor citado acima, retrata uma equipe de cinema que chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias pra contar. No município de São João do Rio do Peixe, o filme descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradeores na maioria idosos, contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra um mundo em vias de desaparecimento.
Eduardo Coutinho é o diretor brasileiro que foge da perspectiva na hora de filmar a zona rural brasileira. Em 1984, com o lançamento de Cabra marcado para Morrer, ele já indicava a opção por mostrar o homem do campo e a questão agrária brasileira a partir da voz e do olhar do camponês.
Com O fim e o princípio o diretor volta a dialogar com uma comunidade rural.O documentário expõe histórias de camponeses que vivem num sítio no interior da Paraíba. Coutinho conta com Rosa, moradora da comunidade, que aleatoriamente o leva as pequenas propriedades do sítio Araçás para que possa conversar com as famílias. Durante todas as entrevistas o diretor ouve histórias do cotidiano e procura compreender como os trabalhadores rurais encaram a morte e a velhice, temas que o ajudarão a amarrar a edição do filme.
O que continua impressionando no trabalho de Eduardo Coutinho é a capacidade que tem de situar o espectador sem ter que recorrer a dados e estatísticas para nos dizer como vive aquela comunidade. Ele consegue, como nenhum outro documentarista, ouvir e dialogar com o camponês, desconhecido para ele e para a platéia dos espaços urbanos. Através destas conversas, preocupadas em escutar histórias da vida de gente comum à geografia rural do Brasil, o diretor demarca o amplo contexto que compõe cultura do homem campo. Consegue superar os estereótipos, para mostrar a zona rural a partir de uma perspectiva densa, distante das superficialidades do Jeca.
O professor conta em sala que essa comunidade não é estável e é muito provisória fazendo assim alguns questionamentos como: Tem que construir uma historia? quais procedimentos para se construir uma historia? Quais são as palavras chaves e qual o recorte sobre a historia. Qual a importância de mostrar essas pessoas? Qual o jogo? Após esses questionamentos o professor o professor coloca cinco palavras chaves no quadro que são: verde, outdoors, rotatórias, edifícios, sombras para que possamos criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade.
Na realidade esses “temas” escolhidos são apenas desculpas para podermos falar sobre outras coisas, como foi colocado no filme “um pé de que”.
O professor orientou os grupos falando um pouco de tudo que nós vivenciamos durante os conteúdo dados nas aulas anteriores mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.
Depois da atividade dada, decidimos qual palavra chave caberia de acordo com o conteúdo ministrado, chegando então a definição da palavra “procedimento” que segundo o dicionário significa conhecimento e segundo pesquisas da internet são formas pela qual se desenvolve e se aplica o processo, constituindo-se no conjunto de atos que realizam a finalidade do processo propriamente dito.
Entretanto, através desta palavra, procedimento podemos enxergar a proposta dos três documentários mostrado pelo professor, sobre o ponto de vista de diferentes situações vividas por cada indivíduo.
Sites
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k - www.interfilmes.com/filme_15764_O.Fim.e.o.Principio www.cultura.mg.gov.brwww.cultura.gov.brwww.iepha.mg.gov.br
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm - 18k -www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0102/20.htm - 41k -
Links de Notícias
www.criticos.com.br/especiais/especiais_interna8.asp
http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/news/article.php?storyid=209http: www.sermulher.org.br/site/index.php?a=artigos&ncat=17&nid=33 - 29k //www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/050707_a_infonline.htmhttp://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL58888-5603,00.html
No primeiro momento foi colocado parte de um vídeo cujo nome era “Banquete M2” que mostrava um evento onde reunia as pessoas da população vizinha em um lote vago da região com o intuído de um envolvimento da comunidade.
Eles colocaram uma grande mesa, cadeiras e buscaram na própria comunidade quem tinha o costume de organizar festas, quem tinha o hábito de cozinhar para um grande número de pessoas, perguntavam que poderia lavar as louças e aproveitando a oportunidade já iam convidando as pessoas de casa em casa para reunir-se naquele espaço. Buscando assim o envolvimento da comunidade para o lazer e turismo.
Já no segundo vídeo, que se chamava “Um Pé de que” - onde mostrava o rio Jurubatuba, localizado na cidade de São Paulo era o rio que alimentava a capital e que era muito conhecido por possuir muitas Palmeiras. Sendo referencia para a localidade, pois a cidade cresceu a custa dele por possuir naquela época uma água limpa que as pessoas ate nadavam com os peixes.
Hoje o rio se chama Pinheiros é foi interditado por está muito poluído e com um forte cheiro de coco. Tornou-se um memorial ou o que restou dele atualmente o secretario de meio ambiente de São Paulo instalou uma rede de tratamento de água para regar todas as plantas e jardins que crescem as margens do rio. O intuito e gerar vida, trabalho e renda.
Segundo o professor as informações exploradas sobre a árvore é uma desculpa para falar especificamente do rio e do projeto POMAR que recebe escolas, associações, institutos botânicos para visitação do local. O projeto busca a restauração do rio, eles tratam a água do rio e buscam cultivas plantas nativas da cidade, inclusive os jerivás gerando também postos de trabalho para a região.
Já no terceiro documentário “Edifício Máster” o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, em seu documentário no qual são catalogadas histórias de vida de 37 dos cerca de 500 moradores de um edifício de 12 andares e 276 apartamentos conjugados, em Copacabana. Narrados pelos próprios habitantes do prédio, através de entrevistas conduzidas pelo próprio autor e onde a equipe de filmagem fazia parte da historia.
As informações são dispostas ao longo do filme, compondo um comovente e insólito inventário de existência anônimas em seus cubículos quase clausulados formando assim um surpreendente arquivo de vidas comuns. Cadeiras, armários, cabides, estantes, livros, objetos de arte e relíquias, dentre inúmeros outros artefatos que confirmam o tempo todo o triunfo da civilização da propriedade e do consumo, são arrolados como o registro sólido e incontestável dos personagens.
Sob esta perspectiva, não deixa de ser pertinente a evocação aqui de mais um edifício literário: desta vez a “torre sem degraus”, de Carlos Drummond de Andrade. Tal prédio arquiva pessoas, animais, objetos, documentos, dentre outras coisas óbvias e algumas absurdas, configurando-se como uma metáfora irônica da ordem desordenada do mundo, do caos da própria vida.
Assim, Eduardo Coutinho evidencia que a existência efetiva de um homem ou de uma mulher é, nos seus limites, um conjunto de circunstâncias e afeto. E eu acrescentaria de frustrações.
Segundo indicação do professor o filme: o fim e o princípio, produzindo pelo mesmo autor citado acima, retrata uma equipe de cinema que chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias pra contar. No município de São João do Rio do Peixe, o filme descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradeores na maioria idosos, contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra um mundo em vias de desaparecimento.
Eduardo Coutinho é o diretor brasileiro que foge da perspectiva na hora de filmar a zona rural brasileira. Em 1984, com o lançamento de Cabra marcado para Morrer, ele já indicava a opção por mostrar o homem do campo e a questão agrária brasileira a partir da voz e do olhar do camponês.
Com O fim e o princípio o diretor volta a dialogar com uma comunidade rural.O documentário expõe histórias de camponeses que vivem num sítio no interior da Paraíba. Coutinho conta com Rosa, moradora da comunidade, que aleatoriamente o leva as pequenas propriedades do sítio Araçás para que possa conversar com as famílias. Durante todas as entrevistas o diretor ouve histórias do cotidiano e procura compreender como os trabalhadores rurais encaram a morte e a velhice, temas que o ajudarão a amarrar a edição do filme.
O que continua impressionando no trabalho de Eduardo Coutinho é a capacidade que tem de situar o espectador sem ter que recorrer a dados e estatísticas para nos dizer como vive aquela comunidade. Ele consegue, como nenhum outro documentarista, ouvir e dialogar com o camponês, desconhecido para ele e para a platéia dos espaços urbanos. Através destas conversas, preocupadas em escutar histórias da vida de gente comum à geografia rural do Brasil, o diretor demarca o amplo contexto que compõe cultura do homem campo. Consegue superar os estereótipos, para mostrar a zona rural a partir de uma perspectiva densa, distante das superficialidades do Jeca.
O professor conta em sala que essa comunidade não é estável e é muito provisória fazendo assim alguns questionamentos como: Tem que construir uma historia? quais procedimentos para se construir uma historia? Quais são as palavras chaves e qual o recorte sobre a historia. Qual a importância de mostrar essas pessoas? Qual o jogo? Após esses questionamentos o professor o professor coloca cinco palavras chaves no quadro que são: verde, outdoors, rotatórias, edifícios, sombras para que possamos criar um roteiro através de uma das palavras escolhidas com o intuito de criar um projeto, tendo como referencias nossas experiências vividas em nossa cidade.
Na realidade esses “temas” escolhidos são apenas desculpas para podermos falar sobre outras coisas, como foi colocado no filme “um pé de que”.
O professor orientou os grupos falando um pouco de tudo que nós vivenciamos durante os conteúdo dados nas aulas anteriores mostrando que através de nossas experiências e fatos podemos criar uma grande idéia.
Depois da atividade dada, decidimos qual palavra chave caberia de acordo com o conteúdo ministrado, chegando então a definição da palavra “procedimento” que segundo o dicionário significa conhecimento e segundo pesquisas da internet são formas pela qual se desenvolve e se aplica o processo, constituindo-se no conjunto de atos que realizam a finalidade do processo propriamente dito.
Entretanto, através desta palavra, procedimento podemos enxergar a proposta dos três documentários mostrado pelo professor, sobre o ponto de vista de diferentes situações vividas por cada indivíduo.
Sites
www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9424 - 37k - www.interfilmes.com/filme_15764_O.Fim.e.o.Principio www.cultura.mg.gov.brwww.cultura.gov.brwww.iepha.mg.gov.br
www.contracampo.com.br/criticas/edificiomaster.htm - 18k -www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0102/20.htm - 41k -
Links de Notícias
www.criticos.com.br/especiais/especiais_interna8.asp
http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/news/article.php?storyid=209http: www.sermulher.org.br/site/index.php?a=artigos&ncat=17&nid=33 - 29k //www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/050707_a_infonline.htmhttp://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL58888-5603,00.html
[doc-n] cristiane [metros quadrados]
O Situacionismo surgiu na Europa em Julho de 1957. É um movimento anti-separatista entre arte e vida de crítica social, cultural e política, que, reuni poetas, arquitetos, cineastas, artistas plásticos e outros que se definem como uma "vanguarda artística e política".
A máxima dos situacionistas consiste em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano com o objetivo de terem prazer rompendo com a alienação avassaladora em que somos envolvidos pela cultura mercantilista. Trabalham que o individuo deve se conhecer para assim explorar o máximo de seu potencial para transformar seu cotidiano, criando uma situação em que se quebra a rotina trazendo-lhe satisfação.
A tese situacionista da revolução do cotidiano funda-se na idéia de uma experimentação radical dos lugares da cidade ou mesmo no desenho de uma arquitetura nova, que fizesse superar “a dicotomia entre momentos artísticos e momentos banais”. Quer dizer que deve haver uma articulação, uma situação que provoque no dia-a-dia vivencias entre arte e vida, arte e política, arte e cidade. Estas situações seriam intervenções no ambiente realizadas para reinterpretações do espaço a partir da experiência vivida. É esta experiência vivida que permitirá aquele local ter um significado para o individuo e não ser apenas um monumento qualquer que por ele o individuo passou sem ao menos senti-lo.
Uma grande interrogação para os situacionistas é a discussão de como transformar o cotidiano considerando que o ele se mostra ora lugar de uma vida rica em experiências, ora lugar da escassez a que se deve opor a vida verdadeira. Uma frase que bem ilustrar a idéia de transformação do cotidiano que os situacionistas pregavam é: “construa pra você mesmo uma situaçãozinha sem futuro”.
Um dos principais pensadores sobre o Situacionismo, que conheceu e viveu o movimento é o filosofo Henri Lefebvre que em sua obra Crítica da vida cotidiana, transmite a idéia de criar uma arquitetura que por si mesma instigasse a criação de novas situações. Conforme Lefebvre também é importante entender que o que chamamos de 'momentos', os situacionistas chamam de 'situações', tendo como momentos tudo o que aconteceu no curso da história (amor, poesia, pensamento). Os situacionistas querem criar “momentos novos" e estes novos momentos irão se dar pelas intervenções que possibilitaram as situações para serem vivenciadas. A idéia de um momento novo, de uma situação nova, é a idéia de transformação da sociedade no sentido de continuar uma vida chata e monótona, mas no sentido de criar algo absolutamente novo: situações.
Palavra-chave: Provocação
Provocar no dicionário: Incitar, estimular: provocar o povo à desordem. / Desafiar: provocar a fera. / Promover, produzir, ocasionar/ Exercer tentação sobre.
No contexto do estudo e discussões em sala de aula temos a provocação como algo de suma importância para nos salvar de um ciclo vicioso que entramos sem ao menos perceber. O mundo capitalista nos inseri em uma roda-viva frenética chegando ao ponto de mau termos vida, agindo roboticamente no dia-a-dia. Qual de nos nunca chegou ao fim de um dia sem se dar conta de onde e por quem passou? Estamos acostumados a acordar, sair, trabalhar, ir para a faculdade e voltar para casa e dormir e acordar e sair e assim repetir este ciclo durante dias, anos, durante uma vida inteira sem parar para pensar que no que se faz pode haver um momento em que se pode parar e incluir algo novo nesta rotina que irá trazer prazer, logo, melhorando seu dia.
É preciso provocar é preciso provocar-se e a cidade está a disposição para tais ações. Quão boa é uma intervenção durante a ida para casa que convide a parar naquela praça banal que atravesso todos os dias para assistir a uma peça teatral contando a história daquele local e me fazendo interagir com o ambiente. Isto é modificar a rotina através de uma situação simples, mas diferente do que ocorre todos os dias.
A máxima dos situacionistas consiste em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano com o objetivo de terem prazer rompendo com a alienação avassaladora em que somos envolvidos pela cultura mercantilista. Trabalham que o individuo deve se conhecer para assim explorar o máximo de seu potencial para transformar seu cotidiano, criando uma situação em que se quebra a rotina trazendo-lhe satisfação.
A tese situacionista da revolução do cotidiano funda-se na idéia de uma experimentação radical dos lugares da cidade ou mesmo no desenho de uma arquitetura nova, que fizesse superar “a dicotomia entre momentos artísticos e momentos banais”. Quer dizer que deve haver uma articulação, uma situação que provoque no dia-a-dia vivencias entre arte e vida, arte e política, arte e cidade. Estas situações seriam intervenções no ambiente realizadas para reinterpretações do espaço a partir da experiência vivida. É esta experiência vivida que permitirá aquele local ter um significado para o individuo e não ser apenas um monumento qualquer que por ele o individuo passou sem ao menos senti-lo.
Uma grande interrogação para os situacionistas é a discussão de como transformar o cotidiano considerando que o ele se mostra ora lugar de uma vida rica em experiências, ora lugar da escassez a que se deve opor a vida verdadeira. Uma frase que bem ilustrar a idéia de transformação do cotidiano que os situacionistas pregavam é: “construa pra você mesmo uma situaçãozinha sem futuro”.
Um dos principais pensadores sobre o Situacionismo, que conheceu e viveu o movimento é o filosofo Henri Lefebvre que em sua obra Crítica da vida cotidiana, transmite a idéia de criar uma arquitetura que por si mesma instigasse a criação de novas situações. Conforme Lefebvre também é importante entender que o que chamamos de 'momentos', os situacionistas chamam de 'situações', tendo como momentos tudo o que aconteceu no curso da história (amor, poesia, pensamento). Os situacionistas querem criar “momentos novos" e estes novos momentos irão se dar pelas intervenções que possibilitaram as situações para serem vivenciadas. A idéia de um momento novo, de uma situação nova, é a idéia de transformação da sociedade no sentido de continuar uma vida chata e monótona, mas no sentido de criar algo absolutamente novo: situações.
Palavra-chave: Provocação
Provocar no dicionário: Incitar, estimular: provocar o povo à desordem. / Desafiar: provocar a fera. / Promover, produzir, ocasionar/ Exercer tentação sobre.
No contexto do estudo e discussões em sala de aula temos a provocação como algo de suma importância para nos salvar de um ciclo vicioso que entramos sem ao menos perceber. O mundo capitalista nos inseri em uma roda-viva frenética chegando ao ponto de mau termos vida, agindo roboticamente no dia-a-dia. Qual de nos nunca chegou ao fim de um dia sem se dar conta de onde e por quem passou? Estamos acostumados a acordar, sair, trabalhar, ir para a faculdade e voltar para casa e dormir e acordar e sair e assim repetir este ciclo durante dias, anos, durante uma vida inteira sem parar para pensar que no que se faz pode haver um momento em que se pode parar e incluir algo novo nesta rotina que irá trazer prazer, logo, melhorando seu dia.
É preciso provocar é preciso provocar-se e a cidade está a disposição para tais ações. Quão boa é uma intervenção durante a ida para casa que convide a parar naquela praça banal que atravesso todos os dias para assistir a uma peça teatral contando a história daquele local e me fazendo interagir com o ambiente. Isto é modificar a rotina através de uma situação simples, mas diferente do que ocorre todos os dias.
[doc-n] toufic [lotes vagos]
Os conceitos de situação no dicionário Silveira Bueno (1996), são: “Posição, disposição recíproca das diferentes partes de um todo; fase governamental ou ministral; o governo, relativamente á atualidade ou a uma dada época; estado de negócios; estado moral de uma pessoa; estado ou condição; ocorrência.”
O primeiro contato com a “situação” na aula de educação patrimonial foi com um conceito muito bacana que é: ‘provocar situações de aprendizado sobre o processo cultural e, a partir de suas situações, despertar o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida pessoal e coletiva.’
Um exemplo dessa situação é a visita de um grupo de turistas franceses a certa igreja em uma cidade histórica mineira como Ouro Preto. Nesse caso, a intenção principal do grupo é conhecer a igreja por dentro, sua história, a cultura, a textura, as imagens por intermédio de um guia. Porém, num segundo momento, a palavra intenção do grupo muda completamente para a atenção numa senhora moradora da cidade que está no canto dela orando, sem ao menos se incomodar com aqueles turistas. Nessa hora, ocorre uma mudança na situação que ao invés se conhecer a igreja, ficou muito mais interessante a senhora rezando e talvez conversando com ela, as informações poderiam ser mais garantidas, verídicas do que a do guia. Essa é uma situação provocada pelo turista de querer conhecer a senhora rezando. Isso prova o que aprendemos na aula: a cultura não é passado, ela pode se realizar na hora.
Assistimos o filme Metros Quadrados, na verdade se trata de um documentário mostrando lugares de Belo Horizonte que são usados para o entretenimento, o lazer, a prática de esportes.
Depois de vermos trechos do filme METROS QUADRADOS, chegamos no situacionismo, mais antes vamos ver que Momentos significar sair da rotina habitual, construir situações. Voltamos no situacionismo; que é um movimento europeu de crítica social, cultural e política. O grupo se define como uma “vanguarda artística e política”, apoiado em teorias críticas à sociedade de consumo e à cultura mercantilizada. O situacionismo se relaciona á crença em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano, cada um explorando o seu potencial de modo a romper com a alienação reinante e a obter prazer próprio.
Lotes Vagos: A palavra lotes vagos foi escolhida por mim porque teve uma grande representação na aula, pois são lugares realmente vagos que servem para a prática de atividades cotidianas, lugares para se sair do cotidiano diário e se praticar atividades, esportes, oficinas, brincadeiras. Esses lotes vagos são transformados em:
Sala de Televisão
Horta
Barbeiro
Local para leitura
Área de lazer
Banquete( no caso de refeições comunitárias)
Biografia
Henri Lefebvre foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês. Criticava os althusserianos (população francesa que vivia na argélia) por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a “decodificação pelo cotidiano”, as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Foto de Henri Lefebvre
http://www.roebuckclasses.com/people/images/lefebvre_h.jpg
Internet:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/06/28/Bahia/Rua_de_Lazer_domingo_no_Dique_do_.shtml
http://www.tropicologia.org.br/artigos/cientifico/compreensividade.html
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0904/consumo/m0140899.html
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
O primeiro contato com a “situação” na aula de educação patrimonial foi com um conceito muito bacana que é: ‘provocar situações de aprendizado sobre o processo cultural e, a partir de suas situações, despertar o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida pessoal e coletiva.’
Um exemplo dessa situação é a visita de um grupo de turistas franceses a certa igreja em uma cidade histórica mineira como Ouro Preto. Nesse caso, a intenção principal do grupo é conhecer a igreja por dentro, sua história, a cultura, a textura, as imagens por intermédio de um guia. Porém, num segundo momento, a palavra intenção do grupo muda completamente para a atenção numa senhora moradora da cidade que está no canto dela orando, sem ao menos se incomodar com aqueles turistas. Nessa hora, ocorre uma mudança na situação que ao invés se conhecer a igreja, ficou muito mais interessante a senhora rezando e talvez conversando com ela, as informações poderiam ser mais garantidas, verídicas do que a do guia. Essa é uma situação provocada pelo turista de querer conhecer a senhora rezando. Isso prova o que aprendemos na aula: a cultura não é passado, ela pode se realizar na hora.
Assistimos o filme Metros Quadrados, na verdade se trata de um documentário mostrando lugares de Belo Horizonte que são usados para o entretenimento, o lazer, a prática de esportes.
Depois de vermos trechos do filme METROS QUADRADOS, chegamos no situacionismo, mais antes vamos ver que Momentos significar sair da rotina habitual, construir situações. Voltamos no situacionismo; que é um movimento europeu de crítica social, cultural e política. O grupo se define como uma “vanguarda artística e política”, apoiado em teorias críticas à sociedade de consumo e à cultura mercantilizada. O situacionismo se relaciona á crença em que os indivíduos devem construir as situações de suas vidas no cotidiano, cada um explorando o seu potencial de modo a romper com a alienação reinante e a obter prazer próprio.
Lotes Vagos: A palavra lotes vagos foi escolhida por mim porque teve uma grande representação na aula, pois são lugares realmente vagos que servem para a prática de atividades cotidianas, lugares para se sair do cotidiano diário e se praticar atividades, esportes, oficinas, brincadeiras. Esses lotes vagos são transformados em:
Sala de Televisão
Horta
Barbeiro
Local para leitura
Área de lazer
Banquete( no caso de refeições comunitárias)
Biografia
Henri Lefebvre foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês. Criticava os althusserianos (população francesa que vivia na argélia) por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a “decodificação pelo cotidiano”, as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Foto de Henri Lefebvre
http://www.roebuckclasses.com/people/images/lefebvre_h.jpg
Internet:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/06/28/Bahia/Rua_de_Lazer_domingo_no_Dique_do_.shtml
http://www.tropicologia.org.br/artigos/cientifico/compreensividade.html
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0904/consumo/m0140899.html
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
[doc-m] silvia lins [lotes vagos]
A aula do dia 19 de outubro teve início com uma abordagem do que vem a ser a base da educação patrimonial, que consiste em provocar situações de aprendizado e, a partir de suas manifestações, despertar o interesse em resolver questões significativas para sua própria vida, pessoal e coletiva. Deve–se então começar a pensar na construção dessas situações.
Uma passagem do texto de José Newton Meneses retrata a ocasião na qual um grupo de turistas franceses, acompanhado por um guia de turismo, visita uma igreja barroca e se depara com uma senhora que fazia sua prece em voz alta. Este fato incomodou o guia, preocupado apenas em repetir para os visitantes a importância artística do espaço. Por outro lado, o ritual de reza da beata ilustrou um momento em que uma situação de aprendizado poderia ocorrer, mas que, por falta de percepção do guia, não foi bem aproveitada. Ele não notou que aquela manifestação cotidiana poderia servir de atrativo, de forma a traduzir para os turistas o entendimento daquele espaço (igreja) nos dias atuais. A beata então é vista naquela situação como elemento de presentificação.
Os situacionistas defendem a idéia de criação de novas situações, que possam agir de forma revolucionária. O movimento situacionista foi ativo no final dos anos ’60, época em que a arte estava muito presente, com ações contra a cultura, a ditadura e a realidade vigente. Os artistas da época aspiravam por grandes transformações, e pregavam que a arte deveria criar vida nas cidades, deveria ser vista como uma ferramenta de revolução do cotidiano.
A teoria dos momentos, de Henri Lefebvre, fala que a vida cotidiana pode ser dividida em momentos nos quais se intensifica o rendimento vital da cotidianidade. Tem determinados momentos na vida que vão ficando marcados, registrados em textos, imagens, vídeos e narrativas. O cotidiano não desperta interesse algum nas pessoas que participam dele, o que fica marcado são os momentos de quebra da rotina. Criar vida é criar situações, e trazer de volta aquilo que de alguma forma se conserva na memória.
Situações são momentos perecíveis, efêmeros. O caso do aluno Bruno Rímulo é retomado para exemplificar uma situação: o principal aspecto presente na promoção do café na praça está no desenrolar da conversa proporcionada pelo encontro entre os turistas e o cozinheiro. O que está em jogo então é a criação de uma situação de encontro que provoca estranhamento, e esse estranhamento é importante porque desperta interesse e atenção. Entretanto, uma situação de estranhamento não precisa necessariamente ocorrer em um lugar novo, o que deve ser analisado é a maneira como as pessoas se comportam no lugar. Deve-se então pensar em procedimentos para criar novas possibilidades de usos dos espaços.
O grande problema do urbanismo é que ele só se preocupa em resolver o problema habitacional e das vias de acesso, e se esquece de pensar na maneira como as pessoas vivem, tornando a cidade mais dinâmica. O conceito de jogo/lazer está relacionado a uma concepção de dinamismo. O jogo aqui retratado é uma construção coletiva, temporária, e não um jogo que visa a competição. É esse jogo que está na base da concepção de lazer.
Para exemplificar um tipo de jogo foi apresentado o vídeo Metros Quadrados, criado pelo Projeto Lotes Vagos. "Metros Quadrados reconstrói as relações entre as pessoas por meio de intervenções em lotes desocupados, enfocando, sobretudo, sua repercussão na paisagem urbana e no comportamento social. Além de discutir idéias como o vago, a propriedade, o jardim e o uso coletivo, o documentário registra uma cidade invisível, na qual os lotes são revelados como lugares potencias para criar múltiplos lugares e devires”.
A proposta traz vida momentânea aos espaços inicialmente mortos. Os novos usos estabelecidos foram: sala de tv, banquete, horta, playground, criação de vacas, salão de beleza e lonas amarelas espalhadas pelo lote, que serviam para recostar e descansar um pouco. O que foi feito, na verdade, foi a criação de motivos e eventos para atrair pessoas e promover encontros, através de um momento de estranhamento que provocou e despertou interesse.
Outros exemplos foram citados como: a possibilidade de haver mais áreas verdes nas cidades. A proposta seria começar com pequenos espaços onde árvores são plantadas e com o tempo isso iria se multiplicando. A construção desses espaços se faz através de parcerias com a comunidade. Um outro jogo entre os moradores de uma comunidade promovia uma permuta de espaços, sem contrato e sem troca econômica, apenas como uma maneira os espaços privados, de acordo com as carências de cada um dos envolvidos. Esse tipo de jogo acaba por gerar conflitos, já que tratam com diferentes interesses dos moradores. Contudo, esse conflito apenas atesta o fato de o jogo efetivamente despertar interesse, participação e contato entre as partes envolvidas.
Os eventos de rua são outros exemplos de formas capazes de chamar atenção e provocar interesse, pois fazem um corte na realidade urbana e modificam sua função social através de novas experiências que ficaram marcadas e darão origem a narrativas.
Palavra-chave: Lotes vagos
Lotes vagos foi escolhido como palavra-chave da aula porque consegue expressar de forma abrangente todo o conteúdo exposto. Considerando lote como “cada uma das partes de um todo que se reparte” podemos dizer que se trata de um espaço que compõe um território. Todo ambiente é composto por espaços que se diferenciam entre si por seus usos. Dizer que um espaço é vago pode significar diferentes coisas. O conceito de vago pode exprimir uma idéia de algo desocupado, que não está preenchido; ou ainda algo incerto, indeterminado. Portanto, um espaço vago pode se referir a uma área desabitada, abandonada, ou a alguma construção que permanece em nosso cotidiano, mas não apresenta um uso definido, capaz de despertar nossa atenção. Em ambos os casos, para que sejam aproveitados, é importante observar a maneira como os espaços são ou não usados e, a partir disso, desenvolver novas possibilidades de usos, através da construção de situações que possam causar estranhamento e despertar interesse.
Biografia
JOSE NEWTON COELHO MENEZES
José Newton Coelho Meneses possui mestrado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
Principais obras:
- MENESES, J. N. C. . História e Turismo Cultural. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. v. 1. 127 p.
- MENESES, J. N. C. . O Continente Rústico. Abastecimento alimentar nas Minas Gerais setecentistas. 1. ed. Diamantina - MG: Maria Fumaça Editora, 2000. v. 1. 263 p.
HENRI LEFEBVRE
Henri Lefebvre nasce na França a 16 de junho de 1901 e faleceu a 29 de junho de 1991.
Foi um importante filósofo marxista e sociólogo. Criticava os Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiano", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Principais obras:
- LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no mundo moderno. Trad. de Acides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991.
- LEFEBVRE, H. Hegel, Marx, Nietzche. Trad. de Mauro Armiño. México: Siglo Veinteuno, 1976.
Links
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt1.htm
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.geocities.com/jneves_2000/henri_lefebvre.htm
http://www.tvcultura.com.br/doctv/doctvIII_programa.htm
Noticias
http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/735013.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u42215.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u61624.shtml
http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=115663
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=300148
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u69532.shtml
Uma passagem do texto de José Newton Meneses retrata a ocasião na qual um grupo de turistas franceses, acompanhado por um guia de turismo, visita uma igreja barroca e se depara com uma senhora que fazia sua prece em voz alta. Este fato incomodou o guia, preocupado apenas em repetir para os visitantes a importância artística do espaço. Por outro lado, o ritual de reza da beata ilustrou um momento em que uma situação de aprendizado poderia ocorrer, mas que, por falta de percepção do guia, não foi bem aproveitada. Ele não notou que aquela manifestação cotidiana poderia servir de atrativo, de forma a traduzir para os turistas o entendimento daquele espaço (igreja) nos dias atuais. A beata então é vista naquela situação como elemento de presentificação.
Os situacionistas defendem a idéia de criação de novas situações, que possam agir de forma revolucionária. O movimento situacionista foi ativo no final dos anos ’60, época em que a arte estava muito presente, com ações contra a cultura, a ditadura e a realidade vigente. Os artistas da época aspiravam por grandes transformações, e pregavam que a arte deveria criar vida nas cidades, deveria ser vista como uma ferramenta de revolução do cotidiano.
A teoria dos momentos, de Henri Lefebvre, fala que a vida cotidiana pode ser dividida em momentos nos quais se intensifica o rendimento vital da cotidianidade. Tem determinados momentos na vida que vão ficando marcados, registrados em textos, imagens, vídeos e narrativas. O cotidiano não desperta interesse algum nas pessoas que participam dele, o que fica marcado são os momentos de quebra da rotina. Criar vida é criar situações, e trazer de volta aquilo que de alguma forma se conserva na memória.
Situações são momentos perecíveis, efêmeros. O caso do aluno Bruno Rímulo é retomado para exemplificar uma situação: o principal aspecto presente na promoção do café na praça está no desenrolar da conversa proporcionada pelo encontro entre os turistas e o cozinheiro. O que está em jogo então é a criação de uma situação de encontro que provoca estranhamento, e esse estranhamento é importante porque desperta interesse e atenção. Entretanto, uma situação de estranhamento não precisa necessariamente ocorrer em um lugar novo, o que deve ser analisado é a maneira como as pessoas se comportam no lugar. Deve-se então pensar em procedimentos para criar novas possibilidades de usos dos espaços.
O grande problema do urbanismo é que ele só se preocupa em resolver o problema habitacional e das vias de acesso, e se esquece de pensar na maneira como as pessoas vivem, tornando a cidade mais dinâmica. O conceito de jogo/lazer está relacionado a uma concepção de dinamismo. O jogo aqui retratado é uma construção coletiva, temporária, e não um jogo que visa a competição. É esse jogo que está na base da concepção de lazer.
Para exemplificar um tipo de jogo foi apresentado o vídeo Metros Quadrados, criado pelo Projeto Lotes Vagos. "Metros Quadrados reconstrói as relações entre as pessoas por meio de intervenções em lotes desocupados, enfocando, sobretudo, sua repercussão na paisagem urbana e no comportamento social. Além de discutir idéias como o vago, a propriedade, o jardim e o uso coletivo, o documentário registra uma cidade invisível, na qual os lotes são revelados como lugares potencias para criar múltiplos lugares e devires”.
A proposta traz vida momentânea aos espaços inicialmente mortos. Os novos usos estabelecidos foram: sala de tv, banquete, horta, playground, criação de vacas, salão de beleza e lonas amarelas espalhadas pelo lote, que serviam para recostar e descansar um pouco. O que foi feito, na verdade, foi a criação de motivos e eventos para atrair pessoas e promover encontros, através de um momento de estranhamento que provocou e despertou interesse.
Outros exemplos foram citados como: a possibilidade de haver mais áreas verdes nas cidades. A proposta seria começar com pequenos espaços onde árvores são plantadas e com o tempo isso iria se multiplicando. A construção desses espaços se faz através de parcerias com a comunidade. Um outro jogo entre os moradores de uma comunidade promovia uma permuta de espaços, sem contrato e sem troca econômica, apenas como uma maneira os espaços privados, de acordo com as carências de cada um dos envolvidos. Esse tipo de jogo acaba por gerar conflitos, já que tratam com diferentes interesses dos moradores. Contudo, esse conflito apenas atesta o fato de o jogo efetivamente despertar interesse, participação e contato entre as partes envolvidas.
Os eventos de rua são outros exemplos de formas capazes de chamar atenção e provocar interesse, pois fazem um corte na realidade urbana e modificam sua função social através de novas experiências que ficaram marcadas e darão origem a narrativas.
Palavra-chave: Lotes vagos
Lotes vagos foi escolhido como palavra-chave da aula porque consegue expressar de forma abrangente todo o conteúdo exposto. Considerando lote como “cada uma das partes de um todo que se reparte” podemos dizer que se trata de um espaço que compõe um território. Todo ambiente é composto por espaços que se diferenciam entre si por seus usos. Dizer que um espaço é vago pode significar diferentes coisas. O conceito de vago pode exprimir uma idéia de algo desocupado, que não está preenchido; ou ainda algo incerto, indeterminado. Portanto, um espaço vago pode se referir a uma área desabitada, abandonada, ou a alguma construção que permanece em nosso cotidiano, mas não apresenta um uso definido, capaz de despertar nossa atenção. Em ambos os casos, para que sejam aproveitados, é importante observar a maneira como os espaços são ou não usados e, a partir disso, desenvolver novas possibilidades de usos, através da construção de situações que possam causar estranhamento e despertar interesse.
Biografia
JOSE NEWTON COELHO MENEZES
José Newton Coelho Meneses possui mestrado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
Principais obras:
- MENESES, J. N. C. . História e Turismo Cultural. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. v. 1. 127 p.
- MENESES, J. N. C. . O Continente Rústico. Abastecimento alimentar nas Minas Gerais setecentistas. 1. ed. Diamantina - MG: Maria Fumaça Editora, 2000. v. 1. 263 p.
HENRI LEFEBVRE
Henri Lefebvre nasce na França a 16 de junho de 1901 e faleceu a 29 de junho de 1991.
Foi um importante filósofo marxista e sociólogo. Criticava os Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiano", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Principais obras:
- LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no mundo moderno. Trad. de Acides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991.
- LEFEBVRE, H. Hegel, Marx, Nietzche. Trad. de Mauro Armiño. México: Siglo Veinteuno, 1976.
Links
http://www.rizoma.net/interna.php?id=223&secao=anarquitextura
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ep/tetxt1.htm
http://www.rizoma.net/interna.php?id=130&secao=potlatch
http://www.geocities.com/jneves_2000/henri_lefebvre.htm
http://www.tvcultura.com.br/doctv/doctvIII_programa.htm
Noticias
http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/735013.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u42215.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u61624.shtml
http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=115663
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=300148
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u69532.shtml
[doc-m] marta [lotes vagos]
A aula do dia 19 de Novembro se iniciou com uma discussão a respeito do principal exercício que na educação patrimonial se deve pensar: como provocar situações que despertam interesse e curiosidade nas pessoas?
Para estudar o assunto fizemos a leitura de uma parte do texto de José Newton Meneses. Nele é relatada uma situação em que um grupo de turistas franceses vai a Igreja do Carmo em Diamantina, acompanhado de um guia. Enquanto ele estava contando a história da Igreja, uma senhora beata entra e inicia sua prece em voz alta. Ao invés do guia criar uma situação de aprendizado aproveitando essa manifestação cotidiana, ele continuou falando sobre a Igreja, somente abaixando a voz. O que poderia ter acontecido era uma interação dos franceses com a beata e deveria ser colocada em questão a ação do momento, porque na maioria das vezes são essas situações que o turista lembra quando volta ao hotel.
Vimos durante a aula que os situacionistas têm exatamente essa idéia de criar situações, que em sua maioria são revolucionárias. Como uma emergência de uma nova possibilidade de vida, surgem os movimentos revolucionários nos anos 60, como os contra cultura, anti-guerra, conta ditadura e hippie (flower power). A arte então, deixa de representar a vida nas cidades e passa a criar a vida nelas.
A partir da leitura do texto “Teoria dos momentos e construção das situações” de Henri Lefebvre podemos pensar que a vida cotidiana poderia ser dividida em elementos. Seriam momentos onde a vida se intensifica e que ficam marcados por ela toda, representados através de imagens, vídeos ou narrativas.
O que a educação patrimonial busca, é criar um aprendizado que faça com que esse momento torne uma situação de encontro e marque a vida da pessoa. Um exemplo dado na aula foi o caso do Bruno Rimulo, que desenvolve o café na praça, proporcionando um encontro entre as crianças e o cozinheiro. Esse momento causa um estranhamento que desperta o interesse de ambos. Esse estranhamento não envolve só o lugar, mas também a maneira como o turista vai se comportar. O turista não precisa estar em um lugar novo, ele pode estar no mesmo lugar, mas vivendo momentos diferentes.
Para exemplificar melhor essa situação, o professor Fred acabou contando onde será realizada nossa visita técnica, que antes era segredo. Vamos a Ouro Preto e a pergunta não é o que é o lugar e sim quais os procedimentos serão criados para andar pela cidade por um dia. Devemos pensar quais as situações que podem ser criadas, pois elas não são dadas. Assim surgem novas possibilidades de uso dos espaços.
O grande problema dos urbanistas é que eles só pensam em resolver o problema habitacional e de vias de acesso, enquanto deveriam se preocupar em que vida é essa que a pessoa vai levar. Mas existem alguns urbanistas que se especializam em jogo e lazer, uma concepção mais dinâmica. Eles pensam no jogo que está na base da concepção de lazer, como um fator coletivo e temporário e não como uma competição.
Após essas discussões, assistimos ao filme Metros Quadrados, um documentário de intervenção urbana feita por alguns arquitetos e artistas plásticos exibido na Tv Cultura. O vídeo mostra pessoas criando situações diferentes, com novas possibilidades de narrativas. O projeto chamado Lotes Vagos, utilizou de lotes desocupados para criar novos usos do espaço e transformar o cotidiano das pessoas. “Os lotes desocupados e escondidos em diversos bairros foram temporariamente transformados em lugares de encontro, descanso e de lazer”. Alguns dos eventos ocorridos foram: horta, brinquedos, lonas amarelas, banquete, cabeleireiros e sala de tv. Esses eventos foram desenvolvidos pensando em criar situações de estranhamento, em que os próprios moradores passariam no local e não reconheceriam o mesmo.
Ao final da aula, vimos algumas lâminas sobre o assunto. Uma que achei bem interessante mostrava uma manifestação cultural, onde as pessoas apresentavam peças teatrais no meio das ruas. Elas estavam mudando um padrão, pois um lugar onde só se passa carro estava servindo de palco por algum momento.
Palavra-chave: Lotes vagos
A palavra-chave escolhida ao final da aula foi lotes vagos. A palavra lote no dicionário da língua portuguesa significa “cada uma das partes de um todo que se reparte” e vago da idéia de vazio, livre, sem ocupação. De acordo com a aula, “Lotes Vagos, são espaços para contínuas ações de intervenção que podem transformá-los em locais públicos temporários”.
Biografia
José Newton Coelho Meneses
Mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
- História e Turismo Cultural - Editora: Autêntica
Henri Lefebvre
(Hagetmau, 16 de junho de 1901 — 29 de junho de 1991) foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês.
Criticava os Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiado", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Links relacionados
http://www.revistacinetica.com.br/santiagocezar.htm
http://poro.redezero.org/
http://www.rizoma.net/interna.php?id=277&secao=artefato
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq027/arq027_02.asp
http://passantes.redezero.org/principal.htm
Noticias
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=27824&more=1&c=1&tb=1&pb=1
http://ronaldoas.multiply.com/journal/item/32
http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=17730&more=1
http://acd.ufrj.br/historiadopaisagismo/seminario/tematica.htm
http://www.irohin.org.br/imp/n15/06.htm
Para estudar o assunto fizemos a leitura de uma parte do texto de José Newton Meneses. Nele é relatada uma situação em que um grupo de turistas franceses vai a Igreja do Carmo em Diamantina, acompanhado de um guia. Enquanto ele estava contando a história da Igreja, uma senhora beata entra e inicia sua prece em voz alta. Ao invés do guia criar uma situação de aprendizado aproveitando essa manifestação cotidiana, ele continuou falando sobre a Igreja, somente abaixando a voz. O que poderia ter acontecido era uma interação dos franceses com a beata e deveria ser colocada em questão a ação do momento, porque na maioria das vezes são essas situações que o turista lembra quando volta ao hotel.
Vimos durante a aula que os situacionistas têm exatamente essa idéia de criar situações, que em sua maioria são revolucionárias. Como uma emergência de uma nova possibilidade de vida, surgem os movimentos revolucionários nos anos 60, como os contra cultura, anti-guerra, conta ditadura e hippie (flower power). A arte então, deixa de representar a vida nas cidades e passa a criar a vida nelas.
A partir da leitura do texto “Teoria dos momentos e construção das situações” de Henri Lefebvre podemos pensar que a vida cotidiana poderia ser dividida em elementos. Seriam momentos onde a vida se intensifica e que ficam marcados por ela toda, representados através de imagens, vídeos ou narrativas.
O que a educação patrimonial busca, é criar um aprendizado que faça com que esse momento torne uma situação de encontro e marque a vida da pessoa. Um exemplo dado na aula foi o caso do Bruno Rimulo, que desenvolve o café na praça, proporcionando um encontro entre as crianças e o cozinheiro. Esse momento causa um estranhamento que desperta o interesse de ambos. Esse estranhamento não envolve só o lugar, mas também a maneira como o turista vai se comportar. O turista não precisa estar em um lugar novo, ele pode estar no mesmo lugar, mas vivendo momentos diferentes.
Para exemplificar melhor essa situação, o professor Fred acabou contando onde será realizada nossa visita técnica, que antes era segredo. Vamos a Ouro Preto e a pergunta não é o que é o lugar e sim quais os procedimentos serão criados para andar pela cidade por um dia. Devemos pensar quais as situações que podem ser criadas, pois elas não são dadas. Assim surgem novas possibilidades de uso dos espaços.
O grande problema dos urbanistas é que eles só pensam em resolver o problema habitacional e de vias de acesso, enquanto deveriam se preocupar em que vida é essa que a pessoa vai levar. Mas existem alguns urbanistas que se especializam em jogo e lazer, uma concepção mais dinâmica. Eles pensam no jogo que está na base da concepção de lazer, como um fator coletivo e temporário e não como uma competição.
Após essas discussões, assistimos ao filme Metros Quadrados, um documentário de intervenção urbana feita por alguns arquitetos e artistas plásticos exibido na Tv Cultura. O vídeo mostra pessoas criando situações diferentes, com novas possibilidades de narrativas. O projeto chamado Lotes Vagos, utilizou de lotes desocupados para criar novos usos do espaço e transformar o cotidiano das pessoas. “Os lotes desocupados e escondidos em diversos bairros foram temporariamente transformados em lugares de encontro, descanso e de lazer”. Alguns dos eventos ocorridos foram: horta, brinquedos, lonas amarelas, banquete, cabeleireiros e sala de tv. Esses eventos foram desenvolvidos pensando em criar situações de estranhamento, em que os próprios moradores passariam no local e não reconheceriam o mesmo.
Ao final da aula, vimos algumas lâminas sobre o assunto. Uma que achei bem interessante mostrava uma manifestação cultural, onde as pessoas apresentavam peças teatrais no meio das ruas. Elas estavam mudando um padrão, pois um lugar onde só se passa carro estava servindo de palco por algum momento.
Palavra-chave: Lotes vagos
A palavra-chave escolhida ao final da aula foi lotes vagos. A palavra lote no dicionário da língua portuguesa significa “cada uma das partes de um todo que se reparte” e vago da idéia de vazio, livre, sem ocupação. De acordo com a aula, “Lotes Vagos, são espaços para contínuas ações de intervenção que podem transformá-los em locais públicos temporários”.
Biografia
José Newton Coelho Meneses
Mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
- História e Turismo Cultural - Editora: Autêntica
Henri Lefebvre
(Hagetmau, 16 de junho de 1901 — 29 de junho de 1991) foi um importante filósofo marxista e sociólogo francês.
Criticava os Althusserianos por apagar a ação dos sujeitos no processo de comunicação. Segundo ele fatores importantes como a vivência dos receptores, a "decodificação pelo cotidiado", as mediações e os lugares dos sujeitos foram esquecidos.
Links relacionados
http://www.revistacinetica.com.br/santiagocezar.htm
http://poro.redezero.org/
http://www.rizoma.net/interna.php?id=277&secao=artefato
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq027/arq027_02.asp
http://passantes.redezero.org/principal.htm
Noticias
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=27824&more=1&c=1&tb=1&pb=1
http://ronaldoas.multiply.com/journal/item/32
http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=17730&more=1
http://acd.ufrj.br/historiadopaisagismo/seminario/tematica.htm
http://www.irohin.org.br/imp/n15/06.htm
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
[doc-n] ana carolina [empowerment]
Educação patrimonial leva ao desenvolvimento do auto-estima dos indivíduos e comunidade, e a valorização de sua cultura. Para o desenvolvimento de ações educacionais voltadas para o uso e a apropriação dos bens culturais que compõem o nosso “patrimônio cultural”, inúmeras experiências e atividades são realizadas, e demonstram resultados surpreendentes na recuperação da memória coletiva, no resgate da auto-estima de comunidades em processo de desestruturação, no desenvolvimento local e no encontro de soluções inovadoras de preservação do patrimônio cultural, em áreas sob o impacto de mudanças e transformações radicais em seu meio ambiente.
A Educação Patrimonial pode ser assim um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Este processo leva ao desenvolvimento da auto-estima dos indivíduos e comunidades, e à valorização de sua cultura, como propõe Paulo Freire em sua idéia de “empowerment”, de reforço e capacitação para o exercício da auto-afirmação.
Reconhecer que todos os povos produzem cultura e que cada um tem uma forma diferente de se expressar é aceitar a diversidade cultural. Este conceito nos permite ter uma visão mais ampla do processo histórico, reconhecendo que não existem culturas mais importantes do que outras. O Brasil é um país pluricultural e deve esta característica ao conjunto de etnias que o formaram e à extensão do seu território. Estas diversidades culturais regionais contribuem para a formação da identidade do cidadão brasileiro, incorporando-se ao processo de formação do indivíduo, e permitindo-lhe reconhecer o passado, compreender o presente e agir sobre ele.
Os graus de abertura para com a participação popular são: coerção, manipulação, informação, consulta, cooptação, parceria, delegação de poder e a autogestão.
Palavra-chave: O conceito de empowerment que é a palavra-chave, pode ser definido como um processo de reconhecimento, criação e utilização de recursos e de instrumentos pelos indivíduos, grupos e comunidades, em si mesmos e no meio envolvente, que se traduz num acréscimo de poder - psicológico, sócio-cultural, político e econômico - que permite a estes sujeitos aumentar a eficácia do exercício da sua cidadania. O caminho histórico que alimentou este conceito tem sido um caminho que visa a libertação dos indivíduos relativamente a estruturas, conjunturas e práticas culturais e sociais que se revelam injustas, opressivas e discriminadoras, através de um processo de reflexão sobre a realidade da vida humana.
Biografia
1.Autor, Paulo Freire:
Nascido em 19 de setembro de 1921 de pais de classe média no Recife, Brasil, Paulo Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino particular.
Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, ele nunca exerceu a profissão e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, ele se casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.
Em 1946, Freire foi indicado Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado Teologia da Libertação. Uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.
Em 1961, ele foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife, e em 1962 ele teve sua primeira oportunidade para uma aplicação significante de suas teorias, quando ele ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a esse experimento, o Governo Brasileiro aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.
Em 1964, um golpe militar extinguiu este esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida ele passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967, Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado a ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado em varias linguas como o espanhol, o inglês em 1970, e até o Hebraico em 1981. Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.
Depois de um ano em Cambridge, Freire se mudou para Geneva, Suíça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo Freire atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente Guinea Bissau e Moçambique.
Em 1979, ele já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Freire se filiou ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado Secretário de Educação para São Paulo.
Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também seguiu seu programa educacional.
Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para estender e elaborar suas teorias sobre educação popular. O instituto mantem os arquivos de Paulo Freire.
Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997 às 6h53 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias, mas teve um infarto.
2.Autor: Marcelo Lopes de Souza:
Obra indicada: A Prisão e Agora
Dados do autor:
Possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2003) e mestrado em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2006). Atualmente é docente da Universidade Estadual de Goiás, campus Itumbiara, curso de Economia, com regime parcial de 8 horas semanais.
Reportagens
http://www.portaldaadministracao.org/2007/05/relacao-do-empowerment-com-os-estagios-evolutivos-das-areas-funcionais/
http://www.fundipan.org.br/port/trigoetalento/bunge.htm
http://gaia.org.pt/node/2062
http://www.hackerteen.com.br/noticia_19.php
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=388931
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire
http://www.paulofreire.org/pf_livros.htm
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4526570P6
http://compare.buscape.com.br/a-prisao-e-a-agora-marcelo-lopes-de-souza-8528612090.html
A Educação Patrimonial pode ser assim um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Este processo leva ao desenvolvimento da auto-estima dos indivíduos e comunidades, e à valorização de sua cultura, como propõe Paulo Freire em sua idéia de “empowerment”, de reforço e capacitação para o exercício da auto-afirmação.
Reconhecer que todos os povos produzem cultura e que cada um tem uma forma diferente de se expressar é aceitar a diversidade cultural. Este conceito nos permite ter uma visão mais ampla do processo histórico, reconhecendo que não existem culturas mais importantes do que outras. O Brasil é um país pluricultural e deve esta característica ao conjunto de etnias que o formaram e à extensão do seu território. Estas diversidades culturais regionais contribuem para a formação da identidade do cidadão brasileiro, incorporando-se ao processo de formação do indivíduo, e permitindo-lhe reconhecer o passado, compreender o presente e agir sobre ele.
Os graus de abertura para com a participação popular são: coerção, manipulação, informação, consulta, cooptação, parceria, delegação de poder e a autogestão.
Palavra-chave: O conceito de empowerment que é a palavra-chave, pode ser definido como um processo de reconhecimento, criação e utilização de recursos e de instrumentos pelos indivíduos, grupos e comunidades, em si mesmos e no meio envolvente, que se traduz num acréscimo de poder - psicológico, sócio-cultural, político e econômico - que permite a estes sujeitos aumentar a eficácia do exercício da sua cidadania. O caminho histórico que alimentou este conceito tem sido um caminho que visa a libertação dos indivíduos relativamente a estruturas, conjunturas e práticas culturais e sociais que se revelam injustas, opressivas e discriminadoras, através de um processo de reflexão sobre a realidade da vida humana.
Biografia
1.Autor, Paulo Freire:
Nascido em 19 de setembro de 1921 de pais de classe média no Recife, Brasil, Paulo Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino particular.
Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, ele nunca exerceu a profissão e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, ele se casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.
Em 1946, Freire foi indicado Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado Teologia da Libertação. Uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.
Em 1961, ele foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife, e em 1962 ele teve sua primeira oportunidade para uma aplicação significante de suas teorias, quando ele ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a esse experimento, o Governo Brasileiro aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.
Em 1964, um golpe militar extinguiu este esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida ele passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967, Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado a ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado em varias linguas como o espanhol, o inglês em 1970, e até o Hebraico em 1981. Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.
Depois de um ano em Cambridge, Freire se mudou para Geneva, Suíça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo Freire atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente Guinea Bissau e Moçambique.
Em 1979, ele já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Freire se filiou ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado Secretário de Educação para São Paulo.
Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também seguiu seu programa educacional.
Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para estender e elaborar suas teorias sobre educação popular. O instituto mantem os arquivos de Paulo Freire.
Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997 às 6h53 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias, mas teve um infarto.
2.Autor: Marcelo Lopes de Souza:
Obra indicada: A Prisão e Agora
Dados do autor:
Possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2003) e mestrado em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2006). Atualmente é docente da Universidade Estadual de Goiás, campus Itumbiara, curso de Economia, com regime parcial de 8 horas semanais.
Reportagens
http://www.portaldaadministracao.org/2007/05/relacao-do-empowerment-com-os-estagios-evolutivos-das-areas-funcionais/
http://www.fundipan.org.br/port/trigoetalento/bunge.htm
http://gaia.org.pt/node/2062
http://www.hackerteen.com.br/noticia_19.php
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=388931
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire
http://www.paulofreire.org/pf_livros.htm
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4526570P6
http://compare.buscape.com.br/a-prisao-e-a-agora-marcelo-lopes-de-souza-8528612090.html
[doc-m] luanna [participação]
A aula do dia 05 de outubro de 2007, começou com a leitura do relatório da aluna Pámela, logo após o professor Frederico iniciou a aula com a discursão sobre o que é educação patrimonial. Segundo foi passado na última aula, educação patrimonial é a implementação de ações educativas de investigação, apropriação e valorização do patrimônio cultural.
Foi colocado que a relação da participação (palavra chave) da comunidade e da população com o patrimônio se faz a partir de uma escala de participação citada pelo autor Marcelo Lopes de Souza no livro ‘A prisão e a ágora’ que neste coloca para se pensar sobre uma questão de âmbito nacional. Primeiramente foi colocado a questão da educação patrimonial como um processo ativo de conhecimento, apropriação, e valorização da herança cultural propiciando a geração e produção de novos conhecimentos, um processo contínuo de criação. Assim, se leva a pensar no pressuposto que a experiência e conhecimento sobre um determinado lugar vai possibilitar o conhecimento sobre este, isso significa que o método didático não é só passar as informações sobre algo mais sim um método criativo que está a margem de vestígio deixado no lugar visitado. Como por exemplo às manifestações culturais como um modo de fazer de criar. A educação patrimonial é também um método de investigação onde leva a valorização do saber cultural, como propõe Paulo Freire em sua idéia de ‘empowerment’ que significa dar o poder, reforço e capacitação para o exercício de auto-afirmação. Este é para provocar a participação em um exercício de construção de uma autonomia, uma autoconcientização.
O processo de produção , investigação e de autonomia juntos formam uma instancia que relacionados colocam em jogo um processo de investigação que visa uma autonomia individual, onde a pessoa vê que o objeto a ser visitado é intocável mais é uma manifestação cultural, porque mesmo intocável ele faz parte do processo de manifestação, e isso que faz uma autoconcientização. Onde a pessoa, a comunidade e o local que está sendo visitado começa a ser percebido como uma autonomia individual. Porque se você não conscientiza, a pessoa sempre vai ser mais uma marionete dentro de um cenário maior, pois a questão é dar um mínimo de autonomia para que ele se torna um homem sujeito para entender qual é o papel dele dentro da manifestação cultural, por isso é importante investigar quais são as marcas e vestígios.
Faz-se pensar também em uma escala para ter um planejamento urbano que se dá pelos diversos agentes como o turista a comunidade e ou o poder público que coloca em jogo a participação de diferentes agentes, e durante essa relação entre eles qual é a real chance de se dar uma nova autonomia e conscientização do individuo do que ele está fazendo ali, porque muito mais do que conceitos isso quer dizer e mostrar uma dinâmicas pedagógicas.
Marcelo Lopes coloca no seu livro sobre oito categorias ou níveis de participação que vai deste da não participação (coerção e manipulação), passando pelo pseudo – participação (informação, consulta e cooptação), co – responsabilidade (parceria e delegação de poder) e a participação de autonomia (autogestão); onde o individuo sabe o que ele esta fazendo na construção cultural. Então o que são cada um desses níveis que dizem a respeito à dinâmica de produção cultural, no caso da coerção é um tipo de dinâmica participativa onde a população não é consultada. Coagir é você pegar a pessoa, e não é nem manipular, porque este leva a pessoa muito gentilmente para onde você quer, mais no caso da coersão é um tipo de coação onde se faz a pessoa a concordar a através do método da violência. Exemplo disso é a remoção da favela, é uma dinâmica participativa onde a comunidade não é ouvida, consultada, limpar a área para fazer outras coisas. Sem ver a necessidades das pessoas e tudo por meio da violência, por isso ela é considerada uma não participação. Onde não existe uma participação, uma investigação e muito menos uma autonomia. O que tem aqui é uma vontade de retirar o individuo do lugar onde ele estar, tirar o poder dele (empowerment) de se expressar, tirando o último poder que ele poderia ter, que é de poder estar em um lugar onde ele próprio escolheu e quer estar. Isso se encaixa com a palavra chave que é participação que não pode ser uma possibilidade aberta apenas a alguns privilegiados, ela deve ser uma oportunidade efetiva, acessível a todas as pessoas. Cada individuo é responsável pelo que acontece nas questões locais, nacionais e internacionais e, portanto, co-responsáveis por tudo o que ocorre nele. A única forma de transformar este direito em realidade é através da participação, principalmente na área do turismo, onde a participação da comunidade é o fator primordial para que se possa desenvolver um planejamento turístico no local.
A resignação e o medo da participação são resultados da cultura autoritária, que perpassa nossa história e instalou-se na nossa cultura e, portanto, nos nossos próprios hábitos. Participar, em vez de ser regra geral, tornou-se uma exceção. Temos, então, o cidadão limitado, fechado, sem iniciativa, dependente.
Manipulação: na manipulação a população atingida é ludibriada, ao ser induzida, mediante o uso macuco da propaganda ou de outros expedientes, aceitar intervenções que, em outras circunstancias, com pleno conhecimento de causa, certamente não aceitaria. Em fim é o nível onde uma pessoa não dá todos os dados sobre ou relacionados ao patrimônio, manipula informação de forma a ser como a o líder quer. Um exemplo a ser citado é a receita de bolo que a vó Maria faz, a partir dai cria-se um discurso dessa receita que precisa ser preservada, mais as vezes é manipulada sobre a opinião que a receita é boa, mesmo assim se agrega uma importância cultural enorme, dela ser objeto de uma lei de preservação patrimonial.
Informação: a informação é a maneira mais clara que uma pessoa recebe quando alguém disponibiliza algo. Por exemplo, um guia turístico passa informação sobre um local e você recebe a informação que está sendo dada, ou quando é apresentado algum projeto, você passa sua informação ao poder público, colocando sua opinião. Como o nome sugere, o estado disponibiliza informações sobre as intervenções planejadas, informações estas que, dependendo do grau de transparência do jogo político e da natureza da cultura política, serão menos ou mais completas e confiáveis.
Consulta: O processo de consulta se for bem organizado, será útil para o balizamento da atividade planejadora. O “detalhe” é que não há, em esquema meramente consultivo, nenhuma garantia de que as opiniões da população serão respeitadas e incorporadas pelos tomadores de decisão. Um exemplo comum é o turismólogo fazendo o planejamento de uma cidade, ele na maioria das vezes pergunta a população sobre o objeto a ser implantado, mas se ele vai ouvir, aceitar ou não ou até mesmo gerenciar junto com a população depende inteiramente da sua decisão e ou consciência. A informação vai ser dada , mais é facultativo e não obrigatório, por que quem tem mais poder é que vai decidir qual a ordem a ser tomada.
Cooptação: A cooptação estritamente individual, é parte integrante ou preparatória para a cooptação de organizações e grupos, serve, de maneira menos ou mais intencional e deliberada, a um propósito de conquistar respaldo popular a um custo mínimo, se que o aparelho de estado verdadeiramente partilhe poder. Enfim a cooptação é o meio mais sutil, para fazer as pessoas participarem, mais ainda não é de forma autêntica, por exemplo, o curso de turismo pode mudar seu currículo varias vezes passando de uma a cem mas o sentido do estudo e das matérias vão ser reproduzidos na mesma forma. Um outro exemplo é quando um turismólogo vai implantar um projeto turístico em uma região ele vai primeiramente reunir com a liderança comunitária, para se firmar com esta, pois através da participação da liderança, distribuindo atividades para ela, consegue-se conquistar um espaço e se tem um consenso comum de como vai ser o projeto e como ele vai se estabelecido.
Parceria: A parceria corresponde a um nível de participação autenticamente associado a um compartilhamento de poder decisório, caracterizando-se, ainda, por elevada transparência. Nela o aparelho de estado e a sociedade civil organizada interagem, em um ambiente de dialogo e transparência para implementação de uma política publica a organização e a viabilização de um esquema de gestão ou a realização de uma intervenção especifica. Exemplo disso é um cozinheiro de um restaurante, fazer alguma parceria ou adquirir alguma nova experiência com atitude simples mas objetiva. Em um dia qualquer depois que ele faz a comida vai até a mesa dos clientes do restaurante e pergunta se eles gostaram ou não, além da experiência que em cada mesa ele poderá ficar aberto para novas parcerias que futuramente possam engrandecer sua profissão.
Delegação de poder: A delegação de poder vai ainda mais além da parceria, pois nela o estado abdica, no que se refere a várias esferas da administração, co-interferir decisoriamente, ou até mesmo de se valer do direito de veto, transferindo toda uma gama de atribuições para instâncias e canais participativos nos quais a sociedade civil tem a última palavra. Na delegação de poder você dá autonomia ou o poder por exemplo para o cozinheiro ir até a mesa onde está o cliente para questionar sobre sua satisfação em relação ao restaurante. Cria a possibilidade de conhecimento do cozinheiro e ate mesmo do cliente, através da responsabilidade que é dada ao cozinheiro.
Autogestão: No que tange a canais participativos formais, instituídos pelo estado, a delegação de poder é o nível mais elevado que se pode almejar. Ir além disso, implementando políticas estratégicas altogestionariamente, sem a presença de uma instancia de poder “separada” do restante da sociedade (Estado), a qual decide quanto, quando e como o poder poderá ser transferido, isso pressupõe um macrocontexto social autônomo, muitíssimo diferente do binômio capitalismo mais democracia representativa. Tal não impede, decerto, que experiências autogestionárias tenham lugar, menos ou mais efemeramente e com menor ou maior impacto político pedagógico, marginalmente, nas bordas do sistema heterônomo, como em imóveis ocupados por sem-teto e outras expressões de insurgência protagonizadas por movimentos sociais. Enfim, autogestão, é quando se coloca todos os agentes envolvidos que é desde o turismólogo, do turista, do poder público, e da comunidade quando todos esses autores eles participam coletivamente da decisão e o que ta em jogo é sempre o bem estar de todos, isso significa que todos esse agente vão ter que conversar , consultar, pensar como parceiro no projeto e nenhuma decisão é tomada sem o outro ser consultado. Por exemplo o movimento social dos sem terra, que lutam junto por terras independente de onde for, querem seu canto para morar e isso vai contra o poder público, mais isso mostra que todo mundo participa a partir do momento que há uma conversa entre o poder com as pessoas do movimento, onde só é conseguido ter sucesso quando cada um não só pense por conta própria autonamente, mais sim em conjunto.
biografia
MARCELO LOPES DE SOUZA
Marcelo Lopes de Souza é professor da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Pesquisas sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD), e pesquisador do CNPq. É autor, entre outros livros, de Mudar a cidade e A prisão e a agora, ambos publicados pela editora Bertrand Brasil.
TÍTULOS
1985 - Bacharel em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
1988 - Especialista em Sociologia Urbana (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ).
1988 - Mestre em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1993 - Doutor em Geografia (área complementar: Ciência Política) (Eberhard-Karls-Universität Tübingen, Alemanha).
è PRÊMIOS
1994 - Obtenção do 1.° prêmio do concurso bianual da Arbeitsgemeinschaft Deutsche Lateinamerika-Forschung - ADLAF (Sociedade Alemã de Pesquisas sobre a América Latina). O concurso foi instituído pela ADLAF para premiar as melhores dissertações de Doutorado escritas na Alemanha versando sobre temas latino-americanos, e dele participam representantes das mais diversas áreas das ciências humanas e sociais. Título do trabalho premiado: "Armut, sozialräumliche segregation und sozialer Konflikt in der Metropolitanregion von Rio de Janeiro. Ein Beitrag zur Analyse der 'Stadtfrage' in Brasilien" ("Pobreza, segregação sócio-espacial e conflito social na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Uma contribuição para a análise da 'questão urbana' no Brasil"). Tese de Doutorado publicada pelo Selbstverlag des Geographischen Instituts (Editora do Instituto de Geografia) da Universidade de Tübingen, Alemanha (= série Tübinger Geographische Studien, n.° 111).
2001 - Prêmio JABUTI, da Câmara Brasileira do Livro, como um dos três melhores livros publicados no ano 2000 em território brasileiro na categoria Ciências Humanas e Educação, pela obra "O desafio metropolitano. Um estudo sobre a problemática sócio-espacial nas metrópoles brasileiras" (Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2000).
sites
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=25&id=278
http://www.cidadesrevista.com.br/html/espacos_da_participacao_popula.html
http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/imprimir.php?id_edicao=170&codigo=2
http://www.temasemdebate.cnpm.embrapa.br/textos/051018_TERRITORIO_ESPACO_quarta.pdf
http://www.vermelho.org.br/museu/principios/anteriores.asp?edicao=35&cod_not=820
http://www.unesp.br/aci/jornal/195/livros.php
notícias
http://www.planetanews.com/produto/L/55668/planejamento-urbano-e-ativismos-sociais-marcelo-lopes-de-souza---glauco-rodrigue.html
http://www.revistasim.com.br/asp/materia.asp?idtexto=1275
http://compare.buscape.com.br/a-prisao-e-a-agora-marcelo-lopes-de-souza-8528612090.html
http://italogeografia.wordpress.com/2007/06/16/o-problema-da-violencia/
http://www.anuario.igeo.ufrj.br/anuario_1994/vol_17_65%20_72.pdf
Foi colocado que a relação da participação (palavra chave) da comunidade e da população com o patrimônio se faz a partir de uma escala de participação citada pelo autor Marcelo Lopes de Souza no livro ‘A prisão e a ágora’ que neste coloca para se pensar sobre uma questão de âmbito nacional. Primeiramente foi colocado a questão da educação patrimonial como um processo ativo de conhecimento, apropriação, e valorização da herança cultural propiciando a geração e produção de novos conhecimentos, um processo contínuo de criação. Assim, se leva a pensar no pressuposto que a experiência e conhecimento sobre um determinado lugar vai possibilitar o conhecimento sobre este, isso significa que o método didático não é só passar as informações sobre algo mais sim um método criativo que está a margem de vestígio deixado no lugar visitado. Como por exemplo às manifestações culturais como um modo de fazer de criar. A educação patrimonial é também um método de investigação onde leva a valorização do saber cultural, como propõe Paulo Freire em sua idéia de ‘empowerment’ que significa dar o poder, reforço e capacitação para o exercício de auto-afirmação. Este é para provocar a participação em um exercício de construção de uma autonomia, uma autoconcientização.
O processo de produção , investigação e de autonomia juntos formam uma instancia que relacionados colocam em jogo um processo de investigação que visa uma autonomia individual, onde a pessoa vê que o objeto a ser visitado é intocável mais é uma manifestação cultural, porque mesmo intocável ele faz parte do processo de manifestação, e isso que faz uma autoconcientização. Onde a pessoa, a comunidade e o local que está sendo visitado começa a ser percebido como uma autonomia individual. Porque se você não conscientiza, a pessoa sempre vai ser mais uma marionete dentro de um cenário maior, pois a questão é dar um mínimo de autonomia para que ele se torna um homem sujeito para entender qual é o papel dele dentro da manifestação cultural, por isso é importante investigar quais são as marcas e vestígios.
Faz-se pensar também em uma escala para ter um planejamento urbano que se dá pelos diversos agentes como o turista a comunidade e ou o poder público que coloca em jogo a participação de diferentes agentes, e durante essa relação entre eles qual é a real chance de se dar uma nova autonomia e conscientização do individuo do que ele está fazendo ali, porque muito mais do que conceitos isso quer dizer e mostrar uma dinâmicas pedagógicas.
Marcelo Lopes coloca no seu livro sobre oito categorias ou níveis de participação que vai deste da não participação (coerção e manipulação), passando pelo pseudo – participação (informação, consulta e cooptação), co – responsabilidade (parceria e delegação de poder) e a participação de autonomia (autogestão); onde o individuo sabe o que ele esta fazendo na construção cultural. Então o que são cada um desses níveis que dizem a respeito à dinâmica de produção cultural, no caso da coerção é um tipo de dinâmica participativa onde a população não é consultada. Coagir é você pegar a pessoa, e não é nem manipular, porque este leva a pessoa muito gentilmente para onde você quer, mais no caso da coersão é um tipo de coação onde se faz a pessoa a concordar a através do método da violência. Exemplo disso é a remoção da favela, é uma dinâmica participativa onde a comunidade não é ouvida, consultada, limpar a área para fazer outras coisas. Sem ver a necessidades das pessoas e tudo por meio da violência, por isso ela é considerada uma não participação. Onde não existe uma participação, uma investigação e muito menos uma autonomia. O que tem aqui é uma vontade de retirar o individuo do lugar onde ele estar, tirar o poder dele (empowerment) de se expressar, tirando o último poder que ele poderia ter, que é de poder estar em um lugar onde ele próprio escolheu e quer estar. Isso se encaixa com a palavra chave que é participação que não pode ser uma possibilidade aberta apenas a alguns privilegiados, ela deve ser uma oportunidade efetiva, acessível a todas as pessoas. Cada individuo é responsável pelo que acontece nas questões locais, nacionais e internacionais e, portanto, co-responsáveis por tudo o que ocorre nele. A única forma de transformar este direito em realidade é através da participação, principalmente na área do turismo, onde a participação da comunidade é o fator primordial para que se possa desenvolver um planejamento turístico no local.
A resignação e o medo da participação são resultados da cultura autoritária, que perpassa nossa história e instalou-se na nossa cultura e, portanto, nos nossos próprios hábitos. Participar, em vez de ser regra geral, tornou-se uma exceção. Temos, então, o cidadão limitado, fechado, sem iniciativa, dependente.
Manipulação: na manipulação a população atingida é ludibriada, ao ser induzida, mediante o uso macuco da propaganda ou de outros expedientes, aceitar intervenções que, em outras circunstancias, com pleno conhecimento de causa, certamente não aceitaria. Em fim é o nível onde uma pessoa não dá todos os dados sobre ou relacionados ao patrimônio, manipula informação de forma a ser como a o líder quer. Um exemplo a ser citado é a receita de bolo que a vó Maria faz, a partir dai cria-se um discurso dessa receita que precisa ser preservada, mais as vezes é manipulada sobre a opinião que a receita é boa, mesmo assim se agrega uma importância cultural enorme, dela ser objeto de uma lei de preservação patrimonial.
Informação: a informação é a maneira mais clara que uma pessoa recebe quando alguém disponibiliza algo. Por exemplo, um guia turístico passa informação sobre um local e você recebe a informação que está sendo dada, ou quando é apresentado algum projeto, você passa sua informação ao poder público, colocando sua opinião. Como o nome sugere, o estado disponibiliza informações sobre as intervenções planejadas, informações estas que, dependendo do grau de transparência do jogo político e da natureza da cultura política, serão menos ou mais completas e confiáveis.
Consulta: O processo de consulta se for bem organizado, será útil para o balizamento da atividade planejadora. O “detalhe” é que não há, em esquema meramente consultivo, nenhuma garantia de que as opiniões da população serão respeitadas e incorporadas pelos tomadores de decisão. Um exemplo comum é o turismólogo fazendo o planejamento de uma cidade, ele na maioria das vezes pergunta a população sobre o objeto a ser implantado, mas se ele vai ouvir, aceitar ou não ou até mesmo gerenciar junto com a população depende inteiramente da sua decisão e ou consciência. A informação vai ser dada , mais é facultativo e não obrigatório, por que quem tem mais poder é que vai decidir qual a ordem a ser tomada.
Cooptação: A cooptação estritamente individual, é parte integrante ou preparatória para a cooptação de organizações e grupos, serve, de maneira menos ou mais intencional e deliberada, a um propósito de conquistar respaldo popular a um custo mínimo, se que o aparelho de estado verdadeiramente partilhe poder. Enfim a cooptação é o meio mais sutil, para fazer as pessoas participarem, mais ainda não é de forma autêntica, por exemplo, o curso de turismo pode mudar seu currículo varias vezes passando de uma a cem mas o sentido do estudo e das matérias vão ser reproduzidos na mesma forma. Um outro exemplo é quando um turismólogo vai implantar um projeto turístico em uma região ele vai primeiramente reunir com a liderança comunitária, para se firmar com esta, pois através da participação da liderança, distribuindo atividades para ela, consegue-se conquistar um espaço e se tem um consenso comum de como vai ser o projeto e como ele vai se estabelecido.
Parceria: A parceria corresponde a um nível de participação autenticamente associado a um compartilhamento de poder decisório, caracterizando-se, ainda, por elevada transparência. Nela o aparelho de estado e a sociedade civil organizada interagem, em um ambiente de dialogo e transparência para implementação de uma política publica a organização e a viabilização de um esquema de gestão ou a realização de uma intervenção especifica. Exemplo disso é um cozinheiro de um restaurante, fazer alguma parceria ou adquirir alguma nova experiência com atitude simples mas objetiva. Em um dia qualquer depois que ele faz a comida vai até a mesa dos clientes do restaurante e pergunta se eles gostaram ou não, além da experiência que em cada mesa ele poderá ficar aberto para novas parcerias que futuramente possam engrandecer sua profissão.
Delegação de poder: A delegação de poder vai ainda mais além da parceria, pois nela o estado abdica, no que se refere a várias esferas da administração, co-interferir decisoriamente, ou até mesmo de se valer do direito de veto, transferindo toda uma gama de atribuições para instâncias e canais participativos nos quais a sociedade civil tem a última palavra. Na delegação de poder você dá autonomia ou o poder por exemplo para o cozinheiro ir até a mesa onde está o cliente para questionar sobre sua satisfação em relação ao restaurante. Cria a possibilidade de conhecimento do cozinheiro e ate mesmo do cliente, através da responsabilidade que é dada ao cozinheiro.
Autogestão: No que tange a canais participativos formais, instituídos pelo estado, a delegação de poder é o nível mais elevado que se pode almejar. Ir além disso, implementando políticas estratégicas altogestionariamente, sem a presença de uma instancia de poder “separada” do restante da sociedade (Estado), a qual decide quanto, quando e como o poder poderá ser transferido, isso pressupõe um macrocontexto social autônomo, muitíssimo diferente do binômio capitalismo mais democracia representativa. Tal não impede, decerto, que experiências autogestionárias tenham lugar, menos ou mais efemeramente e com menor ou maior impacto político pedagógico, marginalmente, nas bordas do sistema heterônomo, como em imóveis ocupados por sem-teto e outras expressões de insurgência protagonizadas por movimentos sociais. Enfim, autogestão, é quando se coloca todos os agentes envolvidos que é desde o turismólogo, do turista, do poder público, e da comunidade quando todos esses autores eles participam coletivamente da decisão e o que ta em jogo é sempre o bem estar de todos, isso significa que todos esse agente vão ter que conversar , consultar, pensar como parceiro no projeto e nenhuma decisão é tomada sem o outro ser consultado. Por exemplo o movimento social dos sem terra, que lutam junto por terras independente de onde for, querem seu canto para morar e isso vai contra o poder público, mais isso mostra que todo mundo participa a partir do momento que há uma conversa entre o poder com as pessoas do movimento, onde só é conseguido ter sucesso quando cada um não só pense por conta própria autonamente, mais sim em conjunto.
biografia
MARCELO LOPES DE SOUZA
Marcelo Lopes de Souza é professor da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Pesquisas sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD), e pesquisador do CNPq. É autor, entre outros livros, de Mudar a cidade e A prisão e a agora, ambos publicados pela editora Bertrand Brasil.
TÍTULOS
1985 - Bacharel em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
1988 - Especialista em Sociologia Urbana (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ).
1988 - Mestre em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1993 - Doutor em Geografia (área complementar: Ciência Política) (Eberhard-Karls-Universität Tübingen, Alemanha).
è PRÊMIOS
1994 - Obtenção do 1.° prêmio do concurso bianual da Arbeitsgemeinschaft Deutsche Lateinamerika-Forschung - ADLAF (Sociedade Alemã de Pesquisas sobre a América Latina). O concurso foi instituído pela ADLAF para premiar as melhores dissertações de Doutorado escritas na Alemanha versando sobre temas latino-americanos, e dele participam representantes das mais diversas áreas das ciências humanas e sociais. Título do trabalho premiado: "Armut, sozialräumliche segregation und sozialer Konflikt in der Metropolitanregion von Rio de Janeiro. Ein Beitrag zur Analyse der 'Stadtfrage' in Brasilien" ("Pobreza, segregação sócio-espacial e conflito social na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Uma contribuição para a análise da 'questão urbana' no Brasil"). Tese de Doutorado publicada pelo Selbstverlag des Geographischen Instituts (Editora do Instituto de Geografia) da Universidade de Tübingen, Alemanha (= série Tübinger Geographische Studien, n.° 111).
2001 - Prêmio JABUTI, da Câmara Brasileira do Livro, como um dos três melhores livros publicados no ano 2000 em território brasileiro na categoria Ciências Humanas e Educação, pela obra "O desafio metropolitano. Um estudo sobre a problemática sócio-espacial nas metrópoles brasileiras" (Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2000).
sites
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=25&id=278
http://www.cidadesrevista.com.br/html/espacos_da_participacao_popula.html
http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/imprimir.php?id_edicao=170&codigo=2
http://www.temasemdebate.cnpm.embrapa.br/textos/051018_TERRITORIO_ESPACO_quarta.pdf
http://www.vermelho.org.br/museu/principios/anteriores.asp?edicao=35&cod_not=820
http://www.unesp.br/aci/jornal/195/livros.php
notícias
http://www.planetanews.com/produto/L/55668/planejamento-urbano-e-ativismos-sociais-marcelo-lopes-de-souza---glauco-rodrigue.html
http://www.revistasim.com.br/asp/materia.asp?idtexto=1275
http://compare.buscape.com.br/a-prisao-e-a-agora-marcelo-lopes-de-souza-8528612090.html
http://italogeografia.wordpress.com/2007/06/16/o-problema-da-violencia/
http://www.anuario.igeo.ufrj.br/anuario_1994/vol_17_65%20_72.pdf
[doc-m] livia [participação]
A aula do dia 05 de setembro girou em torno da importância de se estudar o método de educação patrimonial, pensando a participação da comunidade, da população com relação ao patrimônio. Para melhor entender essa importância, foi utilizado a escala de participação, do livro "A prisão e a Ágora" do autor Marcelo Lopes de Souza. Para fazer uma ligação com a aula anterior, o professor começou explicando alguns conceitos sobre Educação Patrimonial.
O primeiro conceito que foi discutido foi à educação patrimonial como um "processo ativo de conhecimento, apropriação, e valorização da herança cultural propiciando a geração e produção de novos conhecimentos, um processo contínuo de criação".
A partir desse conceito pode-se perceber que a educação patrimonial não é só o fazer e o valorizar, mas também pensar se está gerando e produzindo novos conhecimentos.
Outro conceito que foi discutido é: "Educação patrimonial leva a valorização do fazer cultural, como propõe Paulo Freire em sua idéia de 'empowerment', reforço e capacitação para o exercício de auto-afirmação". Primeiro é importante conceituar a palavra empowerment que quer dizer dar poder ao indivíduo. Já o conceito nos mostra que educação patrimonial é um processo de construção da autonomia, processo de investigação e um processo produtivo que estão relacionados. O que está em jogo é capacitar, tanto a comunidade, como os turistas e nós turísmologos para entender um processo de investigação que visa a autonomia individual, ou seja, é fazer com que as pessoas entendam que aquela manifestação cultural que ele está presenciando, não é intocável, ou seja, que ele faz parte daquele processo.
Já que a educação patrimonial é um processo de construção da autonomia, é preciso pensar qual é o grau de participação das pessoas nessa construção, e para isso foi utilizada a escala de participação do Marcelo Souza Lopes. Esta escala de participação serve para identificar qual o grau de participação das pessoas na educação patrimonial. Além de ser um processo de conscientização, e aprendizado na qual o turista irá perceber qual o papel dele dentro daquela manifestação cultural.
A escala é divida em 8 níveis de participação que podem ser subdivididas em:
Não participação -
Ø Coerção - É utilizar a força, física ou psicológica, para conseguir chegar a um objetivo. Com relação ao turismo podemos dizer que quando se quer que uma edificação histórica fique visível para o turista, você acaba com os vestígios e as marcas daquele lugar, e também, expulsa a comunidade do local utilizando a coerção, ou seja, chamando a polícia. Ao invez de introduzir essa comunidade no processo de participação de construção cultural. Não existe a vontade de investigação, de dar autonomia ao individuo mas sim de resolver um problema.
Ø Manipulação - É uma forma de indução, ou seja, a preocupação não é a de ouvir o que a pessoa tem a dizer e sim manipular a informação para que ela aconteça da forma que você quer, não dando nenhum tipo de informação sobre a intervenção cultural. Exemplo: questionários realizados na comunidade, mas que são formulados de acordo com os interesses de quem os aplica para que o seu projeto aconteça, e não de acordo com os interesses da comunidade. Assim, o questionário acaba sendo um método de manipulação da opinião pública.
Pseudo Participação
Ø Informação - Consiste em dar a informação para as pessoas de forma mais clara, assim como você vai receber essa informação. Você informa a comunidade sobre o seu projeto e a comunidade informa onde e o que ela quê que se torne um patrimônio. Mas em contrapartida essa informação ela acaba se perdendo quando não há interesse em um dos lados, quando ela não é de importância para quem a está recebendo. Na informação não é construído algo novo.
Ø Consulta - Consiste na consulta há um interesse no que é informada a pessoa, mas não necessariamente vai ser atendido o que foi pedido. Nesse caso quem aceita ou não o que foi pedido é quem tem mais poder.
Ø Cooptação - Fazer um convenio com as lideranças da comunidade para que seja implantado o projeto. Pode começar como uma participação e terminar em uma pseudoparticipação e até numa não participação.
Co-responsabilidade
Ø Parceria - Neste caso a comunidade o turísmologos e o poder público, compartilha informações, e coletivamente são tomadas as decisões. Mas não significa que essa parceria vai permanecer durante todo o processo do projeto, ela acontece somente nos momentos onde o processo de aprendizado foi provocado. A parceria não precisa necessariamente ser financeira, ela pode ser cultural.
Ø Delegação de poder - Dar responsabilidade a cerca do projeto que está sendo vendido, dando o poder de responsabilidade a todos os agentes envolvidos neste projeto.
Participação autônoma
Ø Auto gestão - Neste processo todos os agentes envolvidos (comunidade, turistas, turísmologos, poder público e privado) participam coletivamente das decisões e o que está em jogo é sempre o interesse de todos. Este processo é o mais difícil, pois é onde o interesse de um agente tem que interligar com o interesse coletivo.
Concluindo, é preciso entender que esses níveis não estão distantes uns dos outros, eles acabam se interligando.
Esta escala de participação é importante, pois nos leva a pensar quais são as dinâmicas que interessam para se pensar educação patrimonial.
[sobre o livro "a prisão e a ágora"]
A Prisão e a Agora, novo livro de Marcelo Lopes de Souza, versa sobre planejamento urbano, mas não do ponto de vista da adequação dos usos do solo ou da estética das paisagens - não propriamente inúteis em si mesmas, mas tão amiúde a serviço da segregação, do controle social e da alienação -, e sim das relações de poder inscritas no espaço e implicadas na produção do espaço.
Planejar e gerir uma cidade não significam, apenas, planejar e gerir coisas, mas sim, acima de tudo, planejar e gerir relações sociais. Seja para amenizar o embrutecimento representado e condicionado pelas cidades atuais, seja para conquistar cidades substancialmente diferentes e mais justas, é preciso refletir e agir levando em conta o que mais importa: a dinâmica das relações sociais, em especial a dinâmica das relações de poder, e os vínculos disso com o espaço, na sua dupla qualidade de produto e condicionante das relações sociais. A escala local, certamente, é privilegiada na análise, mas privilégio não quer dizer exclusividade: os problemas que se manifestam localmente não se deixam explicar somente por fatores de abrangência local, e vencer desafios locais depreende, cada vez mais, saber enfrentar desafios também em outras escalas.
A Prisão e a Agora trata, pragmaticamente, tanto da falta de liberdade e as restrições crescentes à liberdade efetiva, no cotidiano das grandes cidades contemporâneas (metáfora da "prisão"), quanto das possibilidades de se tentar ampliar os espaços democráticos mesmo em meio a condições estruturais adversas, embora contando com ventos conjunturalmente favoráveis. Mas não se quer, aqui, ser um mero "consultor para desenvolvimento com horror mínimo", quimera de um "progressismo" de curto fôlego e ainda mais curta visão.
biografia
Marcelo Lopes de Souza
professor da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Pesquisas sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD), e pesquisador do CNPq. É autor, entre outros livros, de Mudar a cidade e A prisão e a ágora, ambos publicados pela editora Bertrand Brasil.
Títulos desse autor:
1985 - Bacharel em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1988 - Especialista em Sociologia Urbana (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ).
1988 - Mestre em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1993 - Doutor em Geografia (área complementar: Ciência Política) (Eberhard-Karls-Universität Tübingen, Alemanha).
biografia
Paulo Freire
Nascido em 19 de setembro de 1921 de pais de classe média no Recife, Brasil, Paulo Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino particular.
Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, ele nunca exerceu a profissão e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, ele se casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.
Em 1946, Freire foi indicado Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado Teologia da Libertação. Uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.
Em 1961, ele foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife, e em 1962 ele teve sua primeira oportunidade para uma aplicação significante de suas teorias, quando ele ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a esse experimento, o Governo Brasileiro aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.
Em 1964, um golpe militar extinguiu este esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida ele passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967, Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado a ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado em varias linguas como o espanhol, o inglês em 1970, e até o Hebraico em 1981. Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.
Depois de um ano em Cambridge, Freire se mudou para Geneva, Suíça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo Freire atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente Guinea Bissau e Moçambique.
Em 1979, ele já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Freire se filiou ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado Secretário de Educação para São Paulo. Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também seguiu seu programa educacional. Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para estender e elaborar suas teorias sobre educação popular. O instituto mantem os arquivos de Paulo Freire. Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997 às 6h53 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias, mas teve um infarto
PALAVRA CHAVE: Participação
Elaborar projetos educativos voltados para a disseminação de valores culturais, formas e mecanismos de resgate, preservação e salvaguarda, assim como para a recriação e transmissão desse patrimônio às gerações futuras é, sobretudo, um projeto de formação de cidadãos livres, autônomos e sabedores de seus direitos e deveres.
A participação da sociedade nessas iniciativas, compartilhando projetos pode indicar que existe uma democrácia na estruturação de ações educativas que hoje lidam não apenas com a reafirmação de valores consagrados, mas com o desafio de preparar as pessoas para a permanente semeadura de novos valores. O que se pode pensar é que tal tarefa precisa de algumas mediações e articulações, e será pouco produtiva se o Estado não conseguir desenvolver mecanismos para escutar a comunidade. Assim como abrir canais de participação na sociedade que gera, e reproduz o processo cultural no qual se inserem os objetos, as manifestações, os símbolos e os significados tão caros ao patrimônio e à memória.
A participação será fictícia ou retórica se os atores responsáveis pelos projetos não assumirem as responsabilidades e desconhecerem os direitos que adquirem a partir das negociações que fizerem. Cabe ao Estado esclarecer, informar, tornar transparentes seus processos e mecanismos de atuação; cabe à sociedade cobrar, fiscalizar, usar com criatividade a liberdade que tem de buscar alternativas para responder à realidade.
O bom processo educativo é aquele que ensina a pensar e não a repetir valores do educador; que se baseia no respeito à diferença e valorização da diversidade e que, desta forma, resiste aos processos de homogeneização do saber e sua transmissão, assim como de globalização indiscriminada e esmagamento dos valores culturais. É aquele que transmite os valores culturais “da moda” e os tradicionais; que constrói com segurança e bom fundamento a ponte necessária entre o passado e o futuro; que relativiza o tempo e intensifica a responsabilidade do papel de cada um perante sua cultura e a dos outros. A boa educação tempera o sujeito tornando-o apto a ser crítico em relação a propostas educativas que contribuam para a submissão e sujeição do educando e da sociedade a qual pertence.
Assim, a educação assumirá seu papel de agente no processo social, produtora de saber e não apenas consumidora e reprodutora de conhecimentos dados; as ações educativas voltadas para a preservação devem contribuir para a formação de sujeitos ativos e livres na construção de sua própria vida e da dimensão coletiva a ela inerente. É essa dimensão coletiva, conquistada e reafirmada, que permite ao indivíduo pensar outros significados para termos como cidadania, participação, responsabilidade e pertencimento.
reportagens
http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=147
http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=134
http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=3562
http://www.unisantos.br/pos/revistapatrimonio/artigos.php?cod=21&bibliografia=0&
http://www.educacional.com.br/articulistas/articulista0003.asp
links
www.turismo.gov.br/
www.patrimoniocultural.org.br/
www.cultura.gov.br/
http://www.iepha.mg.gov.br/
http://www.cultura.mg.gov.br/
O primeiro conceito que foi discutido foi à educação patrimonial como um "processo ativo de conhecimento, apropriação, e valorização da herança cultural propiciando a geração e produção de novos conhecimentos, um processo contínuo de criação".
A partir desse conceito pode-se perceber que a educação patrimonial não é só o fazer e o valorizar, mas também pensar se está gerando e produzindo novos conhecimentos.
Outro conceito que foi discutido é: "Educação patrimonial leva a valorização do fazer cultural, como propõe Paulo Freire em sua idéia de 'empowerment', reforço e capacitação para o exercício de auto-afirmação". Primeiro é importante conceituar a palavra empowerment que quer dizer dar poder ao indivíduo. Já o conceito nos mostra que educação patrimonial é um processo de construção da autonomia, processo de investigação e um processo produtivo que estão relacionados. O que está em jogo é capacitar, tanto a comunidade, como os turistas e nós turísmologos para entender um processo de investigação que visa a autonomia individual, ou seja, é fazer com que as pessoas entendam que aquela manifestação cultural que ele está presenciando, não é intocável, ou seja, que ele faz parte daquele processo.
Já que a educação patrimonial é um processo de construção da autonomia, é preciso pensar qual é o grau de participação das pessoas nessa construção, e para isso foi utilizada a escala de participação do Marcelo Souza Lopes. Esta escala de participação serve para identificar qual o grau de participação das pessoas na educação patrimonial. Além de ser um processo de conscientização, e aprendizado na qual o turista irá perceber qual o papel dele dentro daquela manifestação cultural.
A escala é divida em 8 níveis de participação que podem ser subdivididas em:
Não participação -
Ø Coerção - É utilizar a força, física ou psicológica, para conseguir chegar a um objetivo. Com relação ao turismo podemos dizer que quando se quer que uma edificação histórica fique visível para o turista, você acaba com os vestígios e as marcas daquele lugar, e também, expulsa a comunidade do local utilizando a coerção, ou seja, chamando a polícia. Ao invez de introduzir essa comunidade no processo de participação de construção cultural. Não existe a vontade de investigação, de dar autonomia ao individuo mas sim de resolver um problema.
Ø Manipulação - É uma forma de indução, ou seja, a preocupação não é a de ouvir o que a pessoa tem a dizer e sim manipular a informação para que ela aconteça da forma que você quer, não dando nenhum tipo de informação sobre a intervenção cultural. Exemplo: questionários realizados na comunidade, mas que são formulados de acordo com os interesses de quem os aplica para que o seu projeto aconteça, e não de acordo com os interesses da comunidade. Assim, o questionário acaba sendo um método de manipulação da opinião pública.
Pseudo Participação
Ø Informação - Consiste em dar a informação para as pessoas de forma mais clara, assim como você vai receber essa informação. Você informa a comunidade sobre o seu projeto e a comunidade informa onde e o que ela quê que se torne um patrimônio. Mas em contrapartida essa informação ela acaba se perdendo quando não há interesse em um dos lados, quando ela não é de importância para quem a está recebendo. Na informação não é construído algo novo.
Ø Consulta - Consiste na consulta há um interesse no que é informada a pessoa, mas não necessariamente vai ser atendido o que foi pedido. Nesse caso quem aceita ou não o que foi pedido é quem tem mais poder.
Ø Cooptação - Fazer um convenio com as lideranças da comunidade para que seja implantado o projeto. Pode começar como uma participação e terminar em uma pseudoparticipação e até numa não participação.
Co-responsabilidade
Ø Parceria - Neste caso a comunidade o turísmologos e o poder público, compartilha informações, e coletivamente são tomadas as decisões. Mas não significa que essa parceria vai permanecer durante todo o processo do projeto, ela acontece somente nos momentos onde o processo de aprendizado foi provocado. A parceria não precisa necessariamente ser financeira, ela pode ser cultural.
Ø Delegação de poder - Dar responsabilidade a cerca do projeto que está sendo vendido, dando o poder de responsabilidade a todos os agentes envolvidos neste projeto.
Participação autônoma
Ø Auto gestão - Neste processo todos os agentes envolvidos (comunidade, turistas, turísmologos, poder público e privado) participam coletivamente das decisões e o que está em jogo é sempre o interesse de todos. Este processo é o mais difícil, pois é onde o interesse de um agente tem que interligar com o interesse coletivo.
Concluindo, é preciso entender que esses níveis não estão distantes uns dos outros, eles acabam se interligando.
Esta escala de participação é importante, pois nos leva a pensar quais são as dinâmicas que interessam para se pensar educação patrimonial.
[sobre o livro "a prisão e a ágora"]
A Prisão e a Agora, novo livro de Marcelo Lopes de Souza, versa sobre planejamento urbano, mas não do ponto de vista da adequação dos usos do solo ou da estética das paisagens - não propriamente inúteis em si mesmas, mas tão amiúde a serviço da segregação, do controle social e da alienação -, e sim das relações de poder inscritas no espaço e implicadas na produção do espaço.
Planejar e gerir uma cidade não significam, apenas, planejar e gerir coisas, mas sim, acima de tudo, planejar e gerir relações sociais. Seja para amenizar o embrutecimento representado e condicionado pelas cidades atuais, seja para conquistar cidades substancialmente diferentes e mais justas, é preciso refletir e agir levando em conta o que mais importa: a dinâmica das relações sociais, em especial a dinâmica das relações de poder, e os vínculos disso com o espaço, na sua dupla qualidade de produto e condicionante das relações sociais. A escala local, certamente, é privilegiada na análise, mas privilégio não quer dizer exclusividade: os problemas que se manifestam localmente não se deixam explicar somente por fatores de abrangência local, e vencer desafios locais depreende, cada vez mais, saber enfrentar desafios também em outras escalas.
A Prisão e a Agora trata, pragmaticamente, tanto da falta de liberdade e as restrições crescentes à liberdade efetiva, no cotidiano das grandes cidades contemporâneas (metáfora da "prisão"), quanto das possibilidades de se tentar ampliar os espaços democráticos mesmo em meio a condições estruturais adversas, embora contando com ventos conjunturalmente favoráveis. Mas não se quer, aqui, ser um mero "consultor para desenvolvimento com horror mínimo", quimera de um "progressismo" de curto fôlego e ainda mais curta visão.
biografia
Marcelo Lopes de Souza
professor da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Pesquisas sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD), e pesquisador do CNPq. É autor, entre outros livros, de Mudar a cidade e A prisão e a ágora, ambos publicados pela editora Bertrand Brasil.
Títulos desse autor:
1985 - Bacharel em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1988 - Especialista em Sociologia Urbana (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ).
1988 - Mestre em Geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
1993 - Doutor em Geografia (área complementar: Ciência Política) (Eberhard-Karls-Universität Tübingen, Alemanha).
biografia
Paulo Freire
Nascido em 19 de setembro de 1921 de pais de classe média no Recife, Brasil, Paulo Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino particular.
Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, ele nunca exerceu a profissão e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, ele se casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.
Em 1946, Freire foi indicado Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado Teologia da Libertação. Uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.
Em 1961, ele foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife, e em 1962 ele teve sua primeira oportunidade para uma aplicação significante de suas teorias, quando ele ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a esse experimento, o Governo Brasileiro aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.
Em 1964, um golpe militar extinguiu este esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida ele passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967, Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.
O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado a ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado em varias linguas como o espanhol, o inglês em 1970, e até o Hebraico em 1981. Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.
Depois de um ano em Cambridge, Freire se mudou para Geneva, Suíça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo Freire atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente Guinea Bissau e Moçambique.
Em 1979, ele já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Freire se filiou ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado Secretário de Educação para São Paulo. Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também seguiu seu programa educacional. Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para estender e elaborar suas teorias sobre educação popular. O instituto mantem os arquivos de Paulo Freire. Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997 às 6h53 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias, mas teve um infarto
PALAVRA CHAVE: Participação
Elaborar projetos educativos voltados para a disseminação de valores culturais, formas e mecanismos de resgate, preservação e salvaguarda, assim como para a recriação e transmissão desse patrimônio às gerações futuras é, sobretudo, um projeto de formação de cidadãos livres, autônomos e sabedores de seus direitos e deveres.
A participação da sociedade nessas iniciativas, compartilhando projetos pode indicar que existe uma democrácia na estruturação de ações educativas que hoje lidam não apenas com a reafirmação de valores consagrados, mas com o desafio de preparar as pessoas para a permanente semeadura de novos valores. O que se pode pensar é que tal tarefa precisa de algumas mediações e articulações, e será pouco produtiva se o Estado não conseguir desenvolver mecanismos para escutar a comunidade. Assim como abrir canais de participação na sociedade que gera, e reproduz o processo cultural no qual se inserem os objetos, as manifestações, os símbolos e os significados tão caros ao patrimônio e à memória.
A participação será fictícia ou retórica se os atores responsáveis pelos projetos não assumirem as responsabilidades e desconhecerem os direitos que adquirem a partir das negociações que fizerem. Cabe ao Estado esclarecer, informar, tornar transparentes seus processos e mecanismos de atuação; cabe à sociedade cobrar, fiscalizar, usar com criatividade a liberdade que tem de buscar alternativas para responder à realidade.
O bom processo educativo é aquele que ensina a pensar e não a repetir valores do educador; que se baseia no respeito à diferença e valorização da diversidade e que, desta forma, resiste aos processos de homogeneização do saber e sua transmissão, assim como de globalização indiscriminada e esmagamento dos valores culturais. É aquele que transmite os valores culturais “da moda” e os tradicionais; que constrói com segurança e bom fundamento a ponte necessária entre o passado e o futuro; que relativiza o tempo e intensifica a responsabilidade do papel de cada um perante sua cultura e a dos outros. A boa educação tempera o sujeito tornando-o apto a ser crítico em relação a propostas educativas que contribuam para a submissão e sujeição do educando e da sociedade a qual pertence.
Assim, a educação assumirá seu papel de agente no processo social, produtora de saber e não apenas consumidora e reprodutora de conhecimentos dados; as ações educativas voltadas para a preservação devem contribuir para a formação de sujeitos ativos e livres na construção de sua própria vida e da dimensão coletiva a ela inerente. É essa dimensão coletiva, conquistada e reafirmada, que permite ao indivíduo pensar outros significados para termos como cidadania, participação, responsabilidade e pertencimento.
reportagens
http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=147
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