domingo, 23 de setembro de 2007

[eh] 06

[biboquê]
Era início de novembro, meu pai e alguns amigos estavam reunidos na Fazenda Santa Marcelina, em Caeté, apreciando um bom vinho. Essa era uma situação comum na vida daqueles que sempre tiveram o costume de encontrar durante a semana, principalmente subir a Serra da Piedade, para tal. Depois de algumas taças e um bom papo sobre a bebida, meu telefone celular tocou tarde na noite (estava em Belo Horizonte), e logo já ouvi meu pai dizendo “filha, você terá um grande desafio pela frente. Se prepare. Quero que você me ajude a organizar um festival de vinhos na Serra da Piedade”. Naquele momento, percebi pela voz do querido pai, uma certa alteração provocada pela bebida, mas por outro lado, suas curtas palavras me instigaram. Voltei a dormir e assim, no dia seguinte, conversamos novamente sobre a proposta e logo agendamos uma reunião na Serra com todos os interessados e envolvidos.
Meu pai sabia do meu gosto pela organização de eventos e apostaria na futura filha “turismóloga” todas as suas fichas em uma produção sonhada por ele e pelo falecido amigo Frei Rosário. Em uma semana estávamos reunidos a 1.783 metros de altitude. A Serra da Piedade (ambiente que integra toda minha infância e juventude) é um dos picos mais elevados da Cordilheira do Espinhaço. Sua história está estreitamente ligada à ocupação do território mineiro em busca do ouro. O lugar, definido pelos romeiros como “o mais próximo do céu”, somado ao clima frio, compõe um ambiente propício para apreciação de um bom vinho. E assim, eu tinha naquele momento, exatos 49 dias para transformar a idéia colocada em rabiscos no papel em uma realidade para o dia 16 de dezembro de 2006. Com a ajuda do meu irmão, jornalista, sentei e escrevi um mini-projeto, precisava ter em mãos algo que me norteasse e que servisse como uma simples direção, ao menos. Elaborei planilhas de custo, e através de uns contatos fui buscar apoios para o evento. Final de semestre na faculdade, muitos trabalhos, provas e ainda precisava buscar tempo para pensar e dedicar ao festival. Em alguns momentos pensei em desistir, considerava aquela atitude precipitada e é claro tinha um grande medo de não conseguir. Mas a imagem do meu pai e de sua vontade por essa realização não saíam da minha mente, tinha medo de decepcionar aquele que sempre me ensinou “os homens são do tamanho dos seus sonhos”. E decidi arriscar. Precisava formatar ao mínimo uma filipeta para uma pequena divulgação, desenvolver os convites e a forma de venda destes, procurar taças e personaliza-las para os participantes, definir vinhos e cardápio, música, decoração e muitos outros detalhes.
Tudo estava caminhando, e há apenas uma semana do evento me deparei com um grande problema. A empresa que tinha me vendido as taças de vinho tinha sido fechada no dia da minha entrega pela polícia federal por sonegação de impostos e junto estava toda minha mercadoria. Pensei, novamente, em desistir. Depois de longos dias desgastada não conseguia mais acreditar que algo poderia dar certo. Mas novamente surgia meu pai. A persistência enfim, deve permear os grandes sonhos e logo encontramos uma nova solução. O grande dia chegou. Manhã ensolarada, uma temperatura agradável, propícia para um bom vinho e muito trabalho pela frente.
O 1º Festival de Vinhos Finos Caves d’ Pietà (Caves são cavernas onde são armazenados os vinhos para que não se perca a qualidade da bebida. São espécies de adegas locadas em um ambiente bastante úmido. Já a palavra Pietá significa Piedade. E como a serra possui várias grutas em meio às pedras pontiagudas, esse foi o nome escolhido) tornou-se o grande anfitrião daquela noite na serra, que recebeu vários convidados, amigos e curiosos que assim como nós arriscaram participar de algo até então desconhecido no local.
O número de participantes não foi de fato o esperado, mas o suficiente para tornar a noite muito agradável e garantir o sucesso do Festival. Com uma variedade de vinhos argentinos da vinícola “Don Domenico”, que apoiou o evento, queijos e defumados especiais produzidos na então Fazenda Santa Marcelina, pizzas finas assadas no forno à lenha, a decoração a luz de velas e uma bela música de um grupo local o festival parecia agradar aos que ali estavam presentes e principalmente àquele que sonhava com esta realização.
Enfim, apesar dos prejuízos financeiros (dignos e premeditados para um primeiro evento, mesmo antes de sua execução) o Festival de Vinhos Finos Caves d’ Pietà trouxe a satisfação pessoal do meu pai e dos seus amigos e a comprovação de que eu poderia sim, acreditar no meu trabalho e nas minhas experiências.
Em fevereiro de 2007 apreciando novamente um bom vinho na Serra, o grupo encontrava para discutir a segunda edição do evento. Um novo mês era proposto, tendo em vista que o mês de julho representava uma época menos concentrada de eventos, uma temperatura ainda mais agradável e sem neblina (elemento natural de risco para um festival desse que tinha o acesso considerado perigoso). E novamente eu tinha um grande desafio, tornar aquela “festa” em um evento mais consolidado e agora, porque não em um verdadeiro festival. E assim foi, depois de uma longa preparação, viagens a Feira Internacional do Vinho em São Paulo (Expovinis 2007) para captação de patrocínios, planilhas e projetos, apoio institucional e o reconhecimento pela Secretaria de Turismo do Estado como um evento cultural-gastronômico em MG, o 2º Festival de Vinhos Finos Caves d’ Pietà tornara-se algo mais profissional.
A venda das mesas esgotada semanas anteriores à realização, a bela taça de cristal desenvolvida exclusivamente para o evento, o imensurável apoio e colaboração do meu amigo Frank, a organização e o cerimonial (composto por minhas amigas e colegas de sala de faculdade Tatá, Fé, Ceci e Mari), as diversas uvas expostas em vinhos garantidos por três vinícolas selecionadas, e novamente os queijos, as pizzas, a música e um delicioso fondue de chocolate garantiram mais um sucesso de um evento que pretende ainda crescer e de um grande sonho, tornar uma realidade presente no calendário anual da Serra da Piedade. Local que marcou a minha infância (soltar pipa, assistir à missa na capela com a família aos domingos, comemorar o aniversário da avó)...e que de alguma forma me lembrou, neste momento, a palavra-chave “biboquê”! E assim, achei o fim!


***mande-me as fotos separadas para que possa colocar no blog

[eh] 05

[sonho/chapinha]
Sexta feira dia 20, Aninha acordou pela manhã, e como sempre fazia começou a varrer casa. Entre as vielas da favela da Rocinha, o vai e vem das motos são constantes.
Antes de Aninha começar a escolher o feijão, para o almoço, ela ouve a propaganda do baile de logo à noite, a divulgação dizia que a 100 primeiras cachorras não pagam. Ela logo se animou, escolheu o feijão, como quem escolhe lugar na arquibancada do Maracanã, em dia de final do Fla x Flu.
Assim que serviu o almoço para seus cinco irmãos correu para o cabeleireiro, pagou trinta reais da chapinha no cabelo. Ficou toda glamurosa, com salto alto, calça cigarrete, as cores quentes como o Rio de Janeiro, quanto mais extravagante melhor.
No baile funk ela entrou no 72º lugar, e claro sem pagar pela entrada. Na pista ela se transformou da Aninha para “Ana Cachorra”, e ela só pensa em beijar, beijar, beijar... Ela dança e o tempo passa, o baile rola e o Dj quebra tudo. Já pelas tantas deu a hora, e quando Ana sai da quadra, sabe o que aconteceu? E, choveu, cabelo encolheu, todinho...
Como esses contos de fadas que depois da meia noite, o encanto acaba e a carruagem agora vira abóbora, a “Ana Cachorra” volta a ser Aninha e o príncipe ou os príncipes foram embora, para trabalhar cedo, ou melhor, daqui a pouco. Aninha vai para a casa sozinha sem a sua chapinha.

[eh] 04

[peixe grande]
Era uma vez uma noite clara e fresca. Todas as pessoas se preparavam para dormir, menos uma garotinha que há vários dias tinha pesadelos que não a deixavam dormir. Sua mãe tentava ajudar, mas a garotinha sonhava com um corredor cheio de portas diferentes, e cada uma com um monstro diferente.
Um dia ela tentou, mesmo sendo em vão se entregar aos sonhos. Quando estava quase dormindo, percebeu que alguém havia entrado em seu quarto. Ao abrir os olhos viu uma princesa em seu quarto. A princesa dizia que tinha um dragão em seu castelo, a garota espantada perguntava como ela havia entrado em seu quarto.
Enquanto a princesa falava, mais personagens foram aparecendo em seu quarto. Ao todo eram a princesa, a bailarina, a noiva, o cupido e um mago. Cada um com um problema maior do que a insônia e pesadelos da garotinha.
A princesa tinha um dragão em seu castelo, a noiva não tinha noivo, a bailarina tinha que aprender a rodopiar, e o cupido tinha um furacão que atrapalhava as suas fechadas.
Mas a garotinha que não era nada boba resolveu o problema como um quebra cabeça. Ela casaria a noiva com o dragão, assim ele iria embora do castelo da princesa. Depois mandaria a bailarina rodopiar com o furacão, com isso o cupido poderia jogar suas flechas. E todos ficariam felizes.
Enquanto ao mago, ele era um viajante de sonhos, que ajudava as crianças a dormir. Com um pó mágico ele jogou na cabeça da garotinha e ela adormeceu pelo resto da noite.
Depois dessa noite a garotinha nunca mais teve pesadelos e dormia todas as noites. Enquanto isso, o mago vigiava o seu sono não permitindo que nenhum monstro se aproximasse de seus sonhos.

[eh] 03

[vinho]
Vou relatar a minha incrível visita à uma das 10 melhores (bem, pelo menos na época – julho/2005) vinícolas do mundo, a “Concha Y Toro” localizada no Chile.
Como havíamos (um grupo de 45 estudantes, aqui da Newton Paiva) fazer um estágio internacional no Complexo de esqui e neve, Valle Nevado no Chile, ganhamos este maravilhoso “regalo” (presente) pois estávamos todos cansados de trabalhar sem parar cerca de 13 dias, mais de 8 horas por dia, à muitos metros de altitude, com o ar rarefeito, e já com saudades da comida brasileira (o bom feijão com arroz, pois ficamos nossa viagem quase toda sem ver esse delicioso grão, o feijão, que hoje, dou o maior valor...rs) e da família.
Nos disseram que íamos dar um passeio em Santiago para visitar uma vinícola de muito sucesso (já estávamos nos familiarizando muito com vinhos), pois como todos sabem, o Chile é um grande produtor de vinhos e no Valle Nevado tinham bastante degustações, cursos para funcionários (foi assim que aprendi a abrir um vinho de maneira correta e na frente do cliente. É difícil, mas quando se pega o jeito, queria fazer sempre) e exposições de diversas vinícolas.
Só de sair daquela rotina (não é que estava ruim, mas cansa) e ver pessoas novas e outros lugares (pois assim que chegamos do Brasil, fomos direto para o Complexo e ainda não conhecíamos nada daquele lindo país) já seria um bom lucro. Hoje, sinceramente, posso dizer que foi o lugar mais bonito que já fui na vida. Sei que lá é lindo e tal, só que o clima, a vegetação, tudo remetia a um ar mais bonito, elegante, parecia que estava na Europa. À todo momento, caminhava pelos belos “pasillos” e dizia, “Meu Deus, eu não estou na América do Sul, próximo ao Brasil...” Um funcionário chileno chamado Miguel, foi o nosso guia pelos belos caminhos da vinícola onde passamos pelo parque do Casarão de Don Melchor (há uma história sobre esse cidadão mas não me lembro agora, sei que é o nome de um dos melhores vinhos desta “viña”) e suas antigas bodegas, na qual se destaca a do “Casillero Del Diablo” (um dos vinhos mais consumidos no Chile, pelo menos no restaurante que trabalhava como garçonete.) Era um vinho de qualidade, produzido com quase todos os tipos de uvas – Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonay, Carmenere, etc, e de valor mais econômico.
Creio eu, que o Casillero del Diablo, é a menina dos olhos da Concha Y Toro, pois, há uma lenda que nos é contada durante a visita (há uma gravação, com uma voz sinistra que nos dá um “certo medinho”, apesar de parecer novela mexicana) e eles tratam um carinho ao falar desta marca, que acabei constatando isso.
Depois de uma longo passeio e degustação de 3 vinhos durante o percurso (agente ganha ainda a taça com a logo da vinícola) e depois de ouvirmos a incrível lenda do diabo prisioneiro, o chileno que melhor pronunciava as palavras, que havia conhecido até o momento, o educado Miguel, (pois o espanhol que os chilenos falam é tão rápido, que tínhamos que fazer um esforço danado pra entender alguma coisa, o que não era o caso deste nativo) nos despede da gente e abre uma porta no estilo medieval para a “loja” da vinícola que estava lotada de brasileiros comprando, comprando e comprando, ou seja, o marketing deles é muito planejado e bem feito. Eles nos encantam e depois nos fisgam.
A vinícola é exuberante, os funcionários, muito simpáticos, não queria ir embora daquele lugar nunca, na realidade, gostaria mesmo é de trabalhar em um lugar tão agradável e profissional como esse. E olha que nem sou fã de vinhos (afff... tentei de todas as formas ser uma pessoa mais chique e gostar de vinhos, mas constatei que vinho não é a minha praia, a menos que seja para eu me realizar profissionalmente).

[eh] 02

[peixe grande ou 45 centímetros]
Jamais havia saído de Espírito Santo, minha terra natal, mas nas férias do meio do ano antes de completar o segundo grau, ganhei junto com meu irmão uma viajem a capital mineira com direito de ida e volta de avião. Seria a primeira vez que iríamos viajar de avião.
Quando chegou o dia fomos logo cedo direto para o aeroporto. O espaço era enorme, com lojas espalhadas em seu interior por todo canto, não demos nenhum passo, nos locomovemos através de rampas rolantes o tempo todo. Quando fomos fazer o check-in, havia três filas distintas uma do lado da outra, a fila das pessoas comuns, a fila dos governantes e políticos e a fila dos artistas. Conhecemos muitas celebridades e gente importante, os mais conhecidos foram sem dúvida a Xuxa com sua filha, e o nosso querido presidente, todos em suas filas.
Ao chegarmos na cidade assustamos com sua grandiosidade, pois as ruas eram muito largas e movimentadas por veículos e pessoas, os prédios tinham de cem a duzentos andares cada um.
Ficamos hospedados em um hotel fazenda, ao lado do aeroporto da Pampulha. Dentro do hotel havia uma lagoa particular enorme de pesque-pague, muito conhecida pelos moradores e visitantes da cidade como lagoa da Pampulha. Assim que terminamos de fazer o check-in, trocamos rapidamente de roupas e fomos direto visitar uma gigantesca e famosa cachoeira, Véu da Noiva, localizada na principal rua do centro da cidade. Ao anoitecer fomos para Diamantina, um bairro famoso da cidade. Havia além das construções coloniais do século XVI e XVII, um sitio arqueológico com pinturas rupestres. MARAVILHOSO!
Não conhecíamos a cidade, ficamos apenas uma diária, mas deu para impressionar com a exuberância de sua beleza. Hoje não sei como Belo Horizonte está, mas duvido que de quatro anos para cá, mudou tanta coisa assim, aponto de quem a visitou na mesma época que eu não mais reconheça a cidade.

[eh] 01

[vinho]
Quando o curso ainda estava no inicio, tive a oportunidade de visitar a fazenda onde se produz a cachaça Germana. Tive a idéia de relacionar esse acontecimento da minha vida com a palavra-chave vinho, não por estar comparando os dois ou pelo fato de ambos serem bebidas alcoólicas, mas sim porque naquele dia tive a oportunidade de assim como no filme passado em sala de aula de estar em contato com toda a produção.
Na visita foi possível acompanhar desde a colheita da cana até o engarrafamento passo a passo. E uma coisa muito interessante foi ver o produto passar por todo aquele modo de preparo e ao final poder degusta – lo.
A chegada na fazenda foi como sempre de muita euforia, pois todos gostavam muito das visitas, pois além do aprendizado era sempre muito divertido. Primeiramente nos dirigimos ao canavial, onde vimos onde tudo começa,ou seja, a colheita da cana. Logo em seguida passamos pela máquina é extraído o caldo da cana. Logo após entramos em uma espécie de um galpão onde este caldo passa pelo processo de fermentação e vimos neste mesmo galpão a cachaça praticamente pronta. Dali a cachaça passa para diferentes tonéis de madeira, nos quais ela vai adquirir o sabor de acordo com o tipo da madeira do tonel, assim como o vinho que vai ganhando características próprias de acordo com o tempo e como ele curte.
Ao final o pai da nossa coleguinha Graziele, como proprietário da fazenda nos ofereceu um almoço onde foi possível degustar a cachaça Germana juntamente com um delicioso Feijão Tropeiro. Quando experimentei a Cachaça Germana pra mim era como vinho, pois antes só tinha bebido Chora Rita.

sábado, 15 de setembro de 2007

[doc-n] júlio cesar [gases]

O filme Mondovino retrata o passado, presente e o futuro do vinho junto à globalização do mundo. No documentário Jonathan Nossiter visita algumas regiões como Pernambuco, Bordeuax, Napa, Florença, Toscana, Cafayate na Argentina e Califórnia entre outras localidades no caminho do vinho.
Ao longo do filme são abordados itens como relações humanas, industrialização, política e a padronização de bens de consumo. O filme conta história de grandes vinicultores como a família Mondavi o mais poderosos produtores de vinho da Califórnia e pequenos produtores como a família De Montille que luta para manter as suas terra e manter a tradição na produção de vinho em meio a globalização. No passado a produção de vinho era elaborada por famílias tradicionais por pessoas que com suas técnicas artesanais produziam vinhos de ótima qualidade a seus paladares. Com a globalização o vinho passa ser produzido em qualquer lugar principalmente com ajuda da tecnologia e novas técnicas de cultivo e produção da bebida, deixando de ser um bem de uma determinada região e passando ser um bem mundial. O vinho no passado fazia parte de uma relação religiosa com o homem agora querem apenas consumir. As pessoas na atualidade não tiveram nenhuma relação com vinho e nem família e atuam como profissionais no mercado. A construção de uma marca está ligada diretamente à cultura das pessoas como o modismo e a imagem que contrapartida alimenta cada vez mais esse mercado competitivo que vivemos. Com evolução dos tempos no mercado do vinho surgem profissionais como consultores de vinhos e enólogos que fazem degustações de vinhos e determinam notas de boa qualidade e preços dos vinhos construindo assim uma boa ou má imagem da bebida avaliada para os consumidores. O vinho como experiência de paladar quando se bebe não se leva a lembrança do passado dos pequenos vinicultores e vinhedo, mas sim a construção de memória e sensação do momento.
Para Robert Park um dos principais crítico de vinho, “vinho bom é o que lhe agrada”.

Palavra-chave: Gases

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Biografia

Robert Parker
O americano Robert Parker, de 59 anos, é uma rara unanimidade internacional. Ele é considerado, há quase 30 anos, o crítico de vinhos mais influente do mundo. Formado em História e Direito, Parker trabalhou durante dez anos como advogado no banco Farm Credit, em Baltimore, nos Estados Unidos. Apaixonado por vinhos, em 1978 começou a escrever sobre os tintos e brancos que tomava, num folheto mensal que enviava aos amigos. No começo da década de 80, largou o emprego e decidiu transformar o folheto num jornal. Nascia o The Wine Advocate (O Advogado do Vinho), que se tornou um guia de referência para os consumidores americanos. Parker se tornou uma estrela ao avaliar a safra de 1982 dos vinhos de Bordeaux, na França, como "soberba". Foi uma opinião oposta à dos críticos franceses. Anos depois, abertas as garrafas, viu-se que Parker tinha razão. A partir daí, sua influência só aumentou. Nos anos 80, ele criou um ranking de avaliação de vinhos que confere até 100 pontos a cada garrafa. Suas notas são capazes de provocar a ruína de alguns produtores - ou de elevar o preço de seus vinhos às alturas. Todo esse poder tornou Parker uma figura polêmica. Ele é odiado pelos críticos, que o acusam de provocar uma padronização dos vinhos em torno de seu gosto pessoal. E amado pelos fãs, principalmente os americanos, que praticamente aprenderam a tomar vinho lendo suas avaliações.

notícias
Pinguelli alerta para aumento de emissões de gases que produzem o efeito estufa pelo setor elétrico
As emissões pelo setor elétrico brasileiro de gases que produzem o efeito estufa vão aumentar nos próximos anos por causa da contratação de novas usinas termelétricas, em lugar das hidrelétricas. O alerta foi feito nesta quinta-feira (23) pelo secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, durante audiência pública da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas realizada no auditório da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- O Brasil está indo na contra-mão na área ambiental, pois está saindo das hidrelétricas para coisas piores. Isso é o resultado dos últimos leilões de energia, uma vez que o mercado age cegamente e isso, ambientalmente, não é muito bom - disse Pinguelli Rosa, durante a audiência que foi presidida pelo deputado Sarney Filho (PV-MA) e contou com a presença do presidente da comissão, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), além dos deputados Augusto Carvalho (PPS-DF) e Dr. Adilson Soares (PR-RJ).
Na opinião de Gomes, a comissão deverá atuar como foro de debate sobre essa questão, uma vez que o atual modelo de leilões de energia, a seu ver, está "equivocado". O presidente da comissão disse ainda que o Brasil está atrasado na definição de uma legislação de combate ao aquecimento global, em relação a outros países.
Durante a sua palestra, Pinguelli observou que as hidrelétricas - que emitem menos gases que produzem o efeito estufa - ainda podem ser consideradas como a "opção natural do Brasil". As dificuldades na obtenção de licenciamento ambiental, porém, estariam afastando novas usinas hidrelétricas dos leilões para compra de energia.
O professor defendeu o estímulo a fontes alternativas de geração de energia elétrica, como a eólica e a proveniente do uso de biomassa. Ele informou que deve ser montada em breve pela Coppe, no Ceará, uma usina piloto de geração de energia a partir do movimento das ondas dos mares. "Este é um ovo de Colombo", definiu Pinguelli, ao informar que o potencial para geração de energia a partir das ondas pode vir a ser o equivalente a toda a energia produzida atualmente no país.
Ainda durante a audiência, o consultor Roberto D'Araujo atribuiu a falta de usinas hidrelétricas nos leilões à descontinuidade de estudos ambientais. Ele recordou que são necessários quase seis anos de estudos para que novas usinas possam entrar nos leilões e lamentou que não existam atualmente muitos projetos já estudados "na prateleira, para oferecer aos investidores".
O coordenador-executivo do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Climáticas, Marcos Freitas, defendeu a regulamentação do uso de águas para geração de energia elétrica em terras indígenas. Ele informou que no Canadá, onde já existe essa regulamentação, as populações indígenas recebem royalties pela geração de energia. Com isso, disse ele, voltou a crescer o número de índios nas comunidades beneficiadas.
Marcos Magalhães / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Um girassol crecse em meio a uma área desértica em Cuenca, Espanha. Após uma semana de árduas negociações sob patrocínio da ONU em Viena, os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto não conseguiram ainda chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2012.

Ausência de acordo em Viena sobre emissões de gases de efeito estufa
Há 1 dia
VIENA (AFP) — Após uma semana de árduas negociações sob patrocínio da ONU em Viena, os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto não conseguiram ainda chegar a um acordo nesta sexta-feira para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2012.
Yvo de Boer, organizador da Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática (CMNUCC), declarou aos jornalistas na tarde desta sexta-feira que os 175 estados presentes estavam tentando alcançar uma "solução conjunta".
De Boer se disse "confiante em que uma solução se encontrada".
No entanto, outras fontes evocaram um bloqueio, e insinuaram que a possibilidade de chegar a um acordo ainda nesta sexta-feira eram remotas.
Convidados pela CMNUCC, mil especialistas viajaram a Viena para definir compromissos contra o aquecimento global para depois de 2012, ano em que expirará o Protocolo de Kyoto.
Sua missão é preparar a conferência dos 191 Estados membros da CMNUCC, entre os dias 3 e 14 de dezembro em Bali, na Indonésia, cujo objetivo será definir o que acontecerá depois da expiração do Protocolo de Kyoto.
A meta desta sexta-feira é chegar a um acordo para que os países ricos diminuam suas emissões em 25% a 40% antes de 2020, como sugeriu a União Européia.
Esta meta é conforme às recomendçaões dos cientistas do grupo intergovernamental de especialistas sobre a evolução do clima, para evitar que a média da temperatura global aumente mais de 2 graus.
"Ficar abaixo de 25% a 40% daqui a 2020 seria completamente inaceitável", avisou Red Constantino, da associação Greenpeace.
No entanto, cinco países (Japão, Nova Zelândia, Canadá, Rússia e Suíça) não concordaram com esses números, enfurecendo as ONG.

ONU pede mais liderança países ricos na redução emissões gases
A ONU pediu hoje uma maior liderança dos países desenvolvidos no combate às causas das alterações climáticas com medidas mais ambiciosas no corte de emissões de gases que aumentam o efeito estufa e um aumento da cooperação com os países em desenvolvimento.
A questão é «quais os compromissos os países desenvolvidos vão concretizar na próxima fase (após o Protocolo de Quioto) para mostrar a liderança necessária», disse Yvo de Boer, secretário-geral da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC, em inglês).
«Uma pedra angular do Protocolo de Quioto é que os países desenvolvidos assumam a liderança na redução de emissões porque são os que, fundamentalmente, causam o problema», salientou De Boer.
O secretário-geral da UNFCCC falava, em Viena, no início de uma reunião da ONU preparatória da Conferência sobre Alterações Climáticas da ONU do final de ano em Bali (Indonésia), destinada a conseguir um acordo sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
«Este diálogo vai dar uma indicação sobre a direcção em que nos devemos movimentar para dar uma resposta a longo prazo sobre as mudanças climáticas», disse De Boer.
De Boer citou como exemplo entre os países desenvolvidos a meta estabelecida pela União Europeia para que 20% do consumo energético de 2020 seja de fontes renováveis e apontou que esse é o caminho a seguir.
Salientou que os relatórios apresentados este ano pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) indicam que a acção do homem está por trás do aquecimento global e que a tecnologia para mitigar os efeitos existe.
Por isso, é necessária uma cooperação maior entre os países ricos e pobres para ajudar estes últimos a potenciar o uso de energias limpas a longo prazo por meio de incentivos económicos, disse.
«Penso que os mecanismos de mercado e a cooperação internacional oferecem uma excelente oportunidade para reduzir as emissões para um custo aceitável e fazer com que outros países possam adoptar o caminho do desenvolvimento sustentável», disse De Boer.
A ONU afirmou que para facilitar a aplicação do novo acordo, o prazo limite é 2009.
O Protocolo de Quioto, ratificado por 166 países, fixou como meta que 35 países industrializados reduzissem as emissões de gases poluidores até 5% abaixo dos níveis de 1990, algo que por enquanto está longe de ser cumprido.
Entre os países industrializados, os EUA (maiores consumidor de energia do mundo) e a Austrália não aplicam o acordo. Países em desenvolvimento com elevadas taxas de crescimento como a Índia e a China também não são obrigados a cumpri-lo.
De Boer frisou que as duas grandes economias em desenvolvimento da Ásia adoptaram medidas de redução voluntária: a Índia propôs-se obter 25% da sua energia por fontes renováveis em 2030 e a China melhorará a respectiva eficiência energética em 20% nos próximos anos.
27-08-2007 17:09:59

Brasil rejeita proposta alemã sobre cálculo para redução de CO2
Publicada em 31/08/2007 às 04h05m
Graça Magalhães-Ruether - Correspondente do Globo
BERLIM - O Brasil vai recusar a proposta apresentada na quinta-feira pela chanceler federal alemã Angela Merkel de um cálculo per capita das emissões de gases-estufa dos países emergentes. José Domingos Miguez, chefe da delegação brasileira que participa da reunião preparatória para a cúpula da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Viena, disse que a posição defendida nas negociações para a redução das emissões dos gases do efeito de estufa destaca a responsabilidade histórica dos países ricos.
Na véspera, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia dito que o Brasil teria uma posição menos defensiva nas questões relacionadas ao aquecimento global. Nas negociações internacionais, as áreas diplomática e ambiental do governo estariam instruídas a assumir compromissos mais ambiciosos, como a adoção de metas internas para reduzir os níveis de emissão de carbono.
A chefe do governo alemão, que detêm este ano a presidência rotativa do G-8, apresentou a proposta do "cálculo per capita" com o objetivo de incluir os países emergentes (grupo do qual o Brasil faz parte) num compromisso de redução das emissões. Segundo ela, os países em desenvolvimento poderiam aumentar as emissões até atingir o nível dos países desenvolvidos. Depois disso precisariam reduzir em proporção igual.

Brasil quer eliminar uso do gás CFCO Brasil já não importa mais CFCs, os gases que destroem a camada de ozônio utilizados até pouco tempo em aparelhos como geladeiras e condicionadores de ar. Além disso, esses gases devem ser completamente eliminados até 2009, segundo informações da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade de Vida do Ministério do Meio Ambiente (MMA). “Hoje, a gente usa o CFC só para fins médicos, aquelas bombinhas de asmático, os inaladores, e mesmo assim até 2009, no máximo até 2010, isso também vai ser abandonado”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas, Ruy de Góes.Ele explica que o Brasil adiantou em três anos o prazo estipulado pelo protocolo, negociando com a indústria um calendário para a produção somente de aparelhos sem CFC. “O que a gente usa hoje de CFC no Brasil é só para manutenção dos equipamentos velhos, e mesmo assim o que se usa é o CFC reciclado”, diz.“A gente calculou qual foi o efeito desse cronograma que o Brasil adotou, mais rígido do que aquele previsto pelo protocolo, e com isso a gente conseguiu economizar a emissão de [gás CFC equivalente a] cerca 360 milhões de toneladas de CO2”. Segundo o diretor, os gases CFCs, além de prejudicar a camada de ozônio, tem um poder de aquecimento global quase 11 mil vezes maior do que o gás carbônico. Dessa forma, não utilizar os CFCs também contribui para diminuir o efeito estufa, que causa o aquecimento do planeta.Além dos CFCs, outras substâncias químicas também são controladas pelo Protocolo de Montreal e seu uso deve ser eliminado. Uma dessas substâncias é o gás brometo de metila, utilizado como agrotóxico. “Temos o prazo até 2015 para eliminar o brometo de metila e, na agricultura, a partir de 1º de janeiro deste ano já não se usa mais esse gás”, afirma Ruy de Góes.“O próximo passo é um outro gás também controlado pelo Protocolo de Montreal, ou uma família de gases, que são os HCFCs”, diz o diretor. Ele explica que, segundo o protocolo, o prazo para acabar com o uso desses gases, que ainda são utilizados em aparelhos como geladeiras e condicionadores de ar, seria até 2040. “O Brasil e a Argentina estão propondo que se congele a produção do gás nos níveis de 2010 e que progressivamente ele vá sendo abandonado, até que em 2030 ele praticamente sumiria do mercado”, afirma.Ele explica que essa é uma das propostas que serão discutidas no próximo encontro das partes que assinaram o protocolo. A reunião vai acontecer em setembro, na cidade de Montreal, no Canadá, em comemoração aos 20 anos de criação do protocolo. (Agência Brasil)


links
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?594
http://www4.prossiga.br/Lopes/prodcien/fisicanaescola/cap14-1.htm
http://www.10emtudo.com.br/demo/fisica/estudo_dos_gases/index_1.html
http://www.ibg.com.br/
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/gases/index.php3&conteudo=./energia/gases/gases.html

[doc-n] eduardo [gases]

A aula do dia 27 de agosto aliou discussões sobre o turismo com a exibição do filme Mondovino. Os assuntos abordados no filme, em formato de documentário, tratavam de discussões que iam além do tema central que é o da cultura do vinho, tendo em vista os conflitos apontados no filme. O produtor, Jonathan Nossiter enfoca alguns países produtores de vinho, que são na maioria, onde ele viveu durante algum tempo de sua vida.
Mondovino trata sobre a cultura do vinho, onde o diretor Nossiter (especialista em enologia) documenta pontos de vistas diversos sobre a ocupação de vinícolas internacionais e de grande porte em regiões onde na maioria das vezes acabam sufocando pequenos e tradicionais produtores, bem como sobre um novo conceito: de que vinho pode ser produzido em qualquer lugar do mundo.
Dentre as diversas histórias e abordagens das pessoas que passam pelo filme, a que mais me chamou a atenção foi a da tradicional família De Montille da região da Borgonha, que mesmo entre eles, pai, filho e irmãos se dividem em opiniões sobre o vinho e como produzi-lo.
Com o passar do filme percebe-se um contraposto estabelecido entre as pessoas do filme que defendem o vinho terroir (típico da região francesa de Bordeaux) entendido como representante da tradição e de outro lado o vinho cada vez mais submetido a industrialização que representa o avanço da tecnologia. No entanto, não cabe argüir qual é o correto, uma vez que de certa maneira os defensores de cada lado são estimulados pelo medo da concorrência, onde ambos são produtores defensores de suas particularidades, e que estão inseridas em um mercado globalizado com tendências a massificação de gostos. Ainda pesando conforme exposto no próprio filme, como aconteceu com Roma dominando territórios e espalhando sua cultura, ainda hoje existe a necessidade humana de uma sociedade querer impor sua cultura àquelas que se mostram mais suscetíveis ou mesmo como algo insuficientemente visível e de maneira gradativa.
As indagações do filme ultrapassam o confronto entre tradição e tecnologia, instigam uma divergência entre interesses culturais e capitalistas, onde nenhum vence, mas sim continuam sempre em disputa, suportados por uma mídia globalizada.
O problema da imprensa, dos consultores, das grandes empresas que como poder de formação de opinião são expressas no filme através da relativa importância dada aos consultores como Michel Rolland que tenta que resolver todos os problemas com a técnica de micro-oxigenação e de Robert Parker (tido como) um conceituado crítico, que mesmo com seu nariz avaliado em 1 milhão de dólares possui em sua casa um cão que peida. Sobre este fato é interessante destacar conforme discutido na aula, como a imagem, pode ser submetida a julgamentos capazes de desbancar uma pessoa que depende de sua imagem.
Quanto a experiência expressa no filme, quando um guia turístico tenta ao passar algumas informações para visitantes implantar uma conexão entre a empresa e o turista, quando o essencial é que haja uma integração com o local a ser visitado e o que a pessoa possa vir a sentir. Neste caso, o exemplo das agências de viagens que distribuem souvenirs que estabelecem vínculo com a empresa, ao invés de vincular o turista com o local que vai será visitado com a distribuição de algo útil nesta viagem. Além disso, hoje em dia, as empresas ficam focadas em segmentar seu público alvo e não em segmentar o perfil de seus clientes/turistas oferecendo-lhes o que de acordo com suas preferências possa se tornar uma experiência mais valorizada de viagem.
Ainda sobre o exemplo do guia turístico da vinícola de Mondovani que tenta impor uma experiência aos visitantes passando-lhes o que o vinho deveria remeter-lhe em lembrança, a discussão fica voltada para que cada pessoa seja capaz de decidir sua própria experiência e não que lhe seja imposta.

Conceito Chave: Gases

O conceito gases serve para demonstrar tudo aquilo que nos cerca e que não percebemos, às vezes porque não queremos, somos influenciados a não perceber ou até mesmo sentir de uma maneira que não é aquela que sentiríamos se ninguém nos informasse.
Inúmeras são as formas de se perceber e experimentar algo, principalmente no que se concerne ao que as pessoas desejam sentir. No entanto, o importante é que se consiga aproveitar de alguma maneira todas as coisas que às vezes podem passar despercebidas.
O conceito chave da aula foi estabelecido a partir da seqüência do filme em que o produtor Nossiter entrevistando o enólogo número 1 do mundo (pelo menos na época da produção do documentário), descobre em sua casa um buldogue que devido a sua idade avançada tem problema de gases. Sendo assim, surge a interpretação de que a palavra gases seria um bom conceito chave tendo em vista a consideração de que ninguém vê os gases mas todo mundo sente.


Biografias
Jonathan Nossiter
[1] – Produtor do Vídeo/ Documentário Mondovino
Filho de Bernard D. Nossiter, um correspondente do The Washington Post, Jonathan Nossiter nasceu no ano de 1961 em Washington, DC. No entanto, quando tinha dois anos de idade sua família se mudou para a Europa, onde viveu em diversos países como Reino Unido, França, Grécia e Itália, e além do continente europeu, Jonathan também morou na Índia. Passou a se interessar por vinhos quando trabalhou em alguns restaurantes em Paris, quando depois se formou como sommelier (especialista em vinhos).
Apesar de Nossiter ter estudado artes em São Francisco e em Paris, ele descobriu que essa não era sua vocação e passou a estudar a antiga Grécia (falante de grego, francês e italiano) de onde teve seu primeiro contato com o cinema através da adaptação de um texto grego para a tela de cinema. Após sua graduação, ele dirigiu peças de teatro em Nova York e Londres, onde trabalhava em restaurantes para pagar suas contas.
Ele começou sua carreira de cineasta em 1987 como assistente do diretor Adrian Lyne em “Atração Fatal”. Seu primeiro filme foi em 1990, sobre Quentin Crisp e a vida boêmia em Nova York: “Residente Alien”. Dentre suas atuações pode-se citar: “Sunday”, “Signs and Wonders”, “Searching for Arhtur Penn”, “Losing the Thread”, “In the Shadow of Hollywood”.
Atualmente, morando na comunidade italiana em Manhattan, Nossiter divide seu tempo entre filmagens e consultoria sobre vinhos em restaurantes além de criar listas de vinhos para restaurantes de Manhattan.


notícias
Fonte: http://turismo.terra.com.br/interna/0,,OI123120-EI1419,00.html
Quarta-feira, 29 de agosto de 2007.
Fonte:
http://revistapaisefilhos.terra.com.br/seubebe.asp
Quinta-feira, 30 de agosto de 2007.
Fonte:http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=29108&more=1&c=1&pb=1
Quinta-feira, 30 de agosto de 2007.
Fonte: http://jc.uol.com.br/2005/09/12/not_96731.php
Quinta-feira, 30 de agosto de 2007.
Fonte:http://negociosnainternet.blogspot.com/2007/08/novo-impulso-ao-marketing-do-turismo.html
Quinta-feira, 30 de agosto de 2007.

Links
- Entrevista enólogo Michel Rolland
http://amanha.terra.com.br/edicoes/200/entrevista.asp
- Benefícios do Vinho
http://www.al.rs.gov.br/ag/noticias.asp?txtIDMATERIA=157234&txtIdTipoMateria=1
- O turismo como espaço de interesse público
http://www.ouropreto.com.br/noticias.asp?cod=1630
- Enologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enologia
- Embratur mobiliza profissionais para promoção internacional do país.
http://institucional.turismo.gov.br/

[doc-n] raquel [gases]

O filme, Mondovinho, conta um pouco sobre a história e do mapa do vinho no Brasil, em Pernambuco, e principalmente por toda a Europa, no sul da França e na Itália. Em Sardenha na Itália, é cultivado o vinho Malvasia e o Di Bosa, está em dificuldades porque é um produto diferente dos outros. Para os produtores desse vinho, o prazer está em comercializar na própria casa da pessoa e na degustação feita no próprio local. Os vinhedos dão muito trabalho para o seu cultivo, portanto, só quem tem dinheiro, que é aconselhado à trabalhar com esse tipo de coisa. Porém foi se perdendo a identidade e a dignidade no cultivo do vinho, principalmente após a mecanização de alguns vinhedos nessa região.
Sul da França (400 km) da capital: algumas regiões da França possuem uma posição privilegiada para o cultivo do vinho e do queijo. Mas, a maioria dos campos está modernizando e aprimorando a oxigenação dos seus vinhos. O cultivo ao dinheiro, ou seja, a exportação e a marca passam a serem mais importantes do que propriamente o cultivo do vinho e de suas tradições. Alguns pequenos produtores, são contra essa modernização e a extinção desses valores. Porém, apenas pesam dessa maneira, por não conseguirem concorrer à mesma velocidade e no mesmo nível que outros grandes produtores, como o do vinho Mondavi.
San Francisco Califórnia (EUA): Propriedade Familiar dos Stalin: com o faturamento de anual de 550 milhões. A Mecanização dos vinhedos e preocupação com a saúde e satisfação dos camponeses que trabalham em sua produção, na sua totalidade, estrangeiros (Hispânicos). Por essa mecanização de sua propriedade, o dono das terras onde estão os enormes vinhedos, queria propor um acordo com o prefeito para a compra de novas Terras para a expansão de sua produção. Porém não obteve êxito nessa região que já havia outros produtores nela e que eram contra esse crescimento da marca Mondavi. Primeiro porque iria extinguir com a tradição dos vinhos que alguns pequenos produtores ainda eram adeptos e por tentar manter o monopólio de mercado. E segundo por possuir um viéz totalmente capitalista e mecanicista, extinguindo assim com outros postos de trabalho distintos.
Robert Mondavi (empresário mais renomado do ramo, da degustação dos vinhos): Ele diz a seguinte frase: “Que é possível produzir bons vinhos em qualquer lugar do mundo. E o que o vinho tem muito a dizer do estilo e da personalidade da pessoa que o consumi.” Pois cada pessoa irá eleger um vinho de sua preferência e isso independe do valor e do sabor do vinho. Só pelo simples fato e pelo prazer de degustar os vinhos seja ele qual for. Ou seja, ele passa a ser um dispositivo de estilo de vida. Em sua ultima viagem pela Europa, à Borgonha, ele pode perceber isso, principalmente, porque havia um local no centro da cidade onde eram guardados os vinhos e que o dono, era bem simples. Na sua ultima viagem, para a Argentina, ele pode conhecer outro empreendimento familiar, porém um pouco mais tradicional, e com escala de produção pequena, mais em crescimento. Em sua última viagem mesmo, ele esteve em Nova York, onde conheceu um Americano, que se especializou no ramo de vinhos, depois de muitos anos.


Palavra-chave: Gases
Explicação: Há uma maquiagem dos campos de vinhedos automatizados, pois escondem outra lógica por trás, a lógica capitalista e de consumo. Assim como os gases as pessoas sentem, mas não o vêem, se pode ter a mesma relação para os campos de vinhos automatizados. Nessa parte também citou-se o exemplo do Grande tasty de vinhos no mundo: do cara, que era dos EUA e que era conhecedor e provador dos vinhos para eleger as grandes marcas de mercado do Mundo. Também foi feita uma comparação com o seu cachorro, que possuía um problema de gases e que poderia vir a interferir no trabalho e na imagem do entendedor de vinhos e na escolha dos mesmos.

[doc-n] fernanda [visaginação]

A aula foi baseada no livro “Aqui está Nova York”, Elwyn Brook White.
O autor narra sua experiência com a cidade de Nova York que para ele é a capital do mundo.
Segundo White, Nova York não é mais a mesma cidade que ele conheceu em 1949. Hoje esta cidade se transformou em um centro de informações mundial, com diferentes edificações, com grande tecnologia. Porém continua no mesmo ritmo, com os mesmos fluídos e vibrações de outras épocas.
O autor continua com prazer em visitar ou falar da cidade de Nova York, ele continua adimirando a mesma, mesmo com todas as mudanças.
Quando pensamos em Nova york, logo imaginamos avanço tecnológico, concentração de pessoas, congestionamento e culturas diversas.
Para o autor mesmo com todas as mudanças que ocorreu na cidade, a mesma continua com os 45 cm de distância entre os quarteirões.
Nesta aula, foi baseada também no filme que assistimos onde o pai narra várias experiências já vividas por ele para o seu filho. Com isso, podemos perceber que nunhuma experiência é igual a outra, mesmo que seja do mesmo local.
Um exemplo é uma viagem de uma turma de 40 pessoas para qualquer destino. Cada uma dessas 40 pessoas viverá uma experiência diferente da outra, pois cada um possui uma visão distinta das coisas e fatos.
Após discursões em sala chegamos a uma palavra chave referente ao assunto discutido em sala de aula.


Palavra chave: Visaginação
Cada pessoa terá uma visão de acordo com a imaginação da mesma, ou seja, cada pessoa possui uma experiência diferente de outra, pois a história pode variar de acordo com sua imaginação, mesmo que tenha ciso vivida no mesmo local e tempo.

Notícias
Link: http://www.setur.df.gov.br/ (Anexos)
Link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/ (Anexos)

Sites
www.turismo.rs.gov.br
www.belohorizonte.mg.gov.br
www.belotur.com.br/por/noticia.php?chave=notVk2T52
www.achetudoeregiao.com.br/MG/Belo%20_horizonte_turismo.htm
www.chapadadosguimaraes.com.br/livrist.htm

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

[doc-m] caio [peixe grande]

A introdução do livro Aqui está Nova York, escrita por Roger Angell, conta das observações do escritor do livro E. B. White sobre as transformações na cidade de Nova York e que na realidade são transformações que todas as cidades sofrem.
Cada momento e cada fase de nossa vida possuem vivências que não se repetiram mais e, que em muitas das vezes, não podem ser percebidas pelas pessoas, pois, trata-se de experiências únicas, vividas e valorizadas por cada um dentro de seu cotidiano.
No decorrer da introdução pode-se perceber a valorização de White sobre determinados acontecimentos do dia-a-dia na cidade Nova York que, devido as suas transformações ao longo dos anos já não lhe proporcionam a mesma vivência. Tratava-se apenas de lembranças, pois, agora as experiências se tornavam diferentes. Para ele, embora no passado tenha sido legal viver e morar em Nova York, hoje apesar das mudanças sofridas ainda é interessante viver na cidade, porém, vivenciando experiências diferentes. Trata-se de um convite ao leitor para “sentir” Nova York hoje de outra forma, modificada.
O filme “Big Fish” serviu como um complemento a aula para falar justamente dessas experiências e vivências de cada pessoa dentro do seu cotidiano e qual o valor que cada ser dá a essas experiências.
Podem-se ainda relacioná-las com a atividade turística de forma a pensar que os profissionais do turismo “vendem” vivências e experiências únicas para cada pessoa dentro do seu cotidiano que servirão de lembranças de seu passado. E essa é a real lembrança que se deve ter de viagens e locais visitados. Fotografias são apenas imagens que não retratam a experiência vivida e nem os sentimentos daquele momento.

[doc-m] frank [peixe grande]

A aula do dia 17/08/07 começou com a leitura dos documentários referente a aula do dia 10/07 pelas alunas Fernanda Frecanni, Vanessa Borges, Carolina Inês e Meire (sorry Meire mas eu esqueci seu sobrenome).
Após a leitura o professor avaliou a apresentação e aproveitou a oportunidade para tirar dúvidas quanto a confecção dos documentários (como deve ser feito, de que forma, para onde enviar, etc).
Em seguida deu continuidade à aula com a leitura da introdução do livro “Aqui Está Nova York” de autoria de E. B. White, cuja introdução fora escrita por Roger Angell;
E. B. White o autor do livro “Aqui esta Nova York” é um escritor várias vezes premiado, cujos livros e artigos são lidos e venerados em todo o mundo. Nascido Elwyn Brooks White, em 1899, em Mt. Vernon, Nova York, White se formou na classe de 1921 da universidade de Cornell. Ele trabalhou como repórter e copiador de anúncios até entrar para a The New Yorker Magazine, em 1926, onde escreveu artigos editoriais. White contribuiu para a seção 'Notas e Comentários' da revista de 1927 a 1976. White também escreveu para a revista Harper's, cujos textos foram reunidos em 1942 no livro "One Man's Meat,"
Entre os vários livros de White destacam-se "The Lady is Cold" (uma coleção de poemas), "Is Sex Necessary?" (em colaboração com James Thurber), "The Wild Flag," "The Second Tree From the Corner," "The Points of My Compass," "Essays of E.B. White," "Poems and Sketches of E.B. White," "Here Is New York”, "Writings From The New Yorker" e "The Elements of Style",
White escreveu três livros infantis: "Stuart Little" foi o primeiro, em 1945, seguido por “Charlotte's Web" em 1952 (no Brasil conhecido como “A Menina e o Porquinho) e "The Trumpet of the Swan", em 1970. "Stuart Little," ilustrado por Garth Williams, permanece sendo um de seus livros mais populares e adorados.
E.B. White morreu em 1º de outubro de 1985, em North Brooklin, estado de Maine, EUA. Ele recebeu a medalha de ouro por seus artigos e críticas pelo Instituto Nacional de Artes e Literatura (National Institute of Arts and Letters). Ele foi também reconhecido com um prêmio Pulitzer (o Oscar do Jornalismo e Literatura) pelo conjunto de sua obra em 17 de abril de 1978. White graduou-se em sete faculdades e universidades norte-americanas e foi membro da Academia Americana (American Academy).

[Frase de White “Nos dias em que o coração humano mais precisa de calor, a cozinha é o lugar certo: seca a meia molhada, esfria a cabeça quente”. Fonte :www.paralerepensar.com.br/e.htm ]

Roger Angell o autor da indrotução do livro “Aqui Está Nova York”, nasceu em 19 de Setembro de 1920 em Nova York , é um importante escritor norte americano, que gastou a maior parte da sua carreira como editor de ficção e contribuidor regular da revista The New Yoker. Ele escreveu diversos artigos memoráveis sobre baseball assim como inúmeras ficções e peças críticas. Angell é chamado de “o melhor escritor de baseball de todos os tempos” pelo seu estilo inteligente de prosa.
Angell é filho da editora e autora Katharine Sergeant Angell White e filho adotivo do renomado escritor E.B. White (autor do livro Aqui Esta Nova York), que influenciara diretamente na sua escrita.
Angell começou escrevendo pequenas ficções e narrativas pessoais. Seu primeiro trabalho profissional a respeito do baseball foi em 1962, quando ele foi convidado pela revista The New York na época que seus pais eram editores para viajar para a Flórida para escrever sobre o treinamento da primavera. Desde então ele tem traduzido toda a sua paixão pelo baseball nos seus artigos, a maioria originalmente publicada na revista The New Yorker, onde trabalhou como editor desde 1956. Muitos desses artigos foram publicados e aclamado pelos críticos como best-sellers como é o caso de: “The Summer Game”, “Five Seasons”, “Season Ticket”, “Once More Around the Park”, “Game Time” e “Let me Finish”.

A introdução feita por Roger Angell no livro “Aqui esta Nova York” foi inserida nas edições a partir do ano 1999 e nela ele conta como foi o processo que levara White a escrever o livro e a sua percepção sobre a Nova York da década de 20 quando o autor ainda aspirante a escritor iniciou sua carreira. Roger relata que, escrever o livro sobre Nova York, para White fora uma oportunidade dele “revisitar a si próprio enquanto jovem” e vivenciar as mudanças comportamentais dos Nova Yorkinos ocorridas devido o passar dos anos. Ele também deixa claro que White previu de antemão que seria impossível atualizar o livro uma vez que a cidade esta em mudança constante seja por especulações imobiliárias, modismos, tendências culturais etc. No livro White frisa que cabe ao leitor e não ao autor atualizar a cidade uma vez que as mudanças não cessariam.
Após a leitura da introdução do livro o professor relacionou a experiência vivida por White com as diferentes leituras e percepções que se pode ter de um lugar, objeto ou edificação e acabou tocando na polêmica sobre a não restauração dos monumentos, o que levou a interpelação por parte do Bruno Rímulo sobre importância da restauração para a atividade turista.
Essa discussão (Restaura X Não Restaura) se estendeu por cerca de cinco minutos e o professor percebendo que a ladainha seria extensa e tomaria muito tempo da aula optou pelo início do filme “Big Fish” dirigido por Tim Burton que conta “a história de um contador de histórias (Ed Bloom) que saiu de sua pequena cidade-natal, certo que estava destinado para grandes coisas para conhecer o mundo. A diversão predileta de Ed, já velho é contar sobre suas aventuras que viveu nesse período, mesclando realidade com fantasia. As histórias fascinam todos que as ouvem, com exceção de Will, filho de Ed. Até que Sandra, mãe de Will, tenta aproximar pai e filho (devido a doença terminal de Ed), o que faz com que Ed enfim tenha que separar a ficção da realidade de suas histórias.”
Fonte da sinopse do filme :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Fish

Biografia do diretor Tim Burton:
Timothy William Burton nasceu em 25/08/1958 em Burbank, no do sul da Califórnia - EUA onde passou a infância desenhando, assistindo a velhos filmes de terror e lendo a obra de Edgar Allan Poe. Quando estudava animação no Instituto de Artes da Califórnia, foi descoberto por uma executiva dos Estúdios Disney, para quem passou a trabalhar. Depois de obter a liberdade de desenvolver seus próprios projetos, estreou na direção em 1982 com o curta animado Vincent, um tributo ao ídolo Vincent Price. A inesperada acolhida do público aos seus dois primeiros longas, os cômicos As Grandes Aventuras de Pee Wee e Os Fantasmas se Divertem, fez de Burton o escolhido para dirigir Batman. O estrondoso sucesso do filme lhe trouxe um improvável poder em Hollywood, considerando a ousadia habitual de seus projetos. Burton ainda voltou ao homem-morcego em Batman, o Retorno. Mas foi no auge da criatividade que realizou a fábula Edward Mãos de Tesoura. O filme marcou o início da bem-sucedida parceria com o ator Johnny Depp, continuada em Ed Wood, uma cinebiografia daquele que foi considerado o pior realizador norte-americano de todos os tempos, e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça. Em 2001 foi contratado para dirigir uma refilmagem de Planeta dos Macacos e conseguiu mais um grande sucesso de bilheteria. Burton ainda dirigiu diversos filmes como: A Fantástica Fábrica de Chocolate, A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça, Marte Ataca, Planeta Dos Macacos, Peixe Grande e A Noiva Cadáver.


Palavra Chave: Peixe Grande
Como não achei e acredito que não exista nenhum dicionário com o verbete Peixe Grande, analisei a palavra dividindo-a de maneira a deduzir seu significado onde: Peixe Grande seria um animal vertebrado, aquático, com o corpo coberto de escamas, os membros transformados em barbatanas, e que respira por guelras; que possui dimensões avantajadas e elevado tamanho.
Mas Peixe Grande na cultura brasileira é uma pessoa importante, astuta, sagaz, que possui contatos e influência em diferentes esferas. Como é o caso dos “lobistas” e de uma pessoa aqui na sala; Quem é...quem é Cristiano Lopes perto da...?
Peixe Grande também pode ser um criminoso de colarinho branco que acaba sempre se safando e que tem como subordinados (segundo uma hierarquia) os peixes pequeno ou “café pequena” (pessoas que executam as ordens do peixe grande) e que acabam sempre sendo presas.
Mas no filme “Big Fish” Peixe Grande é uma metáfora usada por Tim Burton para instigar o protagonista Ed Bloom a ser como um peixe dourado, pois uma vez mantido em um pequeno aquário o peixe dourado se mantém pequeno. Mas com mais espaço, o peixe pode duplicar, triplicar até mesmo quadruplicar de tamanho. E era o que Ed queria por achar que estava destinado a coisas maiores.

Contextualização da introdução do livro Aqui Esta Nova York e do filme com a matéria:

O denominador comum do livro, do filme e da matéria estudada é a memória. Onde a consonância dos dois primeiros (livro e filme) nos remete ao discurso de que a memória, nesse caso, é aquela guardada por um indivíduo e se refere as suas próprias vivências e experiências que dão subsídio para a formação do caráter da pessoa.
A memória referente ao livro retrata às lembranças nostálgicas que E.B.White tinha a respeito do cotidiano, dos hotéis, dos caffés, da relação com as pessoas e do ritmo de trabalho na época em que vivera na Nova York do inicio do séc. XX. E essa lembrança é retratada com o contraste das mudanças uma vez que a cidade se transforma constantemente onde a experiência vivida por ele nunca será igual à de outra pessoa ou até mesmo a dele próprio (caso estivesse vivo). A ruptura com o passado o leva a um saudosismo de uma época que não volta mais. Essa memória é muito subjuntiva, pois depende da percepção e nível de abstração de cada pessoa.
A memória do filme “Big Fish” diz respeito ao relato de histórias fantásticas, cheia de magia e sonhos onde seres bizarros e irreais povoam o imaginário do protagonista em meio a lugares fantasiosos. Essa memória inventada se misturava com a realidade de tal forma que, toda essa fantasia, fora primordial para a formação do modo e do seu estilo de vida. Sendo que, mais tarde, a perpetuação de tal memória (relato dos “fatos vividos”) fora passada para a geração seguinte através do seu primogênito.
Já a memória referente ao turismo é entendida como elemento fundamental na formação da identidade cultural dos indivíduos, pois dizem respeito às suas crenças, costumes, modo de vida, símbolos do passado (monumentos e lugares de relevância cultural) e esta intimamente ligada ao significado de cultura. E é nesse meio que o turismo tenta se inserir como uma ferramenta de valorização, divulgação e manutenção da memória e cultura. Sendo que a educação patrimonial é uma das formas que a população percebe a importância da sua cultura para suas vidas e passa a preservá-la.
No papel todo esse discurso é muito bonito e louvável, mas não se pode esquecer a outra face da moeda onde as manifestações culturais e os monumentos são comercializados e muitas vezes transformados em espetáculo isso sem falar da exclusão por parte dos empreendedores da atividade turística que “expulsão” os moradores locais com o intuito de melhorar a infra-estrutura de apoio ao turismo do local. Como foi percebido na nossa visita técnica a Tiradentes no 4º período.


Sites
Memória e Identidade: Aspectos relevantes para o desenvolvimento do Turismo Cultural.
Disponível em:
http://www.ecoviagem.com.br/ecoviagem-brasil/artigos/memoria-e-identidade-aspectos-relevantes-para-o-desenvolvimento-do-turismo-cultural.asp
Imaginário, cultura e turismo no quarteirão Jorge Amado
Disponível em:
http://www.urutagua.uem.br/006/06costa.htm
A importância da Educação Patrimonial para o desenvolvimento do Turismo Cultural
Disponivel em:
http://www.partes.com.br/turismo/turismocultural.asp
Memória, cultura e poder na sociedade do esquecimento: o exemplo do centro de memória da unicamp.
Disponível em:
http://www.lite.fae.unicamp.br/revista/vonsimson.html
Turismo e Cultura - referências da identidade humana , por Daniela Varela
Disponível em:
http://www.ouropreto.com.br/noticias.asp?cod=1701

Notícias
Patrimônio desaparecido em nome de que progresso?
Disponível:
http://jn.sapo.pt/2006/11/12/porto/patrimonio_desaparecidoem_nome_que_p.html
39º Festival de Inverno de Diamantina da UFMG
Disponível:
http://www.ufmg.br/festival/006257.shtml
Programa Monumenta tem inscrições abertas para projeto que incentiva iniciativas nas áreas de educação patrimonial e promoção de atividades econômicas em sítios históricos.
Disponível::
www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/cultura_viva/noticias/index.php?p=27409&more=1&c=1&pb=1
Parintins quer transformar Festival em patrimônio cultural brasileiro
Disponível:
http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=56845
Iphan aprova primeiro tombamento de material áudio-visual
Disponível:
http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=59

[doc-m] thaís [peixe grande]

A aula de Educação Patrimonial e Turismo do dia 17/08 – sexta feira, iniciou-se com a leitura da introdução do livro “Aqui está Nova York”, de E. B. White, traduzido para o português por Ruy Castro. O livro fala sobre a experiência de White ao visitar Nova York, e assim, ele conta as belezas que foram vistas, os lugares visitados e as sensações provocadas. Entretanto, alguns anos mais tarde, Roger Angell (enteado de White) inseriu no mesmo livro uma introdução falando sobre as transformações ocorridas no espaço, porém, assim como White, se recusou em atualizá-las por acreditar que cabe ao leitor visitar a cidade e ver por si mesmo as mudanças provocadas pelo tempo e pela própria sociedade.
Apesar de afirmar que o novo texto deveria se chamar “Aqui estava Nova York”, Roger retrata nesta introdução que todas as coisas visitadas anteriormente por White, não existem como eram, porém, não deixaram de existir. Ou seja, não quer dizer que as sensações provocadas anteriormente nos anos 40, não existam mais, Nova York ainda continua sendo uma cidade maravilhosa, deslumbrante e cheia de pessoas e coisas a serem vistas e descobertas.
Para exemplificar melhor o texto e as transfomações ocorridas com o tempo, o professor mencionou o “bibôque”, brinquedo antigo que não é mais utilizado pelas crianças de hoje, que no entanto, deu lugar a novos tipos de brinquedos, como o “Video Game Wii”, que serve para toda a família. Em outras palavras, este é o curso natural da vida e das coisas, algumas se transformam e outras se atualizam a partir das necessidades da sociedade, e com certeza, nunca deixam de existir nas lembranças das pessoas.
Para retratar melhor os temas em discussão, como lembranças, memória e tempo, após a leitura, assistimos ao filme “Peixe Grande” uma comédia dramática dirigida por Tim Burton e marcada por uma rede entrelaçada de histórias reais e imaginárias, que conta a jornada de Edward Bloom. No filme, o protagonista narra suas estórias e façanhas que vão do encantador ao surreal, misturando sagas épicas sobre gigantes e lobisomens, unindo cantoras coreanas, bruxa de olho de vidro capaz de prever o futuro - e, é claro, um peixe grande que se recusa a ser capturado. Apesar de algumas pessoas não acreditarem em tudo o que ele diz, para Edward o que importa mesmo é a maneira como as coisas são sentidas e contadas. E talvez essa seja a melhor maneira de aceitar sua vida, entre os enormes feitos e grandes fracassos.
Como exposto no filme “Peixe Grande” e no texto “Aqui está Nova York”, a memória muitas vezes é descrita como a capacidade de lembrar o passado. Por "memória" entendemos nossa capacidade de recitar um poema de cor, seguir um trajeto diário sem tropeços, ou ainda recordar fatos vivenciados no passado e aprender através deles. Entretanto, esses aspectos da memória, que durante muito tempo foram estudados como capacidade individual de lembrar, são associados atualmente, a aspectos socioculturais.
A priori, a memória parece ser um fenômeno individual, algo relativamente íntimo, próprio da pessoa. Mas na verdade, a memória deve ser entendida também, ou, sobretudo, como um fenômeno coletivo e social, ou seja, um fenômeno construído coletivamente e submetido a flutuações, transformações e mudanças constantes.
Tais acontecimentos podem ser vividos pessoalmente; vividos pelo grupo ou pela coletividade à qual a pessoa se sente pertencer; ou até mesmo, acontecimentos dos quais a pessoa nem sempre participou, mas que, no imaginário, tomaram tamanho relevo que, no fim das contas, é quase impossível que ela consiga saber se participou ou não, como é o caso do filme em questão.
Para tanto, fica a idéia de que as coisas modificam ou até mesmo se extinguem com o passar do tempo, mas no imaginário e nas lembranças das pessoas elas nunca deixam de existir. Como dito por Hobsbawn, no texto estudado em sala: “O sentido do Passado”, nenhuma historia consegue ser contada fielmente como aconteceu e, sendo assim, todas elas são uma invenção de fantasias acrescidas aos fatos que realmente existiram. Afinal, uma historia ao ser recontada necessita da memoria das pessoas e cada um tem um sentimento e dá uma importancia diferente às coisas.
Desta forma, talvez a maior lição que se deseja passar com o filme é que as pessoas podem se transportar para uma dimensão imaginária, afastando a fatalidade do cotidiano, enquanto o absurdo gera uma insuspeita noção de liberdade. Enfim, um homem conta tantas vezes suas estórias que acaba se tornando uma delas.
Assim, a Palavra Chave escolhida para representar a aula foi “Peixe Grande”. Esta expressão pode se apresentar com vários significados. Primeiramente, ao que diz respeito ao filme, a expressão remete a estórias de pescadores, que se voltam para o imaginário, fatos criados ou acrescidos de fantasias. Além disso, talvez o melhor significado desta expressão, no contexto do filme e do livro, seja que as coisas devem ser modificadas no mesmo curso que a vida da sociedade, ou seja, as pessoas passam a querer mais, se tornam “Peixes Grandes” maiores do que lhes é oferecido e, para tanto, talvez seja realmente necessário que as coisas se transformem, se modifiquem e até mesmo se acabem, dando lugar a novas coisas e novas lembranças.


biografias
.Ruy Castro (tradutor do livro “Aqui está Nova York”) nasceu em 1948, em Caratinga, Minas Gerais. É um jornalista, tradutor e escritor que tem se destacado em biografias e reportagens extensas que vieram a se desenvolver na qualidade de livro-reportagem. A partir de suas obras, consagrou-se como um dos escritores brasileiros mais respeitados na atualidade.
Em mais de 30 anos trabalhando como repórter, já integrou as redações de Pasquim, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Veja São Paulo, IstoÉ, Playboy, Status e Manchete, sobretudo nas seções culturais. Em seu depoimento, lembra de seu primeiro emprego, em 1967, no jornal Correio da Manhã, onde conviveu com Paulo Francis.
Como tradutor, transpôs para o português dois clássicos: Frankenstein, de Mary Shelley, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Iniciou sua carreira de escritor com a publicação do primeiro volume de uma trilogia de livros sobre a irritação, o aborrecimento e a destemperança, O Melhor do Mau Humor (1989), seguido de O Amor de Mau Humor (1991) e O Poder de Mau Humor (1993).
Como biógrafo, uniu o estilo de narrador refinado a seu talento para decifrar a alma de personalidades ilustres lançando livros como Chega de Saudade - A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), O Anjo Pornográfico - A Vida de Nelson Rodrigues (1992), Saudades do Século XX (1994), Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha (1995) e, Ela é Carioca - Uma Enciclopédia de Ipanema (1999).
.Elwyn Brooks White (escritor do livro “Aqui está Nova York”) nasceu em Mount Vernon / Nova Iorque em 11 de julho de 1899 e foi um excelente escritor norte-americano.Trabalhou como repórter e copiador de anúncios até entrar para a revista The New Yorker, em 1926, onde escreveu artigos editoriais. White também contribuiu para a seção Notas e Comentários da revista de 1927 a 1976. Também escreveu para a revista Harper's Bazaar, cujos textos foram reunidos em 1942 no livro One Man's Meat. White graduou-se em sete faculdades e universidades norte-americanas e foi membro da Academia Americana (American Academy).
White recebeu a medalha de ouro do Instituto Nacional de Artes e Literatura (National Institute of Arts and Letters) por seus artigos e críticas. Foi também reconhecido com um prêmio Pulitzer especial pelo conjunto de sua obra em 17 de abril de 1978. Algumas de suas obras foram: The Fox of Peapack, Every Day Is Saturday, One Man's Meat,The Wild Flag, The Second Tree from the Corner, The Ring of Time, Letters of E.B. White, Here Is New York, Writings From the New Yorker, além de livros infantis como: Stuart Little, Charlotte's Web e The Trumpet of the Swan.
.Timothy William Burton - Tim Burton (diretor do filme “Peixe Grande”) nasceu em 1958, no do sul da Califórnia, onde passou a infância desenhando, assistindo a velhos filmes de terror e lendo a obra de Edgar Allan Poe. Quando estudava animação no Instituto de Artes da Califórnia, foi descoberto por uma executiva dos Estúdios Disney, para quem passou a trabalhar. Depois de obter a liberdade de desenvolver seus próprios projetos, estreou na direção em 1982 com o curta animado Vincent, um tributo ao ídolo Vincent Price. A inesperada acolhida do público aos seus dois primeiros longas, os cômicos “As Grandes Aventuras de Pee Wee” e “Os Fantasmas se Divertem”, fizeram de Burton o escolhido para dirigir “Batman”. O estrondoso sucesso do filme lhe trouxe um improvável poder em Hollywood, considerando a ousadia habitual de seus projetos. Burton ainda voltou ao homem-morcego em “Batman o Retorno”, por alguns considerado melhor que o primeiro.
No auge da criatividade realizou a fábula “Edward Mãos de Tesoura”, provando que conseguia dotar de humanidade um personagem absolutamente inverossímil. O filme marcou o início da bem-sucedida parceria com o ator Johnny Depp, continuada em “Ed Wood”, uma cinebiografia daquele que foi considerado o pior realizador norte-americano de todos os tempos, e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Em 2001 foi contratado para dirigir uma refilmagem de “Planeta dos Macacos” e conseguiu mais um grande sucesso de bilheteria.

notícias
http://nuevomundo.revues.org/document1499.html - Artigo de Sandra Jatahy Pesavento - Palavras para crer. Imaginários de sentido que falam do passado
http://www.urutagua.uem.br//03teles.htm – Artigo: Passado, memória e história:o desejo de atualização das palavras e feitos humanos de Edson Luis de Almeida Teles
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010269092006000300014&script=sci_arttext - Livro: O tempo e a cidade de Ana Luiza Rocha e Cornélia Eckert.
http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/104.pdf - Artigo sobre Memória e Identidade Social de Michael Pollak.
http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_23/rbcs23_06.htm - O Pesadelo da Amnésia Coletiva - um estudo sobre os conceitos de memória, tradição e traços do passado de Myrian Santos.
http://www.gradiva.pt/capitulo.asp?L=100184 – Livro Memoria de Nova Iorque e outros ensaios de João Lobo Antunes.

sites
http://www.ufmg.br/festival1006257.shtml - 39º Festival de inverno de Diamantina da UFMG
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=29108&more=1&c=1&pb=1 - A cultura como patrimônio imaterial.
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=28951&more=1&c=1&pb=1 – Apoio e fomento ao patrimônio cultural imaterial
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=29068&more=1&c=1&tb=1&pb=1 - Prêmio Santiago de Compostela de Cooperação Urbana
http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=29171&more=1&c=1&tb=1&pb=1R$ - 2,7 milhões para garantir a preservação de Ouro Preto

[doc-n fernanda [mentira]

Podemos perceber que o passado torna-se o padrão para se pensar hoje, remetendo a questão dos Índios, eles tinham uma relação bela com a natureza, não destruía, era uma época consideravelmente boa. Com base neste passado, usamos como modelo a idéia de uma vida tranqüila e bela.
Para entendermos melhor, lembra a questão da evolução para o homossexualismo. No século XVIII e XIX, as pessoas não tinham coragem de falar diretamente o que elas sentiam, de expressar o amor, então elas escreviam cartas e diários. Já no início do século XX, em Berlim, havia muita jogatina, alta inflação, e em meio a tantos acontecimentos, as pessoas achavam que a cidade iria acabar, foi aí que começaram a gozar da liberalidade do homossexualismo. Nos anos 60, começam a aparecer mulheres mais liberais, com sentimentos mais explícitos. A partir daí, uma nova cultura começa a se estabelecer, com escolas de samba GLS, o turismo com o segmento de GLS.
Considerando tal evolução, ainda não temos como saber de que forma esta mudança acontece e como realmente era antes, por mais que existam livros e fotos, não conseguimos escrever o passado de uma forma completa. Um exemplo disso é a história da Avenida Antônio Carlos, que por mais que busquemos informações, ainda ficará uma coisa incompleta, com dados que não temos acesso, partindo então para o imaginário, ou seja, buscando completar esta carência de informações através da imaginação.
Entramos então em uma questão polêmica, sendo “toda história inventada”, ou seja, ela não pára nesse passado, não existe uma imagem que é igual para todos, tornando-se uma construção manipulada, “um esforço de construção”.
Na realidade, um passado inventado é uma construção de poder, percebemos isso no mês de dezembro, época do natal, comemora-se o nascimento de Jesus, com trocas de presentes, aumentando o volume das vendas, levantando assim, um ponto em questão: mas Jesus não nasceu em março?
Temos que analisar o que é realmente oficializado como passado, um exemplo disso é o museu, mas isso não significa que não exista outra história, entendendo assim, que existem histórias que são oficiais e outras não.

Considerando assim que toda história é inventada, e se você mudasse o guia turístico? Talvez o turista fosse aproveitar mais a viagem, ele não seria induzido a visitar tais lugares citados no guia, ou seja, viveria a experiência do destino a ser visitado.
O interessante é a relação que o turista tem com a comunidade, e não a história e o objeto em si, pois tem que haver uma conversa, uma história contada.
Concluí-se então, que se deve produzir uma nova cultura, através da comunicação de massa estabelecer uma cultura, pois as pessoas experimentam os espaços de formas diferentes. Por mais que tentamos voltar ao passado, não significa que consigamos as informações com precisão. Nesta tentativa de retroceder, altera-se o sistema cultural e político, não sendo uma operação simples, por exemplo, vestir uma roupa de 1920, não significa que você conseguiu viver o passado.

“Nadamos no passado como o peixe na água, e não podemos fugir disso”. Hobsbawn

Conceito chave: Mentira
Em meio a tantos questionamentos, deparamos com informações que não temos uma verdade única, são visões diferentes, ou melhor, invenções diferentes. Já que toda história é inventada, não podemos acreditar em todos os fatos, considerando muitos, como uma mentira.


Notícias
http://portal1.pbh.gov.br/pbh/pgESEARCH_CENTRO.html?paramIdCont=11468
http://www.ufmg.br/boletim/bol1537/sexta.shtml
http://www.planetaeventos.com/Turismo/turismo_gls.htm
http://www.hojeemdia.com.br/hoje.cgi?funcao=L&codigo=6000&data=0207&anopesq=2005
http://www.overmundo.com.br/guia/museu-historico-abilio-barreto-2

domingo, 9 de setembro de 2007

recife de corais


dez anos separam minha primeira e última viagem de avião até então, desta, de semana passada, com destino a Recife. dez anos atrás, fiz minha primeira viagem ao exterior, para fora, para NY. primeira vez longe de casa, sozinho, com os próprios pés.
nas outras vezes, ao longo desses dez anos de hiato, viagens por perto, sem sair do espaço doméstico: mesmos amigos, mesmos lugares, mesmas conversas, mesmos... sem ver muito, apenas mais do mesmo – ônibus, carros e a pé. nessas, construiu-se uma indiferença a regiões, praias, fazendas, sítios, ruas, feiras de artesanato, festas populares. tornou-se real o sentimento de repetição dos lugares. cada vez mais angustiante não haver viagem que me deslocasse do lugar tal como a primeira, para NY – multidão a 45 centímetros de distância, como diz E.White.
lembrei-me das minhas viagens de garoto com meus pais para as praias do nordeste, sul e espírito santo. pertenço a uma geração mineira caracterizada, hoje em dia, pelo fato de que ir a praia não significa mais férias porque não se sai de uma rotina já conhecida: ir a praia durante as férias. ao ir a esses lugares, ou faz-se passeios por áreas próximas onde lhe atenderão como num fast food [“bom dia, o senhor deseja alguma coisa?”]; ou vai-se a praias próximas, que são outras praias ‘fast food’; ou se vai a feiras de artesanato onde são vendidas peças artesanais de griffe; ou sai-se a noite com amigos para beber e voltar de madrugada. qualquer coisa que aconteça nesse intervalo, não se dá pelos roteiros turísticos ou pela estrutura do lugar, mas porque bebe-se demais. hoje, o que há para se fazer? qual a possibilidade de estranhamento que os roteiros, lugares e eventos dão?
descobri que não sei mais viajar para não fazer nada ou para se fazer o que esperam que se faça: roteiros bem delineados. não consigo viajar para apenas sentar e ver o tempo passar ou assistir coreografias perfeitas de uma infra-estrutura produtiva cujas engrenagens perfeitamente montadas expelem qualquer possibilidade do fortuito, do acaso, do erro. estar no hotel, acordar de manhã, sair do quarto e saber que ao voltar estará tudo novo para mais uma noite de sono. preciso pegá-lo, esse corpo adestrado, arrancá-lo de seu enraizamento rotineiro, fazê-lo mover-se em direção a outros lugares que desconheço.
viajei, então, de avião para ajudar no ajardinamento do mundo.

Ajardinar = transformar em jardim
A jardinar = construir um jardim
entre transformar e criar, uma grande diferença.
fazer do mundo um jardim não é das tarefas mais fáceis, principalmente com tão pouco em mãos: doze mudas de árvores, um caminhão azul, enxadas, pás.

chegando as 20 horas a recife, sai para beber uma cerveja. fui andando rumo a um mercado que se dizia bom para beber numa noite. passando por praças simétricas e bem cuidadas, casas antigas de bairros antigos, trailers animados ao som de forrós, uma paisagem recifense que não parece em telejornais começa a se delinear em minha frente com diversos sons [nada de manguebeat ou Lenine, apenas músicas locais bregas] e prédios de 40 andares [!!!].
no caminho, o som da palavra cantada nordestina me seduziu. parei no mercado, comi cuzcuz, macaxeira, inhame, carne de sol ao molho bolonhesa e cerveja Nobel e fiquei calado grande parte do tempo, ouvindo os outros falarem, cantando. queria estar com um gravador de voz: não queria fotos nem filmes dali, apenas a voz para levar de volta para casa. a qualquer hora em que tudo começasse a acelerar demais em minha vida na cidade onde moro, em que minha vida começasse a se tornar produtiva demais aos olhos dos burocratas e publicitários, ouviria ‘ô meu lindo...não faça assim não’ e outras frases na mais correta gramaticalidade portuguesa. voltei carregando no estômago quitutes nordestinos através das ruas recifenses à uma da manhã.
dormi tarde a acordei cedo.


sábado, pulei na carroceria do caminhão velho azul de Fernando e fui a engenho do meio, bairro de recife. foram plantadas no solo duro das ruas transversais às grandes avenidas asfaltadas e de trânsito rápido do bairro, mudas de diversas árvores. chegar, avistar o possível canteiro, tomar em mãos a enxada e pá, abrir-se um buraco. pega-se a muda, planta-a e começa-se uma conversa, uma negociação para cuidar desse ramo asfáltico. cada uma das mudas terá sua cuidadora, uma pessoa que ficará responsável por cuidar dali em diante. depois de trinta dias, mandará uma carta reafirmando o compromisso e contando como está sendo cuidar da planta, como ele está entre outras histórias.
observávamos a planta sendo encrustada em solo hostil. ao mesmo tempo, uma das cuidadoras, Luzilene, contava sobre sua vida no oriente médio, seus filhos espalhados pelo mundo, seu sofrimento de estrangeira, seu alívio de estar de volta em casa mas ansiosa pelos filhos fora de seu alcance. sentou no passeio e começou a papear enquanto a carta a ser escrita e enviada dali a trinta dias lhe era entregue.
vi sua amiga aproximar-se para molhar a planta recém-cravada no solo. tomar conta de sua planta ajardinada no asfalto. acariciar e nomear sua planta. conversar com ela. rir para ela. ajudar a colocar uma saia nela e dizer que vai mandar a carta daqui a trinta dias para contar como ela está passando.

aparece Jéssica, menina de poucos anos em visita a casa da tia, para ajudar. pega terra, coloca outras mudas, conversa com todos, ajuda a cortar a saia, ri das brincadeiras, conversa com a tia. acaricia a terra para que a planta fique bem acomodada.
aparecem outros meninos para ajudar a acariciar a terra e outra cuidadora e cuidador são chamados a cuidar de suas plantas. os garotos ajudam a colocar a muda, a regá-las, a dar afeto. brincam com a planta e entre si.
foi como se a planta fosse o estopim que faltava para todas essas pessoas saíssem às ruas para se encontrar.
fernando, o motorista, empolga-se tanto com o ato de plantar no asfalto que nos convidou a ir a sua casa almoçar e plantar algumas mudas por lá.


fomos. sua esposa, Linda, preparou cuzcuz, arroz, pirão e levamos abacaxi e frango galeto. conversamos. gentilmente fui obrigado a comer jiló e outros legumes dos quais não sou afeito. sentei no chão, outros no sofá, outros na mesa numa casa, todos na casa de Fernando de um quarto, em cima de uma oficina, para conversar e ouvir sobre suas viagens por minas gerais, amazônia, pará, são paulo e outros lugares do brasil. na televisão, programas religiosos que assisti fervorosamente.
de sobremesa, abacaxi cortado em fatias que mal cabiam em minha boca de tão grandes. comi e dei-me por satisfeito.
fomos convidados, depois de conhecer uma pessoa, dono de um caminhão que iria nos ajudar a plantar árvores na rua, há três horas atrás, à sua casa, a sua família de filhos já grandes e que moram fora. proximidade que não tenho em meu bairro, em minha rua, com poucos amigos, mas que aqui me pareciam imanente à voz arrastada, delicada, acolhida dos recifenses
plantamos mais algumas mudas no asfalto com Fernando coordenando toda a ação.

explico: de repente, Fernando começou a explicar a todos o que estávamos a fazer por ali para outros possíveis cuidadores e começou a ditar as coordenadas de toda as ações. onde plantar, o que fotografar, o que filmar, como fazer. ele se tornou o diretor de todo projeto.
conhecemos Raimunda, telma, entre outros. conversamos, comemos goiabada, bebemos água e suco, rimos bastante. uma festa se instala no meio da rua.


voltamos ao jardim de onde as mudas saíram.

ida ao Mcdonalds para comprar um cheeseburger para trocar dinheiro. não importa onde vá, o gosto é sempre o mesmo, o lugar é sempre o mesmo, certeza certeira. à noite, ida a Olinda. nada demais. ouro preto sem gente. outro fast food, só que a céu aberto, com trinta barracas chamadas pitu [?!?!] vendendo as mesmas tapioca, acarajé e cerveja skol [aqui não se vendia Nobel].

domingo: café da manhã até meio dia num pequeno jardim nos fundos da pousada, lado a lado com uma tartaruga que quase não se movia de tão preguiçosa dentro de um lago. esperando o tempo passar.
pegamos um ônibus, descemos próximos a um Mc Donalds [um dos quatro que vi lá]: ida a praia, passeio boa viagem na praia de boa viagem. nadar entre a praia e um recife de corais, na água do mar que faziam anos que não experimentava.
a tarde e noite, ida a exposições numa galeria do banco real e numa outra, de fotografias, numa torre que não sei o nome, mas que era interessante devido a seu jardim na parte de trás. conversas andando nas ruas, comprando quadros de basquiat de um pintor de uma feira que se tornou pintor depois de um curso de extensão no senac. seus quadros, com preços de cem reais cada, deviam ser muito mais caros. avisamos a ele que deveria aumentar o preço de suas obras.
as coisas deveriam ser mais caras quando são Caras.